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·29 August 2025

Ruben Neves fica com a 21: «Foi uma decisão da família do Diogo Jota»

Article image:Ruben Neves fica com a 21: «Foi uma decisão da família do Diogo Jota»

* por Guilherme Terras Marques

Depois de anunciar a lista de convocados de Portugal para o arranque da qualificação para o Mundial 2026, Roberto Martínez respondeu às perguntas dos jornalistas sobre os mais variados assuntos.


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Das esperadas perguntas sobre o desaparecimento de Diogo Jota às opções para este estágio, passando ainda por outro tipo de opções ou até o mercado saudita, eis as respostas do selecionador nacional.

Roberto Martínez em discurso direto

Primeiro estágio sem Diogo Jota: «Um aspeto humano, mas acho que a essência do Diogo era união. O Diogo queria ganhar o Mundial. Estamos aqui para lutar e atingir o sonho. A camisola 21 de Diogo Jota passa para Ruben Neves. Continua no relvado e com todos nós»

Responsabilidade: «Portugal joga para ganhar e é isso. Aceitamos que a nossa pressão seja essa,  mas o foco é continuar o caminho que temos feito. Temos de continuar a melhorar os nossos conceitos táticos, os aspetos no relvado.

Mostrámos o espírito ao conquistar a Liga das Nações. Setembro é normalmente um estágio difícil, por ser uma nova época. Precisamos de começar bem. Começar com dois jogos fora de casa é difícil. Temos de igualar o lado emotivo das equipas que vamos defrontar será um desafio»

Arábia Saudita: «Já falei muitas vezes... Não há passos certos e errados. O importante é jogar num sítio onde o jogador possa evoluir e crescer. O João Félix tem 25 anos e muita experiência. Está feliz e está a jogar, que é o mais importante.

O Rodrigo Mora está numa fase normal. Acontece no futebol: momentos difíceis, momentos bons. O importante é continuar com atitude e melhorar todos os dias. O talento do Rodrigo Mora é excecional. Adoro o talento dele, que é permanente.

O Rodrigo Mora estava na equipa que ganha a Liga das Nações, mas o mister Luís Freire vai falar sobre a importância de Rodrigo Mora estar nos sub-21. Não é uma despromoção. É uma oportunidade de continuar o seu processo de formação.

Arábia? Não é um mercado ou uma Liga, mas um balneário que o jogador precisa. Já tivemos os exemplos do Cristiano e do Ruben Neves. Não é a Liga e o país, mas sim o papel que o jogador tem dentro do balneário»

Outros jogadores: «O foco é agora, em setembro. Não temos o Rafael Leão e o Nélson Semedo, que não estão aptos. O João Cancelo estava no grupo, mas caiu da lista pela lesão. Estamos a acompanhar um grupo de jogadores que acho que estão muito perto da seleção, como o Ricardo Mangas, o Flávio Nazinho, o Diego Rodrigues, o João Mário, o Alberto Costa, o Mateus Fernandes, mesmo o Quenda...

O importante é criar um grupo muito competitivo para que seja difícil entrar. Mas a seleção está aberta, mas precisamos de continuidade por aquilo que fizemos em junho e poder crescer nos próximos seis jogos. É uma situação esquisita. É a minha quinta fase de apuramento para um grande torneio e é a primeira vez que tenho seis jogos. Precisamos de começar onde terminámos em junho»

Paulinho: «É um espaço difícil para entrar. Acompanhamos e todos os jogadores tem hipóteses para jogar na seleção, mas estamos a falar dos nossos pontas de lança... O Gonçalo Ramos, jogador com maior número de golos por minuto na Europa, o Cristiano com 18 golos em 23 jogos internacionais... É difícil. Gostamos de contar com dois pontas de lança. É esse o motivo. Mas acompanhamos a todos os jogadores que têm bom nível e valências para ajudar a nossa equipa»

Novo ciclo: «Acho que o título ganho na Alemanha, contra a Alemanha e a Espanha, foi um momento psicológico muito importante para a nossa equipa. Estamos a falar de talento individual, mas o importante é criar uma equipa. Temos evoluído muito e faz parte do processo.

Podemos jogar olhos nos olhos contra qualquer seleção do mundo. Isso não é talento. É dinâmica, crença e trabalho dentro do balneário. Temos uma competição nova, mas faz parte do mesmo processo que começámos há dois anos e meio»

Ruben Neves com a camisola de Diogo Jota: «Acho que seria importante o Ruben Neves falar disso. Acho que o Ruben teve uma relação muito próxima com o nosso Diogo. É a pessoa ideal para representar Diogo Jota. Não é uma decisão minha, nem da Federação. É uma decisão da família de Digo Jota»

Porque não novos nomes?: «O objetivo da seleção é melhorar e ganhar. Não é mudar por mudar. No futebol precisamos de mudar quando é preciso melhorar. Depois de ganhar a Liga das Nações, depois de vencer a Alemanha pela primeira vez em 25 anos e derrotar Espanha pela primeira vez numa final, o importante é continuar e crescer.

A porta da seleção está sempre aberta, mas não vamos mudar jogadores apenas por mudar. Não estaria a fazer bem o meu trabalho. Temos de fazer aquilo que ainda não foi feito: ganhar o Mundial»

Preparação do estágio: «As equipas têm um grupo de pessoas. Temos de preparar o aspeto físico e tático, mas o aspeto pessoal é essencial. Faz parte de comunicar, falar e partilhar muito o que acontece dentro do grupo. A ausência de Diogo Jota vai ser um fator de união. Será o primeiro estágio sem ele»

Adversários: «Não é nada novo. Já tivemos os jogos do apuramento para o Europeu e ganhámos os 10. Os jogos de apuramento para a Liga das Nações... Agora, um apuramento com seis jogos, não há margem de erro.

Começar bem, respeitar o adversário, igualar o lado emotivo... A Arménia vai jogar em casa, com um selecionador novo... A Hungria é uma equipa estável e já fizeram jogos muito bons contra Alemanha ou Países Baixos. Provavelmente será  o maior desafio nesta fase de grupos. Mas não há jogos fáceis»

Cancelo e Guerreiro: «O Raphael Guerreiro é jogador de seleção. Faz parte do grupo que pode ser convocado. O João Cancelo e o Diogo Dalot são importantes pela versatilidade que têm. Dão muitas opções.

É importante ter jogadores experientes e versáteis. O João Mário, o Alberto Costa, o Ricardo Mangas... Para nós é muito importante ter muitos jogadores nestas posições»

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