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·29 de agosto de 2025

“Beijo da rainha”, conselhos de pai e um documentário: a história de Pablo Rosário

Imagem do artigo:“Beijo da rainha”, conselhos de pai e um documentário: a história de Pablo Rosário

Homem de confiança de Francesco Farioli, Pablo Rosario é o mais recente reforço do FC Porto. O médio-defensivo, nascido em Amesterdão e internacional pela República Dominicana, chegou à cidade Invicta na quarta-feira, rubricou um contrato válido por quatro épocas e foi oficialmente apresentado na quinta-feira. Trata‑se de uma nova fase na carreira de um jogador que, como tantos jovens sonhadores, ambicionava alcançar o topo a partir dos relvados.

Filho de progenitores dominicanos divorciados, Rosario foi desde cedo aconselhado pelo pai, que não desejava ver Pablito seguir o mesmo percurso que ele próprio tinha tomado anos antes – um caminho marcado por mulheres, álcool e associações duvidosas a gangues. «Há mulheres muito bonitas que podem pôr a tua cabeça a andar à roda», diz o pai no documentário De Prijs van de Hemel (O Preço do Céu, em português), lançado em 2012, que documenta precisamente os primeiros passos da carreira do agora jogador do FC Porto.


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Um excerto do documentário ‘De Prijs van de Hemel’:

Nos relvados, Rosario destacou-se desde muito jovem. A sua qualidade precoce suscitou comparações com Ronaldo – o Fenómeno – sobretudo porque actuava mais adiantado na fase inicial, e a passagem pelo clube amador DWS, com apenas 13 anos e um marcado rabo de cavalo, atraiu o interesse dos grandes neerlandeses: Ajax, PSV Eindhoven e Feyenoord tentaram integrá‑lo nas respetivas formações. No caso do clube de Roterdão tratava‑se mesmo de um regresso às suas escolas de formação.

O treinador de Pablo no DWS chegou a afirmar que o jovem «podia ser melhor do que Ruud Gullit». O pai, por seu lado, estava convicto: «Ele vai jogar pela seleção neerlandesa, tenho a certeza», afirma no referido documentário, chegando mesmo a prever: «Um dia, quando os Países Baixos forem campeões do Mundo, vais receber um beijo e um colar da rainha».

Rosario acabou por optar pelas escolas do Ajax, onde progrediu até aos juniores, apesar de algumas lesões que atrasaram a sua evolução. Em 2015/16 destacou‑se no Almere City, na segunda divisão dos Países Baixos. Posteriormente transferiu‑se para o PSV, onde iniciou na equipa B antes de ser chamado por Philipp Cocu para integrar a equipa principal.

O percurso falou por si: Pablito afirmou‑se e tornou‑se indiscutível sob o comando de Mark van Bommel. Pelo caminho concretizou‑se, ainda que parcialmente, o sonho do pai: Rosario foi convocado para a seleção principal dos Países Baixos, estreando‑se numa partida de carácter particular em 2018, por indicação de Ronald Koeman, frente à Bélgica de… Roberto Martínez.

Mudança de seleção

Pablo Rosario tem uma internacionalização A pelos Países Baixos, mas, em 2025, a FIFA autorizou‑o a representar a República Dominicana, seleção que já representou por cinco ocasiões

Em maio deste ano, e após um longo período afastado das escolhas da Laranja Mecânica, Rosario, com a devida autorização da FIFA, passou a envergar a camisola da República Dominicana, uma homenagem às suas raízes.

No início da época 2021/22, sem espaço nas ideias de Roger Schmidt no PSV, transferiu‑se para França para representar o Nice, onde, duas temporadas depois, viria a reencontrar Farioli. Com o técnico italiano disputou 34 jogos pelo emblema da Côte d’Azur. No PSV chegou igualmente a partilhar o balneário com Luuk de Jong. O FC Porto marca agora uma nova etapa de uma carreira que começou ambicionando o topo e foi construída com uma boa dose de realismo.

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