Wijnaldum diz que esforço do clube e incentivo de amigos como Salah o convenceram a ir para a Roma | OneFootball

Wijnaldum diz que esforço do clube e incentivo de amigos como Salah o convenceram a ir para a Roma

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É sempre importante ter amigos, especialmente quando eles já estiveram em lugares para onde você pensa em ir. O meio-campista Giorginio Wijnaldum, de 31 anos, ficou encantado com a forma como a Roma se esforçou para contratá-lo, com o diretor esportivo Tiago Pinto e o técnico José Mourinho envolvidos diretamente. Além disso, ele contou com a palavra de amigos, como Mohamed Salah e Kevin Strootman, que jogaram pela Roma, e também Achraf Hakimi, que jogou na Inter, mas só tinha coisas boas a falar sobre o clube. Se sentindo valorizado, ele optou por ir para a equipe.

A contratação de Wijnaldum foi confirmada na última sexta-feira e ele já fez a estreia no amistoso do último domingo, com vitória por 5 a 0 em amistoso contra o Shakhtar Donetsk. A negociação para a chegada do neerlandês foi bastante difícil. O acordo saiu, com um empréstimo até o final da temporada com opção de compra. E só foi possível porque tanto a Roma quanto Wijnaldum se esforçaram muito para ela acontecer. O diretor esportivo Tiago Pinto contou como essa negociação foi mais difícil que outras desta janela.

“Como de costume, ao contrário do que disse em outras coletivas de imprensa, esta foi uma longa negociação”, afirmou o diretor esportivo Tiago Pinto. “Não gosto de longas negociações, mas acho que ao longo dela, sempre houve demonstração, tanto da nossa parte quanto da de Gini (como Wijnaldum é chamado), em o quanto queríamos que esse negócio acontecesse. E esse tem sido o fio condutor dos nossos negócios neste verão; todo jogador mostrou o quanto queriam vir para o clube”.

“Quando um jogador da sua habilidade, com as coisas que ele conquistou, força e luta para vir para cá, isso mostra que o nosso projeto está ganhando credibilidade”, continuou Tiago Pinto. “Tenho que dizer que estou um tanto cansado agora, mas estou absolutamente satisfeito que trouxemos Gini aqui”.

Falta de pré-temporada

Wijnaldum não jogou muito na temporada passada, quando chegou ao PSG para ser um dos reforços estelares do clube, mas acabou não ganhando o espaço esperado. Sem ter jogado muito, o neerlandês perguntou se ele está pronto para a temporada pela Roma.

“O que você diz é verdade. Não foi a pré-temporada que estou acostumado a ter. Mas eu não fiquei sem fazer nada, treinei com o grupo do Paris Saint-Germain. Depois de treinar, também fiz trabalho individual com os preparadores físicos de lá”, afirmou o meio-campista.

“Mas sim, mentalmente eu posso jogar, mas nós sempre temos que ver como as coisas acontecem durante a semana e como me recupero fisicamente. Então, é difícil dizer se posso começar. Para mim mesmo, eu posso, mas temos que conversar com os preparadores físicos sobre isso e no fim o técnico tomará uma decisão se jogo ou não”.

Meio-campista perfeito

Certa vez, o técnico Jürgen Klopp, do Liverpool, descreveu Wijnaldum como o meio-campista perfeito. “Bom, é sempre difícil dizer o que o meio-campista perfeito é. Acho que no Liverpool meu estilo se encaixava bem no jeito de jogar do time, então talvez para o Liverpool era. Mas eu posso entender que para outros times será difícil, ou não serei o meio-campista perfeito, porque jogam um tipo diferente de futebol e outro sistema”, disse o neerlandês.

“Então, acho que todo mundo tem uma opinião diferente sobre o que é o meio-campista perfeito, mas se um técnico como J6urgen Klopp diz isso sobre você, então é claro que ficarei feliz e lisonjeado”, continuou. “Mas sim, o meio-campista perfeito para um time não é necessariamente o meio-campista perfeito para outro. Espero, e farei de tudo, para ser o meio-campista perfeito para a Roma”.

Desejo de ir para a Roma

“Primeiro de tudo, queria vir pelo esforço que o clube fez para me ter como jogador. Além disse, falei com Mo Salah e Kevin Strootman sobre a Roma, sobre o clube e a cidade, e só ouvi coisas boas. Falei até com Achraf Hakimi sobre isso, ainda que ele tenha jogado na Inter, ele disse que era um belo clube e um lugar lindo e que eu seria feliz aqui. Isso me convenceu muito”.

“Conheço o clube Roma, jogamos contra duas vezes quando eu estava no Liverpool e a atmosfera no Olimpico era incrível, então eu sabia que jogaria por um clube com uma grande atmosfera e lindos torcedores”, contou ainda o jogador.

“Mas isso era basicamente a única coisa que eu sabia, então pedi alguns conselhos a Mo e Strootman e eles me contaram boas histórias. Mas eu acho que a coisa que me convenceu mais foi o tanto de esforço que o clube fez, pelo diretor e pelo técnico, para me contratarem. No momento que eu me senti tão querido e apreciado pelo clube, isso me ajudou a tomar a decisão que tomei”.

Nível da Serie A comparada a outras ligas

“É difícil dizer se a Serie A é uma liga um passo atrás porque nunca joguei aqui antes. Teremos que ver. Joguei em várias ligas e, n aminha opinião, até agora a Premier League é a mais competitiva que joguei. Mas para dar minha opinião sobre a Serie A, preciso primeiro jogar nela. Então serei capaz de dar minha opinião. Então para dizer se é um passo atrás das melhores ligas do mundo é difícil agora”.

Encaixe no time da Roma

“Primeiro de tudo, estou chegando a um clube com bons jogadores. Quando vocês me perguntaram se eu era o meio-campista perfeito, eu disse que depende do time. Acho que o modo como a Roma quer jogar, com meio-campistas que podem tanto atacar quanto defender, posso ajudar o time desse modo, é perfeito para o modo como queremos jogar”.

“Acho que minha qualidade ajuda muito nisso, porque eu posso atacar e defender. Quando estou em forma, posso fazer isso na maior parte do jogo, então desse modo posso ajudar o time. O modo como queremos jogar aqui na Roma, um meio-campista assim, com essas qualidades, se encaixam bem no time. Acho que o time ajuda um jogador que mostra essa qualidade, então nesse caso, acho que um encaixa bem no outro. Meu estilo e o modo como a Roma quer jogar. Espero que seja uma boa combinação”.

Parada para a Copa do Mundo

“Será mais difícil ter continuidade nesta temporada por causa da parada para a Copa, então acho que será ainda mais difícil para os times manterem boas sequências que estão ou se desenvolver como time. Mas não acho que é impossível. É por isso eu acho que é importante começar bem e aprender o mais rápido possível”.

Trabalhar com Mourinho

“Não tivemos realmente uma conversa em que ele me disse ‘Você tem que fazer isso, tem que fazer aquilo ou aquilo outro’, porque já havia negociações entre os clubes e já tinha falado com outros jogadores sobre isso. Enquanto, quando ele me mandou mensagem para mim, primeiro foi basicamente me agradecendo por tentar vir para a Roma”, contou.

“Depois que cheguei que falamos mais sobre coisas do futebol. Acho que seu currículo como técnico fala por si. As coisas que ele fez no futebol, os títulos que ganhou, os clubes que dirigiu… É inacreditável. Acho que todo jogador quer trabalhar com ele e comigo é a mesma coisa. Desde o momento que falei com ele, disse a mim mesmo que realmente queria vir para o clube, mas já era assim até antes”.

A atmosfera no Olimpico

“Foi realmente bom, a atmosfera foi incrível, realmente especial. Sabia que a atmosfera aqui podia ser realmente boa, porque joguei aqui com o Liverpool na Champions League, mas a recepção foi incrível”.

“Sou uma pessoa bem tímida quando se trata desse tipo de coisa, mas ainda assim fiquei maravilhado pelo que os torcedores fizeram para mim e para o time. Foi uma recepção muito calorosa. Às vezes nem consigo perceber porque eu sou tímido, mas é incrível que os torcedores queiram fazer isso por você, então a recepção dos torcedores e a atmosfera do estádio foi incrível”.

Recepção dos companheiros de time

“Desde o primeiro dia que cheguei, depois de chegar ao hotel, fui direto para jantar com o time, encontrei com eles no restaurante e a sensação foi boa já naquele momento. Eles falaram comigo e mostraram que estavam realmente felizes por eu estar ali”.

“Como jogador, é importante se sentir bem-vindo desde o primeiro dia, no restaurante, porque eles não sabiam que estava vindo para cá, eles foram agradáveis e disseram que eles gostariam de me ajudar em tudo que precisasse. E foi a mesma coisa no treinamento. Fiz um treino dois dias depois com o time, porque antes tive que fazer os exames médicos, e foi tudo bem”.

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