Volta do relógio ou retomada do projeto? Hamburgo e Hertha jogam a 'vida' | OneFootball

Volta do relógio ou retomada do projeto? Hamburgo e Hertha jogam a 'vida'

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Chegou a hora da verdade para Hamburgo e Hertha Berlin.

Logo mais, a partir das 15h30 (de Brasília), começará o segundo e decisivo jogo valendo uma vaga na elite da Bundesliga para 2022/23. 🇩🇪

Que terá transmissão AO VIVO e DE GRAÇA aqui no OneFootball. Com narração de Dudu Monsanto e comentários de Gerd Wenzel. Direto da tela do seu celular, ou no nosso site!

No jogo da ida do playoff, o campeão europeu de 1983 triunfou por 1 x 0 atuando em pleno Estádio Olímpico de Berlin. Agora, a decisão será na sua casa, o Volksparkstadion.

Confira o que está em jogo e, também, as escalações para essa verdadeira final.


Fim do drama?

O inédito rebaixamento do Hamburgo aconteceu na temporada 2017/2018.

Só consumou algo que vinha sendo “perseguido” em anos anteriores, com direito a permanências confirmadas via playoffs.

E o histórico relógio que destaca o período atuando na elite alemã, um dos símbolos do clube, parou. 👇🏽

Voltar à Bundesliga tem sido uma verdadeira saga.

O Hamburgo encerrou a 2.Bundesliga na quarta colocação nas três edições anteriores, sempre batendo na trave para ir aos playoffs contra o 16º colocado da elite ou avançar direto.

Em 2020/21, os cinco jogos sem vitórias entre as rodadas 27 e 31 arruinaram as chances. Ficou quatro pontos atrás do Holstein Kiel, o terceiro.

Na temporada anterior, somou apenas um ponto nas três últimas rodadas. Levando 5 x 1 do Sandhausen na última. E viu o Heidenheim fazer 55 pontos – contra os seus 54.

Já em 2018/19, a frustração foi ainda maior. Ficou na tradicional quarta colocação (56 pontos). Contra 57 de Paderborn e Union Berlin.

A explicação? Venceu apenas um das últimas oito partidas – justamente a da 34ª rodada, quando não dependia mais de si.

Agora vai?

A campanha atual foi mais sólida. Sobraram empates (12), mas foi o time que menos perdeu (seis vezes).

Teve, com sobras, a defesa menos vazada e fez uma grande reta final, com cinco triunfos consecutivos. O que fez toda a diferença.

O Hamburgo teve o vice-artilheiro (Glatzel-22). E o segundo jogador com maia assistências (Kittel-12).

Resta o grande feito: confirmar o tão sonhado acesso.


Quando a grana não é suficiente

O Hertha soma seis técnicos desde a temporada o início da temporada 2019/20: Ante Čović, Jürgen Klinsmann, Bruno Labbadia, Pál Dárdai, Tayfun Korkut e agora Felix Magath.

Número que chama a atenção em uma liga de poucas trocas.

Tal fato comprova que as coisas não andam bem para o time da capital há um tempo.

E não melhoraram nem com a chegada de Lars Windhorst, empresário alemão baseado em Londres.

Em junho de 2019, ele desembolsou 125 milhões de euros para garantir 37,5% de participação na agremiação.

Pouco depois, em novembro, gastou mais 99 milhões para ficar com outros 12,4%, chegando ao limite de 49,9% permitido pela legislação.

Os investimentos pesados vieram – pelo menos em um primeiro momento. Foram 76 milhões gastos em reforços para a reta final da temporada 19/20.

Mas sem resultados.

O Hertha foi o décimo na citada temporada. E apenas o 14º em 20/21, com 35 pontos e apenas oito vitórias.

O Colônia precisou dos playoffs ao ficar com 33. E o Werder caiu com 31.

Investiu pouco?

A atual temporada começou com duas vendas grandes: as de Matheus Cunha (Atlético de Madrid) e Jhon Córdoba (Krasnodar), garantindo 26 e 20 milhões de euros, respectivamente.

Nenhuma contratação foi impactante. Jovetic, que veio a custo zero, Belfoldi, que custou 500 mil euros, e Richter, contratado por 7 milhões, foram os principais destaques individuais.

O já veterano Kevin-Prince Boateng voltou ao clube que o revelou. Mas sem brilhar o esperado.

Início irregular e…

O Hertha encerrou a nona rodada com 12 pontos graças a quatro vitórias e cinco derrotas. Era o décimo, com o dobro de pontos para o primeiro time do Z-3.

Mas ficou nove rodadas seguidas sem vencer. E a reta final de um ponto em nove possíveis garantiu a presença nos playoffs.

Felix Magath chegou em março. Mas foram apenas três vitórias com ele no comando em oito rodadas.

O que garantiu os mesmos 33 pontos do Stuttgart.

Só que a equipe da capital ficou com a 16 colocação por ter saldo inferior – levou 71 gols em 34 partidas.


📋 Escalação do Hamburgo

Será o mesmo time que começou o duelo em Berlin.


📋 Os 11 do Hertha

Jovetic e Ascacíbar são as novidades.


Foto de destaque: Martin Rose/Getty Images