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·20 de outubro de 2020

Universidad de Chile e a magia de Jorge Sampaoli

Imagem do artigo:Universidad de Chile e a magia de Jorge Sampaoli

O ano era 2011, e a Universidad do Chile amargava um jejum de cinco anos sem títulos. Enquanto isso, via o rival Colo-Colo dominar o cenário do futebol chileno. Era preciso uma mudança de filosfia para que a La U retomasse o caminho das glórias. Dessa forma, a equipe apostou em Jorge Sampaoli. Na época, o até desconhecido treinador havia feito um bom trabalho no Emelec, do Equador. O estilo ofensivo e ousado de Sampaoli chamou atenção dos dirigentes chilenos.

Para a temporada de 2011, além do técnico Jorge Sampaoli, chegaram ao clube alguns reforços que iriam ser fundamentais na bela campanha da La U. São eles o goleiro Jhonny Herrera, o zagueiro Marcos González e o meia Charles Aránguiz. Com muito treinamento e dedicação, o time comandado por Sampaoli foi ganhando forma, com um estilo de jogo ofensivo, de muita intensidade e posse de bola. O primeiro teste da Universidade de Chile foi o Torneio Apertura do Campeonato Chileno. No fim da fase de classificação, os Azuis fizeram uma grande campanha e terminaram na 2ª posição, atrás somente da Universidad Católica. Foram 10 vitórias, cinco empates e duas derrotas, com o melhor ataque da competição (39 gols) e 20 gols sofridos em 17 jogos.


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EVOLUÇÃO E TÍTULO

Já no mata-mata, a La U continuou com um bom futebol e chegou na final para enfrentar a Universidad Católica. No jogo de ida, derrota por 2 x 0. Era necessário uma vitória de três gols para que os Azuis conquistassem o título. Diante de um estádio Nacional lotado, a La U deu uma reviravolta espetacular e goleou por 4 x 1 a Católica. Esse foi o primeiro título de Jorge Sampaoli sob o comando da Universidad de Chile.

A conquista deu ânimo para os Azuis buscarem a conquista da Copa Sul-Americana. No ano anterior, a La U havia feito uma grande campanha, mas esbarrou no Chivas Guadalajara e foi eliminado na semifinal do torneio continental. Em busca da façanha, o time chileno se reforçou com alguns jogadores. O zagueiro Osvaldo González e o meia Gustavo Lorenzetti foram contratados. Com um campanha histórica e invicta, a Universidad de Chile foi campeã da Copa Sul-Americana de 2011. Com 10 vitórias e dois empates em 12 jogos, 21 gols marcados e apenas dois sofridos, a La U conquistou com soberania e merecimento o título daquele ano. Além disso, os Azuis foram bicampeões do Torneio Apertura e voltaram a figurar como o principal time do país.

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Time base: Johnny Herrera, Osvaldo González, Marcos González, Rojas, Rodríguez, Mena, Díaz, Aránguiz, Eduardo Vargas, Canales (Lorenzetti) e Castro. Técnico: Jorge Sampaoli

UM TIME HISTÓRICO

A La U multicampeã de 2011 jogava em um 3-4-3. Era um estilo de jogo ofensivo, com marcação pressão, intensidade e posse de bola. Assim, no gol, a equipe contava com Johnny Herrera. O arqueiro era um pouco azarado e vivia altos e baixos na carreira. Entretanto, conseguiu se superar e se tornou o melhor goleiro do Chile daquele ano, além de o elegerem o melhor goleiro da América do Sul, pelo jornal El País, do Uruguai. O trio de defesa era formado por Marcos González, Osvaldo González e José Rojas. A defesa jogava com uma linha alta e era responsavél por iniciar a saída de bola. Enquanto isso, os laterais Matías RodríguezMena eram as válvulas de escape da equipe.

Além disso, desempenhavam uma função importante no time de Sampaoli. Quando a La U atacava, Matías deslocava-se para o meio-campo e formava uma dupla na saída de bola, com Marcelo Díaz. Enquanto isso, Mena se tornava um meia ofensivo e formava uma linha com mais quatro jogadores no ataque. Assim, a equipe atacava em um 3-2-5. Por outro lado, utilizava um 5-4-1 para se defender, recuando Rodríguez e Mena para suas posições de origem.

VÁLVULA E ESCAPE

O meio campo era formado por Marcelo “Chelo” Díaz e Charles Aránguiz. Assim, a dupla tinha muita qualidade com a bola nos pés e davam qualidade para a transição da defesa ao ataque. Díaz era mais defensivo e ficava responsável pela marcação e saída de bola. Já Aránguiz jogava com mais liberdade para chegar ao ataque. Ele era o elemento supresa da equipe.

Por fim, o trio de ataque era letal. Gustavo Canales jogava centralizado e era responsável por fazer a referência. No lado direito, o talentoso jovem Eduardo Vargas era o jogador mais desequilibrante do ataque. Dessa maneira, muitos dribles e velocidade, Vargas foi o destaque do time. Pelo lado esquerdo, Castro dava velocidade e força ao ataque. Em suma, a La U, de Jorge Sampaoli, foi um time efetivo e mortal, comandado por um técnico fora de série. Jorge Sampaoli escreveu de vez seu nome na história da Universidad de Chile.

Foto destacada: Reprodução/Universidad de Chile

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