Glorioso 1904
·05 de abril de 2025
Tudo o que disse Bruno Lage na antevisão do Porto - Benfica

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·05 de abril de 2025
Bruno Lage marcou presença este sábado, 5 de abril, para fazer a antevisão ao duelo do Benfica com o Porto, a valer para a jornada 28 da Liga Portugal Betclic. O encontro está agendado para as 20h30, do próximo domingo, 6 de abril, no Dragão. Confira tudo o que disse o técnico aos jornalistas.
Quais as diferenças que espera para o jogo da 1.ª volta?
"Antes de mais, dizer que é um jogo muito importante para nós. Não é decisivo, mas é muito importante. Vamos com a ambição de jogar bem e vencer. Preparámos muito bem o jogo, principalmente em função do que o FC Porto tem feito. Está uma equipa diferente, também em função da forma como joga, do sistema que tem usado nos últimos jogos, e vai ser mais um clássico. Prevejo que seja quentinho como os outros, mas o mais importante é a nossa ambição de vencer".
Quem está fora por lesão e quem pode voltar? Por que razão diz que vai ser quentinho?
"Tem sido esse o registo... Digo quentinho porque são jogos que queremos jogar enquanto treinadores ou jogadores, e é num momento da época importante. Esse é que é o nosso sentido. Independentemente do adversário, de jogar em casa ou fora, a nossa ambição e mentalidade vencedora tem de estar sempre presente. Sobre o onze, preparámos bem o jogo. Temos várias coisas para conversar ainda e temos o dia de amanhã. A única confirmação é o Renato [Sanches], que se lesionou no último jogo e está fora".
Anselmi disse que o Benfica não pode perder a liderança no Dragão. Está a passar a pressão para o lado do Benfica? Esta semana tem sido marcada por alguma tensão entre os dois clubes. Como vê este ambiente?
"A nossa preocupação é estarmos concentrados no que controlamos. O que mais quero é que o jogo comece, um jogo de grandes emoções. Vencer no Dragão não é tarefa fácil, mas vamos com essa ambição e mentalidade. Sentimos a equipa, da forma como treinámos, confiante. Está num bom momento e a pressão que colocamos em nós próprios é fazer o nosso jogo independentemente do adversário, para conquistar títulos".
Se olharmos para a classificação, este jogo será decisivo para o Porto. Perdendo, perde o comboio do título. O Benfica, ganhando, mantém-se no 1.º lugar. Para quem é mais importante o clássico? Relativamente à questão tática, como acha que vai ser o jogo?
"Falou-me da tática e fugi da primeira pergunta... Cabe-me responder sobre nós. Para nós é importante, mas não decisivo. Do lado do Porto, façam a vossa leitura. Por aquilo que tenho visto, acredito que vai ser um jogo muito dividido e rápido. Ambas as equipas gostam de jogar rápido, de pressionar, são muito fortes a atacar a profundidade, nas transições ofensivas. Prevejo um jogo muito tático mas não amarrado, em que a bola pode sair de uma área e, em dois ou três passes, estar na outra. Tático, mas não amarrado".
Estamos perante um Porto muito diferente. Mudança de presidente, treinador, perdeu o capitão... Este é o Porto mais frágil que vai defrontar?
"Não me cabe a mim, enquanto treinador do Benfica, analisar a vida do Porto, começando pela presidência. A mim cabe-me é analisar a equipa e preparar a minha da melhor forma. Já disse como acho que o jogo vai ser. O Porto alterou o sistema, o Eustáquio tem sido importante na forma como a equipa sai de um sistema e entra noutro, entre os centrais, à frente dos centrais. Isso é o mais importante para mim. E depois é preparar o jogo, como defender, atacar, aproveitar espaços. Isso é o mais importante para mim. Eu sei que, para vós, outro tipo de análise seja mais importante, mas enquanto treinador preocupo-me em preparar o jogo da melhor maneira".
Em termos defensivos, não está preocupado com a facilidade com que o Farense marcou na Luz?
"Temos de olhar para aquilo que fazemos. Por acaso, tive curiosidade de olhar para vários campeonatos e para os vários líderes. Quantas vezes vemos o primeiro a jogar contra uma equipa que está em baixo na tabela e sofrer vários golos? Quando olhamos para o jogo, sentimos que a equipa teve um bom comportamento. Sofreu de bola parada e já percebemos o porquê. O Farense é forte nesse momento e fez o golo com todo o mérito. Depois, com todo o mérito, fazem o 3-2. Por vezes, é dar mérito ao adversário. E foi isso que disse. Ainda assim, o que produzimos, foi muito superior. Vencemos o jogo, estamos numa boa sequência, a nossa busca tem de ser na consistência. Isto não é matemática e o exemplo disso são os resultados que temos tido".
O Benfica poderá contar com Tomás Araújo amanhã? Em relação a Renato Sanches, o treinador consegue explicar o que se passa com ele? Gerou tantas expectativas...
"Não consigo explicar. O que consigo dizer é que estamos sempre do lado do Renato. Ele recupera sempre muito bem. Facilmente integra os treinos, facilmente entra no lote de opções para os jogos. Vinha neste momento numa sequência de cinco jogos a contribuir para a equipa. Temos trabalhado muito com ele um posicionamento diferente, de jogar a primeiro médio. Estava a fazer jogos muito interessantes. É diferente o que se pede ao Florentino ou ao Renato. Ele estava a fazer uma boa interpretação e é com infelicidade que o vemos voltar novamente a um momento de paragem. Estamos ao lado do jogador, do homem, ele que recupere rápido porque, quem sabe, ainda temos o Mundial de Clubes. Sobre o Tomás, tem estado também num momento em que temos de fazer uma boa gestão. O mais importante é termos esse cuidado com todos. E, amanhã, decidimos qual o melhor jogador em função da estratégia que vamos adotar. Queremos sempre muita profundidade e o Tomás dá-nos isso. Tem qualidade de cruzamento, integra muito bem o ataque, projeta-se bem. É isso que queremos naquela posição. Temos de avaliar e amanhã perceber qual a melhor opção".
No ano passado, o Benfica foi goleado no Dragão por 5-0. Esse jogo foi tema de conversa para motivar as tropas?
"Nem esse, nem o da 1.ª volta deste ano. Nem o momento em que estamos. A única coisa que interessa é o futuro. Olhar para o que o Porto está a fazer e preparar da melhor maneira para vencer".
Tem mais alguma baixa, além do Tomás, eventualmente, e do Renato? Que impacto poderá ter este jogo no resto da época?
"Importante são os três pontos, são os mesmos do Farense e, eventualmente, os do Arouca no jogo seguinte. É importante porque o campeonato aproxima-se do final e queremos continuar na liderança. Sobre lesões... Tirando o Bah e o Manu, só o Renato".
Anselmi repetiu o mesmo onze nos últimos dois jogos. Espera novamente os mesmos jogadores?
"Podem acontecer dois cenários... É 50/50. Partir de alguma estabilidade da equipa ter feito bons resultados, mas nós, enquanto treinadores, fazemos sempre a análise do jogo e há coisas que vamos vendo e que são importantes. E, por isso, pode haver alterações. Eventualmente fazer a linha de três centrais com um central e não com o Eustáquio, mas acredito que possa fazer o mesmo que fez nos últimos dois jogos".
Pavlidis fez um bom jogo na 1.ª volta, na Luz. Se pensarmos que o Porto não tem usado um central de raiz no meio, poderá ser benéfico para ele?
"No passado recente, muitas equipas têm jogado assim. O Barcelona defendeu assim contra nós. Nos últimos cinco ou seis jogos, pelo menos quatro equipas defenderam assim, colocando o médio no meio dos centrais. Diminuir a distância para a linha defensiva. Nós é que temos de ter a capacidade, e acredito que não se trata só do Pavlidis. Trazer uma boa exibição de um jogo que foi em novembro não faz muito sentido. Faz é sentido olhar para o que a equipa tem vindo a fazer quando os adversários têm uma linha de cinco. A equipa tem percebido muito bem como o adversário se movimenta, e isso é que é importante. Não apenas olhar para o Pavlidis, mas para o que a equipa faz".
Nos últimos 10 anos, o Benfica venceu duas vezes no Dragão. Uma delas foi consigo, 2 de março de 2019. Essa experiência dá alguma coisa ao plantel que tem hoje?
"O jogo que fizemos na época seguinte, perdemos por 3-2 e terminámos com três homens na frente. Jogámos com três pontas-de-lança... Acabámos assim o jogo e essa é a forma como temos de olhar para amanhã. A mensagem mais importante é essa. O que controlamos é o que se vai passar nas quatro linhas. Temos de estar o mais tranquilos possíveis, pensar no lado estratégico e no potencial e talento que temos como equipa e em termos de individualidades. Que os jogadores se mantenham no registo que temos vindo a ter. Estamos juntos como uma família, jogamos como uma família, corremos uns pelos outros. E amanhã, como tropa, vamos lutar para vencer o jogo".