Superliga Europeia: como Bartomeu, ex-presidente do Barcelona, liderou a criação do torneio

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O nascimento e morte da Superliga Europeia pode ter sido a grande notícia no meio do futebol durante esta semana, mas nos bastidores do futebol do velho continente, é um assunto que vem sido debatido há várias temporadas.

Josep Maria Bartomeu, ex-presidente do Barcelona, foi uma das grandes figuras da nova liga durante sua idealização. Mais do que um dos fundadores, o dirigente era também o presidente da liga, cargo que deixou após sua renúncia do cargo no time catalão.

A Superliga Europeia começou a ganhar forma durante a temporada 2015/16. A ideia de reunir a elite do futebol europeu em uma competição de clubes já era antiga, e travou nas conversas entre a Associação Europeia de Clubes (ECA) e a UEFA.

Junto de Andrea Agnelli, presidente da Juventus e da ECA, o espanhol deu início ao planejamento da liga, que logo ganhou apoiadores como o Manchester United, Arsenal e o Real Madrid, de Florentino Pérez.

Em 2018, quando os lucros da UEFA bateram em muito os dos clubes envolvidos na Champions, o projeto da Superliga acelerou. Bartomeu e outros presidentes e proprietários de clubes chegaram a assinar um acordo de confidencialidade, para impedir que informações sobre a competição fossem parar nas mãos erradas.

O projeto só foi compartilhado com o resto da diretoria do clube em 2020, pouco antes da renúncia do presidente, que veio após o episódio da quase-saída de Lionel Messi, considerado a maior lenda da história do Barcelona.

Com o desligamento de Bartomeu, quem assumiu a presidência da Superliga foi Florentino Pérez, que viu uma revolta de torcedores, figuras do esporte e clubes “derrubarem” o processo em apenas dois dias. O Barcelona, com graves problemas financeiros, segue classificando a Superliga como  competição esportiva muito atrativa e que oferece mais recursos financeiros”.