STJD pune Santos com multa e jogos sem torcida após violência em partida contra o Corinthians | OneFootball

STJD pune Santos com multa e jogos sem torcida após violência em partida contra o Corinthians

Logo: Meu Timão

Meu Timão

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou nesta quarta-feira os acontecidos na partida do Corinthians contra o Santos, na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil. O tribunal puniu o clube da Baixada Santista com multa em dinheiro e jogos com portões fechados. A informação é do ge.globo.

O julgamento durou mais de uma hora e terminou com as seguintes punições:

  • R$ 5 mil de multa pelos sinalizadores (descaracterização para o artigo 191);
  • R$ 20 mil de multa e um jogo de portão fechado pelo arremesso das bombas no artigo 213 (inciso 2);
  • e R$ 10 mil de multa e um jogo de portão fechado pelas invasões no artigo 213 (inciso 3).

Ou seja, um total de multa de R$ 35 mil e dois jogos com portões fechados na edição de 2023 da Copa do Brasil.

O Santos foi representado pelo advogado Marcelo Mendes, e o auditor do caso foi Rodrigo Raposo - responsável por enumerar os fatos acontecidos na Vila Belmiro. Logo após, Rodrigo pediu a condenação do clube no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A pena para esse artigo previa perda de mando de campo por até dez partidas, e multa de até R$100 mil.

Provas de vídeo foram exibidas pela procuradoria. Na exibição, as imagens mostraram bombas sendo arremessadas no gramado, a saída de Cássio e a invasão do torcedor que o agrediu, além do gramado da Vila Belmiro cheio de pessoas, fruto das invasões, após o apito final. Na sequência, a defesa do clube exibiu uma prova de vídeo, em que constava a revista feita aos torcedores na entrada do estádio - procedimento padrão da polícia.

Logo após, Fábio Perrone, da equipe de apoio da Federação Paulista de Futebol, falou como testemunha de defesa do Santos. Tanto o advogado quanto o auditor fizeram perguntas. Glauber Navega, sub-procurador geral do STJD assumiu a palavra em seguida e manteve a denúncia no artigo 213.

"Tragédias anunciadas que podemos prevenir. Não há nos autos nenhuma prova que pudesse descaracterizar as ações. Vimos sinalizadores, bombas, arremessos, invasão que em momento algum há como se negar. O próprio torcedor agrediu o atleta, algo inconcebível. Vimos a revista da polícia, mas não há como negar que poderiam ter entrado com um objeto cortante. A procuradoria não vê nenhuma excludente da ilicitude da responsabilidade do clube. A identificação os torcedores é relacionada a invasão. Repito: essa excludente é referente a casos individuais. Alguém arremessou e foi identificado? Ok. Mas um fato de sete torcedores, bombas, e uma agressão? A excludente pelo entendimento da procuradoria não é cabível. Por esses motivos mantemos a denúncia no artigo 213 e opinando pela perda de mando de campo", disse.

O advogado do Santos voltou a argumentar, afirmando que o clube fez seu trabalho de repressão, como campanhas permanentes e a exclusão de um dos invasores do plano de sócios do time da Baixada Santista.

"Temos um conjunto de três situações no artigo 213: sinalizadores, arremessos de bombas e invasões de campo. Sobre os sinalizadores, pedimos a descaracterização para o artigo 191. Sobre as bombas, o arremesso é muito rápido e fica impossível identificar quem arremessou. O Santos até enviou as imagens disponíveis, mas é impossível identificar tais torcedores. O Santos pediu que o policiamento fosse feito pela polícia de São Paulo pelo risco do jogo. Isso foi feito. Mostra que a parte de prevenção existiu, mas não foi suficiente. O clube faz campanhas permanentes, mas algumas situações específicas acontecem. Não é permitido entrar com bombas no estádio, mas a revista foi feita pela polícia. O que o clube pode fazer nessa situação além de mostrar as imagens?", argumentou.

Após algumas réplicas, os votos para o julgamento aconteceram. Ao todo, cinco pessoas votaram, incluindo o presidente da comissão, Luis Procópio, que finalizou ressaltando que a punição mais eficaz é de jogos com portões fechados.

"Foi um caso grave que merece essa aplicação de portões fechados em caso de violência ou distúrbios graves. Caso contrário o Santos manda o jogo em São Paulo e não muda nada. Essa é a minha discordância, apenas'', encerrou.

Notícias relacionadas

Mencionados neste artigo

Saiba mais sobre o veículo