Servílio de Oliveira, Aurélio Miguel e Fofão eternizam mãos para o Hall da Fama do COB | OneFootball

Servílio de Oliveira, Aurélio Miguel e Fofão eternizam mãos para o Hall da Fama do COB

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Neste sábado, o Comitê Olímpico do Brasil recebeu mais três lendas, que eternizaram suas mãos no Hall da Fama da entidade. Servílio de Oliveira, bronze no México em 1968, primeiro medalhista do boxe; Aurélio Miguel, ouro em Seul 1988 e bronze em Atlanta 1996 no judô; e Hélia Rogério de Souza Pinto, a Fofão, campeã olímpica em Pequim 2008 e bronze em Atlanta 1996 e Sydney 2000 fizeram os moldes de suas mãos em cerimônia durante o Congresso Olímpico Brasileiro.

A abertura foi feita pelo presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira.

“Se hoje o Brasil chega nos Jogos Olímpicos com a condição de disputar várias medalhas olímpicas, conquistar 21 pódios na última edição, em Tóquio, foi porque outros grandes atletas desbravaram os caminhos. Homenagear, eternizar materialmente a história dele com a marca das mãos é de suma importância. O resgate e valorização da memória olímpica do Brasil é uma das missões do COB”, disse.

Servílio de Oliveira, de 73 anos, começou a praticar boxe no auge da modalidade no Brasil, após a conquista do título mundial de Éder Jofre. Aos 19 anos, o atleta disputou os Jogos Pan-americanos Winnipeg 1967 e, na mesma temporada, foi campeão dos Jogos Latino-americanos, no Chile, garantindo vaga para os Jogos Olímpicos do ano seguinte.

Em 1968, Servílio conquistou a primeira medalha do boxe brasileiro na história do evento. Ao todo, ele fez 19 lutas e venceu todas, sendo um dos poucos lutadores que se aposentaram invictos.

“Estou felicíssimo em receber essa homenagem. Hoje eu tenho a certeza de que daqui a 500 anos vão saber quem foi Servílio de Oliveira. Tenho que agradecer ao campeão olímpico e diretor-geral do COB, Rogério Sampaio, e ao presidente Paulo Wanderley, gestores competentes que estão à frente do Comitê por essa valorização da memória olímpica do Brasil. Por fim, dedico essa homenagem à minha mulher, Maria Chalot, porque em abril completaremos 50 anos de casados. Uma companheira que esteve ao meu lado em tantos momentos difíceis e nos bons também”, disse Servílio.

Aurélio Miguel foi o primeiro brasileiro a ser campeão mundial júnior, em 1983, e, em Seul 1988, trouxe a inédita medalha de ouro olímpica para o judô nacional. Na edição seguinte, em Barcelona 1992, foi o porta-bandeira da delegação brasileira na Cerimônia de Abertura dos Jogos e em Atlanta 1996 voltou ao pódio, conquistando o bronze.

“É importante manter a lembrança e a memória do esporte olímpico do Brasil. Quando disputei os Jogos Olímpicos de Seul, eu fui o sétimo ouro do Brasil. A partir de 1998, conseguimos as leis de incentivo, que fez com que conseguíssemos nos transformar numa grande potência. Só em Tóquio 2020, tivemos, por exemplo, medalhas de ouro no boxe, na vela, na maratona aquática, no surfe, na canoagem e na ginástica artística”, disse Aurélio.

Grande nome do vôlei nacional, Fofão atuou pela seleção brasileira por 17 anos, somando 340 jogos. Ao todo, foram cinco edições dos Jogos Olímpicos, com o bronze em Atlanta 1996 e Sydney 2000.

Sua participação mais marcante, porém, foi sua despedida olímpica, quando, como capitã, conquistou a inédita medalha de ouro inédita no vôlei feminino em Pequim 2008. Fofão encerrou sua carreira em 2015, com o título da Superliga Feminina e a disputa do Mundial de Clubes, em Zurique (Suíça).

“Estou muito feliz e me sinto engrandecida pela homenagem. É uma moção muito grande ver grandes amigos que tivemos oportunidade de nos aproximar aqui, tanto na plateia quanto ao meu lado no palco. Esse é um daqueles momentos em que a gente agradece ao esporte tudo que ele nos proporcionou. Sou muito grata a todos que contribuíram na minha carreira”, disse Fofão.

Criado em 2018, o Hall da Fama do COB já possui 20 homenageados, entre atletas e treinadores de modalidades olímpicas. Todos os integrantes terão seus moldes expostos em um espaço de preservação da memória olímpica montado pelo COB.

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