Resultado de Henrique Avancini no MTB frustra expectativas

Logo: FNV Sports

FNV Sports

Imagem do artigo: https://image-service.onefootball.com/crop/face?h=810&image=https%3A%2F%2Fwww.fnvsports.com.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F2021%2F07%2Fmtb-henrique-avancini.png&q=25&w=1080

Considerado em 2019 um dos cinco melhores ciclistas de Mountain Bike no mundo, Henrique Avancini decepcionou na Olimpíada em Tóquio 2020. Natural de Petrópolis (RJ), o carioca terminou com o 13º lugar em Cross-country.

O resultado representa ao Brasil a melhor nota da história do MTB brasileiro. Por outro lado, se esperava algo melhor do ciclista.

Henrique Avancini decepciona em Tóquio

Um dos favoritos ao ouro no ciclismo, Henrique Avancini, não conseguiu o pódio. Ao alcançar  a linha de chegada em 13º lugar mostrou que o Brasil está dando largos passos, mas ainda longe de fazer frente aos europeus.

O ciclista foi o brasileiro mais cotado à medalha na modalidade de ciclismo nestes Jogos Olímpicos, mas perdeu.

Líder no ranking da Union Cycliste Internationale (UCI), não conseguiu superar o inglês Thomas Pidcock. Ademais, o britânico liderou no tempo de 01.25.14. O suíço Mathias Flückiger ficou com a prata e o espanhol David Valero, com o bronze.

Antes do início dos jogos, Avancini já havia dado deixas de que, apesar de talento, os ciclistas europeus estão anos luz dos demais.

“Passei dois meses na Europa, é uma diferença grande, você está trabalhando em condições climáticas que não são as ideais, o que é diferente de voltar para casa, ficar com sua família, ir ao CT e à academia pessoal. Estou no mesmo mar, mas não no mesmo tipo de embarcação. Tem gente que está com o macarrão boiando. Não me incomoda, sempre foi assim. As coisas estão em processo de mudanças.”, disse Avancini ao LANCE! no início de julho.

História escrita no MTB brasileiro

Henrique Avancini pode não ter colocado o Brasil de vez no mapa do MTB, mas se torna um dos nomes impulsionadores do esporte. Ao contrário do ciclismo de estrada, no qual não ocorreu nenhum ciclista brasileiro no feminino e masculino. No país, existem vários nomes surgindo na modalidade, como também no BMX Racing.

Na Rio 2016, terminou na 23ª colocação. Assim, o carioca melhorou dez posições comparado com quatro anos atrás. Outro brasileiro na prova, Luiz Henrique Cocuzzi, terminou em 33º lugar.

Com competições como a Brasil Rides, na Bahia, que atrai ciclistas do mundo inteiro, o Brasil pode, no futuro, colher resultados melhores. Mas, apesar de toda frustração em torno do esperado, Avancini foi o pioneiro do MTB em nível mundial no país. Resta saber como se dará continuidade a tudo isso.

Foto Destaque: Divulgação/Time Brasil.

Mencionados neste artigo
Saiba mais sobre o veículo