Relação de amor e ódio – Cansado das críticas, Neymar pensa em não representar a seleção na Copa de 2026 | OneFootball

Relação de amor e ódio – Cansado das críticas, Neymar pensa em não representar a seleção na Copa de 2026

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Há também quem o chame de “pipoqueiro”, e quem o defenda dizendo que ele joga ”sozinho”. Mas o fato é: o jogador carrega na bagagem números expressivos na seleção brasileira. Apesar de ainda não ter vencido uma Copa – razão pela qual muitos o criticam – ele está perto de se tornar o maior artilheiro e o jogador que mais jogou pela seleção brasileira. O craque nunca deu ouvidos para os xingamentos, mas isso parece ter mudado nos últimos meses.

A imprensa esportiva brasileira costuma pegar pesado com o jogador, não apenas por suas atitudes dentro do campo, como expulsões em partidas decisivas, mas também por aquelas fora das quatro linhas, como idas a festas, posicionamento político e opiniões nas redes sociais. No exterior, não é diferente. O jogador do Paris Saint-Germain (PSG) foi criticado recentemente pela France Football, a maior revista esportiva da França, que o chamou de egocêntrico e o acusou de tentar machucar os jogadores rivais após perder uma partida. Os torcedores também não deixam por menos: no último mês, Ney foi acusado de estar fora de forma nas redes sociais, e respondeu com fotografias mostrando o seu porte físico.

Em setembro, após a vitória do Brasil sobre o Peru por 2 a 0, em partida válida pelas eliminatórias da Copa de 2022, o jogador se mostrou bastante incomodado e desabafou após o jogo: “Estou muito contente, muito feliz, com a ajuda de meus companheiros. Mas não sei mais o que eu tenho que fazer com essa camisa pra galera começar a respeitar o Neymar”.

Em entrevista no mês de outubro, o jogador fez a declaração que gerou ainda mais repercussão: o craque disse que a Copa do Mundo de 2022 pode ser a última de sua carreira. O atacante afirmou, ainda, que dificilmente terá psicológico para jogar em alto nível até 2026: “Acho que é minha última Copa do Mundo (2022). Eu encaro como a minha última porque não sei se terei mais condições, de cabeça, de aguentar mais futebol. Então, vou fazer de tudo para chegar muito bem, fazer de tudo para ganhar com meu país. Para realizar o meu sonho desde pequeno, e espero poder conseguir”.

Muitos jornalistas trataram a fala como uma certa ameaça, já que o astro sabe que ainda é o maior nome do futebol brasileiro – e que, provavelmente, ainda será em 2026, quando estará com 34 anos. Os companheiros de seleção, porém, saíram em defesa do jogador, e pediram paciência com o atleta e com a performance da equipe, que, apesar dos resultados positivos, não vem apresentando um grande futebol sob o comando do técnico Tite.

Antes das últimas partidas das eliminatórias de outubro, Thiago Silva – um dos jogadores mais experientes da seleção – defendeu Neymar em entrevista coletiva, dizendo que a cobrança “é muito forte” e que ele é criticado por coisas “que não tem nada a ver”:

“Eu passei por momentos semelhantes, principalmente depois da Copa de 2014. Fui tachado de chorão, de psicológico fraco. Coisas que vão te machucando e você sabe que não é. Espero que ele não perca essa alegria. Ele é um moleque super especial. Quando está alegre fazendo o que gosta, sempre dá conta do recado e desempenha o que sempre desempenhou”

, comentou o zagueiro, que completou dizendo que as críticas a Neymar parecem ser de cunho pessoal.

Para a sorte da seleção, Ney parece estar disposto a ignorar as críticas e apresentar um bom futebol. Na última partida oficial do Brasil, em 14 de outubro, contra o Uruguai, pelas eliminatórias da Copa, o craque foi o melhor em campo e ajudou a equipe a construir uma vitória sólida por 4 a 1. Além de ter feito um (1) gol, o atacante também deu duas assistências.

Os números de Neymar pela seleção

Neymar tem números bastante expressivos pela seleção brasileira, que tendem a melhorar ainda mais, apesar das críticas. O craque tem apenas 29 anos e ainda pode disputar muito mais partidas com a amarelinha, caso mude de ideia sobre não jogar a Copa de 2026.

Ele já disputou oito (8) competições oficiais com a camisa verde e amarela, sendo duas Copas do Mundo. Não ter vencido a maior competição do planeta é umas das razões pela qual muitos brasileiros ficam com uma “pulga atrás da orelha” em relação ao jogador. Sua melhor colocação no torneio foi o 4º lugar em 2014.

Apesar disso, o craque já levantou a taça da Copa das Confederações de 2013 e foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016. Ele também venceu o Superclássico das Américas – torneio de cunho amistoso disputado contra a Argentina – em quatro (4) oportunidades.

O número de partidas e de gols é o que mais chama a atenção: foram 115 partidas com a camisa pentacampeã do mundo e 70 gols. O jogador está a apenas sete (7) gols atrás de Pelé – o maior jogador da história do futebol brasileiro – e pode se tornar, em breve, o maior artilheiro da história da seleção canarinho.  Quanto ao número de partidas disputadas, ele ocupa a 4ª colocação, e tem apenas 27 jogos a menos que o líder Cafu, capitão da equipe pentacampeã do mundo em 2002.

Neymar tem tudo para se tornar o maior artilheiro e o jogador que mais disputou partidas na história da seleção brasileira. Nos resta torcer para que ele se mantenha focado em praticar um bom futebol, pois, assim, os títulos serão consequência. E aguardar, também, por sua decisão em relação a Copa de 2026 – mistério, esse, que só o craque poderá desvendar.

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