Presidente do Real Madrid diz que Superliga Europeia veio para “salvar o futebol da morte”

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Presidente do Real Madrid e apontado também como máximo mandatário da polêmica Superliga Europeia, responsável por causar uma crise sem precedentes junto à UEFA ao manifestar intenção de disputar uma liga europeia fechada com alguns dos principais clubes do continente, Florentino Pérez concedeu longa entrevista ao programa espanhol El Chiringuito na qual falou da ação – tomada, além do Real, por Barcelona, Atlético de Madrid, Liverpool, Chelsea, Manchester United e City, Arsenal, Tottenham, Juventus, Milan e Inter de Milão.

Em meio à briga com a UEFA e respectivas federações nacionais, o presidente do Real Madrid utilizou um discurso pessimista ao falar dos rumos do futebol, citando falta de interesse das gerações mais jovens com o jogo e garantiu que a Superliga chega para, ao contrário do que defendem seus críticos, salvar o futebol de sua morte.

“Os clubes importantes da Inglaterra, Itália e Espanha precisam encontrar uma solução para uma situação muito ruim que está acontecendo no futebol”, disse o mandatário madridista antes de citar os prejuízos que a pandemia do novo coronavírus causou aos cofres do Real Madrid. “Em duas temporadas foram 400 milhões (de euros) a menos, só o Real Madrid. Estamos passando por uma situação muito ruim”.

“O futebol estava perdendo o interesse, dá para ver que as audiências vão diminuindo e os direitos (de TV) diminuindo e algo tinha que ser feito. Estamos todos arruinados, o futebol é global e estas 12 equipes e outras mais possuem torcedores em todo o mundo. A televisão tem que mudar para que possamos nos adaptar. Os jovens já não têm interesse pelo futebol. Por que não? Porque são muitos jogos de baixa qualidade que não os interessa, eles têm outras plataformas para se distraírem”.

“Sempre que há uma mudança, sempre tem gente para se opor. Aconteceu com o Bernabéu (ex-presidente do Real Madrid, entusiasta da criação do que hoje é conhecido como a Champions League) e mudou a história do futebol. O que tem de atrativo? Que jogaremos entre os grandes, a competitividade, novos recursos acabam sendo gerados. Os ricos? Eu não sou dono do Real Madrid. Nós somos um clube de futebol e fazemos isso para salvar o futebol, que está em um momento crítico”.

Florentino também disse que vai buscar diálogo com a Fifa e UEFA, que se mostraram contrárias à criação da Superliga.

“Nós vamos tentar começar o mais cedo possível. Vamos conversar com a UEFA e com a Fifa. Eu não sei por que elas se irritariam. A UEFA trabalhava em outro formato que, em primeiro lugar, eu não entendi e que não produz os ingressos necessários para salvar o futebol. Quando digo salvar o futebol, é salvar todos (...) A UEFA, aqueles que manejam os monopólios, têm que ser transparente. A UEFA não tem uma boa imagem, não quero falar das coisas que aconteceram com a UEFA no passado, mas tem que conversar e não ameaçar. Eles apresentaram um formato (para a Champions League) que ninguém entendeu e dizem que vai começar em 2024, mas em 2024 estaremos mortos”, sacramentou.

O presidente do Real Madrid garantiu que a Superliga não é uma liga feita apenas para os ricos.

“Não é uma liga para os ricos, é uma liga para salvar o futebol. Se vocês dizem que os ricos ficarão mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres, explicam desta maneira... Amanhã o Laporta (presidente do Barcelona) vai sair e nós vamos explicar como é esta competição que quer salvar o futebol, e salvar aos times mais modestos... porque o futebol vai desaparecer”.