Por que Tiago Nunes queria tanto um zagueiro canhoto; entenda sua importância

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Em meio a diversas movimentações no elenco do Corinthians durante a temporada, o então treinador do clube, Tiago Nunes, perdeu seu zagueiro Titular, Pedro Henrique. Com isso, resolveu improvisar Danilo Avelar, um lateral-esquerdo de origem, na zaga. Mas afinal, por que ele fez isso?

Um dos pedidos do técnico durante sua passagem pelo clube era por um zagueiro canhoto. Para o que Tiago Nunes tentava implementar no Corinthians, essas características ajudavam na progressão da bola. Por consequência, na teoria, deixaria o time mais dinâmico.

Criação facilitada

Com um zagueiro destro pela esquerda, o time pode perder essa dinâmica e velocidade. Não só pelo movimento corporal para que o jogador faça um passe, mas pela angulação da bola. Isso influencia a velocidade do passe e pode criar um efeito dominó na defesa adversária.

Com um destro naquela posição, a angulação natural do passe seria de uma curva “para dentro”, que pode facilitar o adversário de interceptar ou até roubar a bola. A intenção de angular o passe “para fora” é de fazer com que a bola saia mais rapidamente da defesa e possa pegar a defesa desestruturada.

Saindo dessa primeira a pressão, o time pode progredir com base na desestruturação da defesa adversária. Opções tendem a aparecer e, com isso, movimentações e ligações entre jogadores podem ser mais naturais. Um primeiro passe qualificado, no que diz respeito à boa técnica, velocidade e ângulo, pode ser o catalizador de um bom ataque final.

Por que não deu certo?

Pep Guardiola, em entrevista após uma vitória na Premier League da última temporada, citou seu zagueiro (canhoto) pela esquerda, Aymeric Laporte, como destaque. “Existem diversas ações na criação, para fazer com que joguemos melhor e mais rápido, que só podemos fazer com ele. Não porque os outros não são bons, mas porque ele é um zagueiro canhoto”, disse o catalão. Pep se referia às trajetórias e ângulos de passe que permitiam que o Manchester City quebrasse a pressão do Sheffield United.

Por mais que Tiago Nunes compartilhasse de alguns problemas com Guardiola, as semelhanças positivas não existiam. Se para o catalão o zagueiro canhoto dava a dinâmica necessária e se tornava fundamental nos jogos, a aposta do ex-comandante corintiano não funcionava. Além das complexidades e diferenças de cada equipe, era notável como o Corinthians se tornava previsível e lento.

O posicionamento aberto dos dois zagueiros alvinegros era um fator preponderante para que a saída de trás fosse prejudicada. Gil e Avelar se posicionavam muito distantes, impedindo a troca de passes rápida e limitando suas opções curtas aos laterais aos seus lados. O meio-campo também não dava suporte para criar opções, e então a construção do Corinthians morria antes de começar.

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