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Por que a Seleção não enfrenta europeus?

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Desde que Cafu levantou a Copa do Mundo no Japão, em 2002, após a vitória de 2 x 0 sobre a Alemanha, o Brasil está sofrendo com um tabu nos mundiais. não vence uma seleção europeia em jogos eliminatórios de Copas do Mundo. Desde a Copa da Ásia, já foram cinco derrotas em quatro mundiais.

E o que a Seleção tem feito para se preparar para esses confrontos com os europeus? No ciclo após a Copa da Rússia de 2018, nos 16 amistosos que o time de Tite fez, apenas um foi contra um afiliado da UEFA, a República Tcheca, então a 44ª no ranking da Fifa.

Nations League dificulta amistosos

Ao preencher seu calendário com a Nations League, a UEFA reduziu muito as possibilidades de confrontos dos europeus com seleções de outros continentes. Se, desde a Copa do Mundo o Brasil fez 16 amistosos, a França jogou apenas sete partidas fora de competições oficiais.

Mesmo assim, sete das 10 seleções sul-americanas jogaram contra europeus. Argentina e Peru enfrentaram a Alemanha, e Uruguai e Bolívia encararam a França, por exemplo.

Mas, qual a importância de jogar contra as equipes da UEFA? Além de dominarem o futebol mundial, os europeus têm 13 seleções entre as 32 que disputarão a Copa do Catar.

Nas últimas copas, uma média de 8 selecionados europeus passaram às oitavas-de-final, ou seja, metade das equipes que chegam aos jogos de mata-mata da competição.

Calendário obriga muitos jogos contra sul-americanos

Da Copa da Rússia até o final de 2021, a Seleção Brasileira entrou em campo em 42 oportunidades. Deste total, 31 partidas foram contra times do nosso continente, incluindo cinco amistosos.

Além das eliminatórias para o Mundial do Catar, o Brasil disputou duas Copas Américas. Mas a realidade em uma Copa do Mundo é bem diferente. Desde a Copa de 2006, quando começou o tabu, a Seleção fez 22 partidas em mundiais. Foram 10 confrontos com europeus, 3 contra sul-americanos, 3 contra seleções da Concacaf, 3 contra africanos, 2 duelos com asiáticos e o jogo contra a Austrália em 2006, quando a equipe ainda disputava as eliminatórias pela Oceania.

Nas partidas eliminatórias, o cenário é ainda mais europeu: metade das 10 partidas (todas derrotas) foram contra a turma da UEFA.

Confira o tabu

Depois de conquistar o penta, como de costume, a Seleção chegou como favorita à Alemanha. Após uma preparação totalmente bagunçada, com um time descompromissado e jogadores fora de forma, a equipe de Carlos Alberto Parreira se arrastou até as quartas-de-final, quando encarou um velho algoz, a França.

Mesmo lesionado, Zinedine Zidane colocou a Seleção no bolso (novamente) e Thierry Henry aproveitou que Roberto Carlos arrumava seu meião e apareceu na cara de Dida para marcar o único gol do confronto.

Quatro anos depois, a bomba-relógio Felipe Melo estourou contra a Holanda e Dunga perdeu sua guerra. Em 2014, duas surras contra europeus. O famigerado 7 x 1 contra a Alemanha e um 3 x 0 para a Holanda, que jogou em ritmo de treino a decisão do terceiro lugar.

Finalmente, no último mundial, a Seleção foi surpreendida pela Bélgica, escapou de levar muitos gols no primeiro tempo e quase empatou na etapa final, quando Renato Augusto entrou voando na partida. No fim, 2 x 1 para os belgas e a quinta derrota consecutiva da Seleção para europeus em jogos eliminatórios de Copas do Mundo.

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