Para técnico da LDU, ausência de público prejudica mais times da Argentina e Brasil

Logo: Trivela

Trivela

Imagem do artigo: Para técnico da LDU, ausência de público prejudica mais times da Argentina e Brasil

Argentina e Brasil são os dois países mais fortes na Libertadores, tanto historicamente quanto atualmente, e isso não é novidade. As oitavas de final da competição serão disputadas no fim de novembro e têm seis brasileiros e três argentinos. Para o técnico Pablo Repetto, da LDU, a ausência de torcida prejudica mais os times dos dois principais países da América do Sul, que são normalmente favoritos ao título.

Em entrevista ao programa ¿Cómo te va?, da Radio Colonia, Repetto foi perguntado sobre o que muda na disputa com a ausência de público nas competições como a Libertadores. “Muda ir jogar na Argentina ou no Brasil e que não haja público. Prejudica o time local. Por mais que agora tenham colocado autofalantes, não é igual”, contou o treinador.

Repetto sabe do que está falando. Na fase de grupos, a LDU de Repetto ficou no Grupo D, junto com River Plate e São Paulo. Na primeira rodada, em março, a LDU venceu o time reserva do River Plate em casa por 3 a 0. Fora de casa, jogou no Morumbi cheio e tomou 3 a 0 do São Paulo. Venceria o time brasileiro por 4 a 2 na altitude, já no retorno da paralisação, e perderia por 3 a 0 para o River Plate fora de casa na última rodada, já sem público. Em 2019, enfrentou o Flamengo na fase de grupos e avançou como segundo colocado. Nas quartas de final, enfrentou o Boca na Bombonera e acabou eliminado.

Classificado em segundo lugar no seu grupo em 2020, o treinador falou sobre o que queria evitar nas oitavas de final. “Não queríamos jogar nem com River, nem com Boca. Os dois são candidatos a ficarem com a taça da Libertadores. Se os dois avançam e nós também, nos encontraremos com o Boca nas semifinais e com o River só em uma hipotética final”, declarou o técnico uruguaio. Em 2016, como técnico do Independiente del Valle, o treinador enfrentou Boca e River e eliminou ambos no caminho até a final, que parou no Atlético Nacional, campeão daquela temporada.

A LDU não enfrentará River nem Boca, mas terá um time brasileiro pela frente, o Santos. O Peixe fez uma das melhores campanhas da primeira fase, com 16 pontos, pior que a do Palmeiras apenas pelo saldo de gols. “Que alguns rivais não queiram jogar conosco é algo muito bonito. O clube é grande, mas antes da nossa chegada não estava tão bem. Valorizamos tudo isso”, declarou o treinador.

O técnico também comentou sobre o duelo da última rodada contra o River Plate. Como na primeira rodada o time argentino levou um time de reservas para Quito, o confronto na Argentina foi o primeiro entre os dois times titulares. “Era uma boa demonstração para nos compararmos com eles, que estão à altura de ganhar a Libertadores. Saí chateado e com raiva porque dói ter perdido, mas com o passar dos dias, eu revi o jogo e a bronca não era mais tão forte”, analisou o treinador.

Perguntado sobre que jogador do River gostaria de ter no seu elenco, ele escolheu um compatriota, que atua na seleção uruguaia e se tornou um jogador importante no time de Marcelo Gallardo. “Se tivesse a possibilidade de trazer um jogador do River, seria Nicolás de la Cruz. Eu gosto que ele seja muito dinâmico. É um jogador moderno”, disse Repetto.

Repetto chegou à LDU em 2017, quando o clube vivia uma crise e lutava contra o rebaixamento no Campeonato Equatoriano. Sob o seu comando, o time apontou para cima: ganhou a Serie A do Equador em 2018, a Copa do Equador em 2018/19 e a Supercopa do Equador em 2020. Em 2019, foi vice-campeão com a LDU no Campeonato Equatoriano. Nesta temporada, conseguiu sobreviver ao Grupo D, com outros dois campões, deixando o São Paulo pelo caminho.