Pacotão #14 | Na rodada em que Messi desencanta, um papelão no Olympico mancha novamente a imagem da Ligue 1 | OneFootball

Pacotão #14 | Na rodada em que Messi desencanta, um papelão no Olympico mancha novamente a imagem da Ligue 1

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Teríamos todos os motivos do mundo para abrir o Pacotão #14 falando das coisas boas da rodada da Ligue 1. Poderíamos citar os jogos movimentados, como os empates de Monaco x Lille ou Metz x Bordeaux ou até mesmo a goleada do Brest sobre o Lens. Dos golaços da rodada, como de Majer, do Rennes, ou de Bellegarde, do Strasbourg. Poderíamos falar da decisão de Gouiri, autor de dois gols na vitória do Nice, novo vice-líder, sobre o Clermont. E, claro, daria para destacar o primeiro de Messi na Ligue 1. Mas, novamente, um papelão fora das quatro linhas manchou a imagem do campeonato.

O Olympico, clássico entre Lyon e Marseille, simplesmente não aconteceu. Quatro minutos depois de a bola rolar, um torcedor atingiu Dimitri Payet com uma garrafa d’água e o jogo foi suspenso. Entra semana, sai semana e esses episódios se multiplicam nas arquibancadas francesas, o que só aumenta a cobrança em cima das autoridades para adotarem medidas eficazes para resolver esse problema.

Confira o resumo completo da rodada:

Monaco 2×2 Lille

Monaco: Nübel; Aguilar, Disasi, Pavlović e Caio Henrique (Jakobs); Diatta (Martins), Tchouaméni, Fofana e Diop; Volland (Maripán) e Boadu (Ben Yedder)

Lille: Grbić; Çelik, Fonte, Djaló e Bradarić; Ikoné, André, Xeka (Yilmaz) e Weah, Yazıcı (Niasse) e David (Lihadji)

Arbitragem: Willy Delajod

Gols: 0x1 David, aos 5’/1º; 0x2 David, aos 9’/1º; 1×2 Diatta, aos 41/1º; 2×2 Ben Yedder, aos 38’/2º;

Na abertura da rodada, Monaco e Lille empataram por 2 a 2, num resultado que não agradou ninguém.  O time do Principado venceu apenas uma partida das últimas cinco, estacionando na 8ª colocação, enquanto os atuais campeões chegaram ao quinto jogo sem vitórias na Ligue 1. Os Dogues estão em 12º, com 17 pontos.

No jogo disputado no Louis II, o Lille sentiu-se em casa e abriu 2 a 0 antes dos dez minutos de bola rolando. Logo aos 5, David, cobrando pênalti, abriu a contagem. Mais tarde, aos 9, o canadense foi lançado em profundidade, dominou na grande área e tocou na saída de Nübel, abrindo 2 a 0. O camisa 9 dos atuais campeões franceses chegou a marca de 10 gols e é o artilheiro máximo da competição.

A reação do Monaco começou antes do intervalo. Aos 41 minutos, Diatta recebeu na ponta direita, cortou pro meio e finalizou forte, no canto esquerdo de Grbic, que não alcançou e tomou o primeiro. Na etapa final, aos 37, Ben Yedder arrancou o empate. Ele recebeu de Volland na grande área, estufou o pé canhoto e igualou a contagem em 2 a 2. Naquele momento, o Monaco já jogava com 10, porque Pavlovic foi expulso cinco minutos antes.

PSG 3×1 Nantes

PSG: Navas; Hakimi, Kehrer, Diallo e Bernat; Gueye, Paredes (Danilo) e Verratti (Wijnaldum); Messi, Mbappé e Neymar (Rico)

Nantes: Lafont; Corchia (Appiah), Castelletto, Andrei Girotto e Fábio; Moutoussamy (Cyprien), Chirivella; Coco (Geubbels), Blas e Kolo Muani; Coulibaly (Bukari)

Arbitragem: Jeremy Stinat

Gols: 1×0 Mbappé, aos 2’/1º; 1×1 Kolo Muani, aos 31’/2º; 2×1 Appiah, contra, aos 36’/2º; 3×1 Messi, aos 42’/2º;

O aguardado gol de Lionel Messi na Ligue 1, enfim, saiu. O Paris Saint-Germain fez 3 a 1 no Nantes, chegou aos 37 pontos e segue navegando em mares calmos na liderança do campeonato. Após 14 rodadas, o time de Mauricio Pochettino soma 12 vitórias e está na ponta da classificação com 11 pontos à frente do Nice, vice-líder do Francês.

Com o trio Messi, Neymar e Mbappé entre os titulares, o PSG começou num ritmo muito alto e amassou os Canários nos primeiros 45 minutos. Não à toa, o 1 a 0 saiu logo aos 2 minutos. Paredes pegou rebote de longe, chutou de pé direito e Mbappé apareceu no meio do caminho para desviar pro gol.

Dali pra frente, o Paris esbarrou na barreira chamada Alban Lafont. Messi e Neymar, cada um duas vezes, criaram chances claras de gol, mas foram frustrados pelo goleiro do Nantes. Ao término da primeira etapa, o PSG teve 73% de posse de bola, finalizou oito vezes, cinco no alvo e criou três grandes oportunidades.

Sem ampliar a vantagem na primeira etapa, o Paris viu a lógica da partida mudar no segundo tempo e o Nantes agrediu mais a meta de Navas. O goleiro costarriquenho, aliás, virou personagem chave do confronto aos 20 minutos. Numa saída desastrada da meta, ele atingiu em cheio Ludovic Blas e acabou expulso de campo pelo árbitro Jeremy Stinat. Neymar precisou deixar o gramado para a entrada de Rico.

Com um a mais, o Nantes arrancou o empate aos 30 minutos. Após cruzamento da esquerda, Kolo Muani cabeceou, Rico espalmou e o camisa 23 teve agilidade e inteligência para tocar de calcanhar e marcar. O goleiro espanhol chegou a espalmar a pelota, mas já dentro da meta.

Apesar do susto, o PSG reagiu e conseguiu dois gols no fim no brilhantismo do camisa 30. Aos 36, Messi driblou pelo meio e buscou Bernat na ponta esquerda, mas Appiah apareceu no meio do caminho, deu um carrinho para trás e acabou encobrindo Lafont. Já aos 42, o argentino recebeu pela direita e, ao seu estilo, cortou para o pé canhoto e acertou o ângulo direito do goleiro, fechando a conta em 3 a 1.

Números de Messi contra o Nantes | Foto: Ligue 1 Brasil

Rennes 2×0 Montpellier

Rennes: Gomis; Traore (Assignon), Badé, Aguerd e Truffert (Meling); Majer (Guirassy), Martin (Ugochukwu) e Tait; Bourigeaud, Laborde e Terrier (Doku)

Montpellier: Omlin; Sambia, Estève (Cozza), Sakho e Ristić (Thuler); Mollet, Chotard (Delaye), Savanier e Gioacchini; Germain (Makouana) e Mavididi

Arbitragem: Mikael Lesage

Gols: 1×0 Terrier, aos 8’/1º; 2×0 Majer, aos 28’/1º;

Jogando em casa e sem dar sopa para o azar, o Rennes bateu o Montpellier com dois gols em meia hora e continua subindo na tabela de classificação. Os rubro-negros não perdem há oito rodadas e estão na 3ª colocação, com 25 pontos. O time de Bruno Génésio chegou a sexta vitória em oito jogos no Roazhon Park, a segunda melhor campanha de mandante.

A contagem na Bretanha foi aberta logo aos 8 minutos. Traoré escapou pela ponta direita e cruzou na cabeça de Terrier, que desviou no contrapé de Omlin, balançou as redes e fez o primeiro. O segundo veio 20 minutos, com Majer. Taït recebeu na esquerda, deixou o marcador caído, cruzou para Laborde, que escorou para o croata finalizar de voleio, na altura da pequena área, e ampliar a contagem.

O que estava ruim, piorou pro Montpellier aos 41 minutos. Savanier, que já tinha cartão amarelo, atingiu Martin sem bola, recebeu outro cartão e foi para o vestiário mais cedo.

Com larga vantagem no placar e ainda com um jogador a mais, o Rennes até criou chances para fazer o terceiro, mas esbarrou em Omlin e, depois, colocou o pé no freio, satisfeito com o 2 a 0 no placar.

Brest 4×0 Lens

Brest: Bizot; Pierre-Gabriel, Chardonnet, Herelle (Brassier) e Duverne; Faivre, Agoumé, Belkebla (Magnetti) e Honorat; Le Douaron (Cardona) e Mounié (Del Castillo)

Lens: Leca; Gradit, Danso e Medina (Da Costa); Clauss (Haidara), Doucouré, Fofana, Frankowski; Kakuta (Baldé); Jean (Boli) e Ganago (Kalimuendo)

Arbitragem: Eric Wattellier

Gols: 1×0 Mounié, aos 3’/1º; 2×0 Chardonnet, aos 13’/1º; 3×0 Faivre, aos 33’/1º; 4×0 Le Douaron, aos 24’/2º;

O resultado mais surpreendente da rodada veio no Francis-Le Blé. O Lens, brigando pelas cabeças na classificação, visitou o Brest e voltou para casa com uma derrota por 4 a 0. O time de Michel Der Zakarian, que até pouco tempo atrás ocupava as últimas colocações, chegou ao terceiro triunfo seguido e subiu para a 13ª colocação, com 15 pontos.

A goleada diante da torcida foi construída com incrível velocidade e todos os quatro gols saíram com pouco mais de uma hora de partida. Só na primeira etapa, Mounié, aos 3, Chardonnet, aos 13, e Faivre, aos 33, abriram 3 a 0. No segundo tempo, Le Douaron fez o quarto e deu números finais ao confronto.

Um detalhe interessante é que o quarto gol teve jogada iniciada dos pés de Bizot, num lançamento do campo de defesa. Ele foi o primeiro goleiro a dar uma assistência na Ligue 1 desde Costil, do Bordeaux, em 28 de janeiro de 2017.

O goleiro Bizot deu a assistência para o terceiro gol | Arte: Ligue 1 Brasil

Angers 1×0 Lorient

Angers: Petković; Manceau, Traoré e Thomas; Mangani; Cabot, Ounahi, Capelle (Mendy) e Doumbia (Ebosse); Ali Cho (Bahoken) e Boufal

Lorient: Nardi; Mendes, Laporte e Petrot; Igor Silva, Boisgard (Lauriente), Le Fée, Abergel e Loric (Bourles); Moffi (Ouattara) e Grbić (Soumano)

Arbitragem: Pierre Gaillouste

Gol: 1×0 Mangani, aos 23’/2º;

No encontro de duas equipes em crise, melhor para o Angers, que bateu o Lorient, no Raymond Kopa, e voltou a vencer depois de quatro tropeços em sequência. Os Angevins, jogando em casa, fizeram 1 a 0 nos Merlus. Mangani, cobrando pênalti, foi o autor do solitário gol da partida, levando os donos da casa para a 6ª colocação, com 21 pontos. Já o time de Christophe Pélissier chegou ao sétimo tropeço consecutivo, despencando na classificação: é o 14º, com 15.

Metz 3×3 Bordeaux

Metz: Oukidja; Bronn, Kouyate e Niakate (Nguette); Centonze, Sarr, N’Doram, Delaine; de Préville (Yade) e Boulaya; Niane (Gueye)

Bordeaux: Costil; Kwateng (Pembele), Mexer, Gregersen e Mangas (Mensah); Dilrosun (Niang), Onana (Briand), Otávio, Oudin (Kalu); Adli; Elis

Arbitragem: Benoit Millot

Gols: 0x1 Elis, aos 17’/1º; 0x2 Oudin, aos 39’/1º; 1×2 De Préville, aos 45’/1º; 2×2 Nguette, aos 6’/2º; 2×3 Oudin, aos 20’/2º; 3×3 Nguette, aos 25’/2º;

O jogo mais maluco da rodada foi Saint-Symphorien, entre os desesperados Metz e Bordeaux. O jogo terminou com seis gols e um 3 a 3 que não agradou ninguém. Por parte dos Girondins, o descontentamento foi pelo fato de o time ter aberto 2 a 0, depois 3 a 2 e acabar cedendo o empate, enquanto para os Granadas ficou a frustração de se manter na lanterna da Ligue 1.

Cabe destacar a grande atuação de Remi Oudin, decisivo nos três gols do Bordeaux. Ele deu a assistência para Elis no 1 a 0 e marcou os outros dois: um num chute cruzado, aos 39 do primeiro tempo, e o outro em um arremate da entrada da área, já aos 20 do segundo tempo. Nguette, no Metz, não ficou para trás e também marcou duas vezes, contribuindo no empate que também foi alcançado graças a De Préville, ex-Bordeaux.

Strasbourg 1×1 Stade de Reims

Strasbourg: Sels; Guilbert, Perrin (Sahi), Nyamsi, Djiku e Liénard; Sissoko (Bellegarde), Prcić (Waris) e Thomasson; Diallo e Gameiro (Kandil)

Stade de Reims: Rajković; Gravillon, Faes, Abdelhamid e Konan; Matusiwa, Lopy (Sissoko); Mbuku, Cassama (Flips) e Ekitike (Donis); Toure

Arbitragem: Amaury Delerue

Gols: 0x1 Ektike, aos 22’/1º; 1×1 Bellegarde, aos 45+7’/2º;

Até o último suspiro! Assim dá para definir a força de vontade do Strasbourg para conquistar ao menos um ponto do Stade de Reims. Jogando em casa, o RCSA saiu perdendo logo aos 22 minutos da etapa inicial, quando Ektike apareceu no segundo poste, completou cruzamento da esquerda e abriu o placar. Os anfitriões chegaram a desperdiçar um pênalti ainda no primeiro tempo com Kevin Gameiro, mas contaram com o pé calibrado de Bellegarde para empatar nos segundos finais. O camisa 17 concluiu bela cobrança de falta de longe, aos 52 minutos da etapa complementar, e deixou tudo igual.

Com o 1 a 1, o Strasbourg fechou a rodada em 7º, com 19 pontos, enquanto o Stade de Reims, com seu impressionante sétimo empate – metade dos jogos que fez – ficou na modesta 15ª colocação, com 13.

Troyes 0x1 Saint-Étienne

Troyes: Gallon; Rami, Giraudon e Salmier; Kabore (Gerson Rodrigues), Kouame (Brandon Domingues), Chavalerin (Tardieu), Biancone (Hyun-Jun Suk); Dingome; Touzghar (Chambost) e Ripart

Saint-Étienne: Green; Maçon, Nade, Kolodziejczak e Trauco; Nordin, Boudebouz (Dioussé), Youssouf (El Hadji) e Aouchiche (Gourna-Douath); Hamouma (Moueffek) e Krasso (Khazri)

Arbitragem: Florent Batta

Gol: 0x1 Trauco, aos 15’/2º;

Lembram-se de Miguel Trauco, lateral esquerdo peruano, com passagem pelo Flamengo? Pois então, ele foi o protagonista da segunda vitória do Saint-Étienne na temporada. Fora de casa, os Verdes bateram o Troyes por 1 a 0 e o defensor foi o autor do golaço da vitória. Aos 15 da etapa final, o lateral decidiu soltar o pé canhoto do meio da rua e acertou o ângulo direito de Gallon, que nada pôde fazer. Com a segunda vitória consecutiva, o ASSE segue na zona de rebaixamento, mas com 12 pontos, já se vê em condições de brigar com seus rivais mais próximos. Um deles é o próprio Troyes, duas colocações acima e com apenas um ponto de diferença.

Clermont 1×2 Nice

Clermont: Djoco; Zedadka, Billong, Ogier e N’Simba; Samed (Iglesias), Gastien; Rashani (Tell), Berthomier (Busquets) e Allevinah (Dossou); Bayo

Nice: Benítez; Lotomba, Todibo, Daniliuc e Bard; Da Cunha (Kluivert), Rosario (Lemina), Thuram (Schneiderlin) e Gouiri (Kamara); Dolberg (Stengs) e Delort

Arbitragem: Stephanie Frappart

Gols: 1×0 Ogier, aos 17’/1º; 1×1 Gouiri, aos 31’/2º; 1×2 Gouiri, aos 36’/2º;

Joga no Gouiri que ele resolve! Esse pode ser o lema do Nice durante boa parte da temporada. Perdendo fora de casa para o Clermont até os 30 minutos do segundo tempo, os Aiglons contaram com o seu camisa 11 colocando a bola debaixo do braço e decidindo a partida com dois gols – se tornando o primeiro atleta nascido nos anos 2000 a participar de 30 gols na Ligue 1. O time de Christophe Galtier agora ocupa a vice-liderança, com 26 pontos.

Nice assume vice-liderança pela segunda vez | Arte: Ligue 1 Brasil

Sem vencer há três rodadas e próximo das últimas colocações, o Clermont foi ao ataque desde o começo e criou boas chances na etapa inicial. Esbarrou na falta de pontaria e na boa atuação de Benítez. Ainda assim, abriu o placar cedo, com Ogier, de cabeça, aos 17 minutos. Mas com 11 finalizações ao longo do primeiro tempo, a sensação passada é de que o 1 a 0 ficou até barato para os visitantes.

Na etapa final, o Clermont seguiu perdendo chances e pagou um preço caro no fim, tudo isso graças a Gouiri. Aos 31, ele recebeu passe de Delort e, mesmo desajeitado, acertou um chute de pé canhoto que foi aceito por Djoco, que deixou a bola passar por entre os dedos antes de vê-la balançar as redes.

Cinco minutos depois, veio o golpe de misericórdia. Cobrança de escanteio da direita direto para Gouiri, na boca da área. Ele deixou a bola quicar, amaciou no peito e antes de voltar pro chão, meteu um belo chute colocado, na gaveta de Djoco, que desta vez estava vendido no lance.

2 a 1 no placar e mais três pontos na conta do Nice.

Lyon 0x0 Marseille [suspenso]

Lyon: Lopes; Malo Gusto, Diomande, Boateng e Emerson Palmieri; Bruno Guimarães, Caqueret; Shaqiri, Aouar e Toko Ekambi; Lucas Paquetá

Marseille: López; Saliba, Ćaleta-Car e Luan Peres; Rongier, Guendouzi, Kamara e de la Fuente; Lirola, Milik e Payet

Arbitragem: Ruddy Buquet

Sem dúvida alguma, o grande chamariz da rodada era o Choque dos Olympiques, entre Lyon e Marseille, que fecharia o fim de semana na França. O que se viu, porém, foi mais um episódio lamentável, que novamente mancha a imagem da Ligue 1. A bola rolou por apenas quatro minutos e a partida foi suspensa no Groupama Stadium por mais um ato de violência das arquibancadas.

Payet foi atingido por uma garrafa logo aos 4 minutos | Foto: OM / Divulgação

Logo aos 4 minutos de jogo, o Marseille teve um escanteio a seu favor e Dimitri Payet se colocou para a cobrança no canto esquerdo de ataque. De imediato, os atletas do OM reclamaram ao árbitro Ruddy Buquet sobre os objetos arremessados em campo. Alguns jogadores do Lyon se viraram para a própria torcida cobrando melhor comportamento. Não adiantou. Segundos depois da primeira reclamação, uma garrafa d’água foi arremessada em campo e atingiu em cheio a nuca de Payet, que caiu.

Não restou outra alternativa a Buquet que não fosse suspender a partida. E assim foi por uma hora e meia, até o locutor do estádio anunciar o retorno do jogo. Os atletas do Lyon subiram para o aquecimento, mas os do OM não, o que aumentou os rumores de que não haveria partida. Não deu outra e a partida foi suspensa em definitivo depois de praticamente duas horas de paralisação.

Após o jogo, uma chuva de versões conflitantes. Jean-Michel Aulas, presidente do Lyon, classificou o incidente, de maneira infeliz, como um “caso isolado”, ignorando fatos recentes que aconteceram dentro da própria Ligue 1, e afirmou que o árbitro declarou que o jogo seria reiniciado, o que não ocorreu por uma “reação violenta do Marseille”. Já Buquet disse que desde o princípio não pensou em retomar a partida.

Quem tem a verdade? Quem mentiu? Ninguém sabe. O fato é que, novamente, um jogo da Ligue 1 é suspenso por confusões extra-campo. A LFP (Liga de Futebol Profissional) segue inerte nesta situação, sem tomar qualquer tipo de medida eficaz, provocando prejuízos imensuráveis para a imagem da Ligue 1 e dos times que a disputam. Já passou a hora de medidas enérgicas serem tomadas.

Seleção da rodada

Neymar, do PSG, foi o único brasileiro na seleção da 14ª rodada da Ligue 1, que foi dominada por jogadores do Brest. O time de Michel Der Zakarian, que goleou o Lens por 4 a 0, emplacou na lista o goleiro Bizot, o zagueiro Chardonnet, o meia Faivre e o atacante Le Douaron. Confira a seleção completa:

Seleção da 14ª rodada da Ligue 1 | Arte: L’Equipe

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