Os seis clubes ingleses que participaram da Superliga pagarão uma multa de £22 milhões à Premier League

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A Premier League anunciou nesta quarta-feira uma punição para os seis clubes da competição que fizeram parte do fracassado projeto da Superliga Europeia. E a sanção é para “inglês ver”, mais preocupada com possíveis reincidências do que em realmente dar uma lição nos dissidentes. Juntos, os seis times pagarão £22 milhões de multa, que serão destinados para “o bem do jogo”. Além disso, foram determinadas novas regras para impedir outras ações do tipo no futuro. Clubes que quiserem entrar numa nova competição sem o consentimento da liga pagarão £25 milhões de multa e receberão uma punição de 30 pontos na tabela.

“Os seis clubes envolvidos nas propostas para formar uma Superliga Europeia reconheceram hoje mais uma vez que suas ações foram um erro e reconfirmaram seu compromisso com a Premier League, bem como com o futuro do futebol inglês. Eles pediram desculpas aos torcedores, aos outros clubes, à Premier League e à Football Association. Como gesto de boa vontade, os clubes concordaram em fazer uma contribuição de £22 milhões para o bem do jogo, incluindo novos investimentos em apoio aos torcedores, ao futebol de base e a programas da comunidade”, afirma a nota publicada pela Premier League e pela FA.

Vale lembrar que os clubes fundadores da Superliga Europeia deveriam receber £250 milhões iniciais pela participação no projeto. A multa total não representa nem 10% desse valor. Além disso, a punição paga por cada equipe não chega a corresponder ao valor médio gasto com salários anuais de cada atleta do Top Six. A decisão da Premier League parece ser apenas simbólica, sem sancionar de fato os dissidentes. Além disso, fica claro o poder dos clubes dentro dessa relação.

Mesmo a nova legislação prevista pela Premier League na punição de futuros dissidentes confere um valor ínfimo, se comparado aos projetados pela Superliga. Vale lembrar que, conforme o projeto da competição, as equipes seguiriam disputando as competições domésticas – o maior ônus recairia sobre a Champions League. De qualquer maneira, preponderou um temor de que o racha planejado implodisse a pirâmide do futebol inglês. O governo do Reino Unido também estuda maneiras legais de impedir novos projetos como o da Superliga.

Paralelamente, a Uefa suspendeu a ação que conduzia contra Barcelona, Juventus e Real Madrid – os últimos clubes que se mantiveram agarrados à Superliga. A confederação tinha iniciado um processo que poderia resultar na exclusão das três equipes da próxima edição da Champions. Todavia, nesta quarta, a Uefa confirmou que os procedimentos foram suspensos, enquanto a questão tramita na justiça suíça sobre o tema. O tribunal avalia uma ação da própria Superliga nas cortes espanholas, afirmando que qualquer sanção realizada pela Uefa seria um ato de monopólio, ferindo a constituição da União Europeia.

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