O paradoxo no Barcelona: precisar vender para ter um elenco mais forte

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O Barcelona não tem opção: precisa vender e aliviar sua folha salarial se quiser reforçar seu elenco na próxima janela de transferências.

O time vem de temporada onde mesmo com Messi resolvendo várias partidas e chegando a um ótimo nível, especialmente na segunda metade do ano, corre o risco de terminar a campanha sem vencer a La Liga ou a Liga dos Campeões da Uefa - por mais que tenha levantado a taça da Copa do Rey.

Mas dada a situação financeira complicada do Barcelona, o clube terá que abrir mão de várias peças para poder ser ativo no mercado.

Limites salariais 

A cada temporada, a La Liga delimita um teto salarial para cada um dos clubes participantes, um valor calculado considerado fatores como receitas, despesas e dívidas - os números diferem para cada time.

O Barcelona, que também teve prejuízo na temporada 2019-20, muito devido à pandemia da Covid-19, é uma das equipes cujo teto será reduzido para 2021-22.

Eles poderão gastar 347 milhões de euros em salários: uma redução de 36 milhões, comparado ao teto de 383 milhões em 2020-21, e é quase metade dos 671 milhões de euros que o Barça podia pagar em 2019-20.

A folha salarial do clube já estava acima do teto mesmo antes da pandemia, e eles terão que reduzir esse número significativamente para poder reforçar seu elenco. 

O que faz parte do teto salarial?

O teto salarial cobre todos os pagamentos fixos e as metas variáveis destinados aos jogadores e comissão técnica, tanto no time principal quanto no time B, bem como bônus, segurança social, luvas e outras valores de acordo com cada transferência.

Cada transação é calculada seguindo uma proporção fixa, e é determinada pelo custo total do negócio, a duração do contrato assinado e o salário mensal do atleta, bem como direitos formativos e taxas de pagamento a empresários: Antoine Griezmann, por exemplo, que custou 135 milhões de euros ao Barcelona, representa 27 milhões por ano no cálculo do teto salarial do Barcelona.

Entre Griezmann, Miralem Pjanic (15 milhões), Frenkie de Jong (17,2 milhões), Philippe Coutinho (31,5 milhões) e Ousmane Dembelé (24 milhões), o clube gasta 115 milhões, mais de um terço do total do teto salarial, sem nem incluir os salários mensais de cada um desses jogadores.

Necessidade de vender

No total, o Barcelona está mais de 50 milhões acima do limite da La Liga, e por mais que a competição não vá penalizar os times que quebrem o limite em 2021, devido à pandemia da Covid-19, tal número será deduzido do teto salarial na próxima temporada se não for quitado, limitando ainda mais as chances dos catalães de assinar com novos jogadores.

Assim, se o clube quiser se reforçar, mesmo com jogadores livres como Eric García e Sergio Aguero, vender atletas e reduzir o déficit é uma necessidade no Camp Nou.

Transferências caras como Erling Haaland, então, aparentam ser impossíveis, a não ser que vários dos principais nomes do elenco sejam negociados na próxima janela.