O Lyon desbanca o Barcelona categoricamente na final e recupera seu trono na Champions Feminina | OneFootball

O Lyon desbanca o Barcelona categoricamente na final e recupera seu trono na Champions Feminina

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O Barcelona é a grande sensação do futebol feminino, desde que conquistou a Champions League pela primeira vez na temporada passada. As blaugranas tinham uma ponta de favoritismo para a decisão europeia deste sábado, contra um Lyon multicampeão continental, mas sem a mesma badalação atual. Porém, não dá para menosprezar um time que levou sete troféus do torneio ao longo da última década. O Lyon, agora, é octacampeão da Champions Feminina, com uma vitória contundente em Turim – onde a torcida catalã era maioria nas arquibancadas do Estádio Allianz. As francesas abriram três gols de vantagem em pouco mais de meia hora, com direito a um tento espetacular de Amandine Henry. O Barça tentou reagir, mas não escaparia da derrota por 3 a 1, que coroa o Lyon após dois anos de hiato.

O Lyon iniciou a partida pressionando e criando chances. As francesas não tinham medo de finalizar e arriscavam muitos chutes. E o primeiro gol saiu muito melhor que a encomenda, num daqueles lances memoráveis. Amandine Henry deu um carrinho numa dividida na intermediária, se levantou e chutou de muito longe. Foi uma batida espetacular, que entrou diretamente na gaveta. Um golaço que não se vê sempre, ainda mais numa decisão.

O Barcelona não se abalou com o gol e tentou uma resposta imediata. A goleira Tiane Endler fez boa defesa diante de Jennifer Hermoso e a defesa do Lyon também se mantinha muito atenta para segurar a pressão. Porém, aos 23, as francesas conseguiram ampliar. Numa linda tabela pela esquerda, Selma Bacha cruzou e Ada Hegerberg estava sozinha no segundo pau para desferir a cabeçada. Agora sim o desafio mental ao Barça se tornava maior. Depois da pausa para a hidratação, Hegerberg ficou perto do terceiro. Já aos 33, caberia à norueguesa dar a assistência para mais um tento, feito por Catarina Macario. A maranhense estava na pequena área e completou para dentro com tranquilidade.

A missão do Barcelona se tornava praticamente impossível. O time parecia abatido e a goleira Sandra Paños ainda evitou o quarto, em nova tentativa de Hegerberg. Um mínimo de esperança para as blaugranas se acendeu com Alexia Putellas, que começou a aparecer mais, depois de permanecer muito bem marcada durante a maior parte do tempo. A melhor do mundo conseguiu descontar aos 41, se apresentando na área para concluir o passe de Caroline Graham Hansen. Apesar disso, o Lyon seguiu incomodando até o intervalo. Era um resultado parcial inacreditável.

O Lyon comemora (FRANCK FIFE/AFP via Getty Images/One Football)

O Barcelona voltou para o segundo tempo com Asisat Oshoala no lugar de Jenni Hermoso. O Lyon ainda teve as primeiras chances, mas quase o Barça marcou de maneira espetacular. Aos 13, Patricia Guijarro chutou diretamente do círculo central e estalou o travessão, contra uma adiantada Tiane Endler. Entretanto, seria um lance isolado. Mesmo que as espanholas tivessem mais a bola, as francesas eram mais consistentes e se defendiam bem.

Uma nova chance do Barcelona só viria aos 30, mas Oshoala ainda estava impedida e cabeceou para fora. O embate era mais picotado, com paralisações e uma clara tensão. O Barça lutava, mas sem acertar o pé, com uma grande chance perdida por Ana-Maria Crnogorcevic aos 38. Havia tempo para reagir, mas o desespero batia nas espanholas. Muito mais seguro era o Lyon, que não perdeu a concentração defensiva até os minutos derradeiros. A reta final seria disputada ao redor da área das francesas, o que gerou ameaças, mas não chances claras. O melhor lance foi num contragolpe do OL, já aos 52, em que Hegerberg pegou de primeira e carimbou a trave. A conquista era mais do que merecida por tudo o que as octacampeãs jogaram.

O Lyon não teve o impacto do Barcelona nos últimos meses, mas não se menospreza um elenco tão qualificado como o da técnica Sonia Bompastor. Hegerberg, Henry, Endler e Wendie Renard são estrelas do futebol europeu. Fica a menção também a Catarina Macario, brasileira naturalizada americana que começa a estourar entre os destaques da competição e foi essencial na semifinal contra o PSG. Desde 2016, o Lyon só não foi campeão mesmo em 2021. Experiência na Champions é o que não falta às francesas, e isso se notou em Turim. Um plano de jogo excepcional e muita eficiência na frente marcam uma vitória histórica, que se destaca mesmo entre oito títulos continentais.

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