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O Leipzig frustrou a pressão do Freiburg e, nos pênaltis, faturou a inédita Copa da Alemanha

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O RB Leipzig enfim comemora o primeiro título de sua história. Depois de dois vices nos últimos três anos, os Touros Vermelhos conquistam a inédita Copa da Alemanha. Seria uma decisão sofrida no Estádio Olímpico de Berlim. O Freiburg tinha mais presença nas arquibancadas, criou as melhores chances da noite e acertou a trave nada menos que três vezes. Além da sorte, o Leipzig também se superou ao lidar com uma expulsão no início do segundo tempo. Resistiu à prorrogação e, após o empate por 1 a 1, prevaleceu nos pênaltis. A equipe da Red Bull foi mais competente na marca da cal e venceu por 4 a 2. Festa para uma temporada de transformação do grupo, que cresceu demais com Domenico Tedesco e teve em Christopher Nkunku um dos melhores jogadores em atividade na temporada europeia.

O Freiburg apresentou um bom nível de organização durante os primeiros minutos. A equipe mantinha o controle no meio do campo, especialmente com a participação de Vincenzo Grifo. O Leipzig tinha dificuldades para se impor, mas conseguiu a primeira boa chance numa escapada pela esquerda, aos 14. Emil Forsberg bateu com pouco ângulo, o goleiro Mark Flekken defendeu e Christopher Nkunku seria travado na hora de aproveitar o rebote. O susto não fez o Freiburg mudar seu plano de jogo. O time seguia melhor, especialmente ao acionar Roland Sallai no ataque. E isso logo faria a diferença.

A torcida do Freiburg pôde comemorar o primeiro gol aos 19 minutos. Grifo lançou Christian Günter na esquerda e o cruzamento rasteiro encontrou Sallai na área. O atacante não conseguiu dominar, mas a bola espirrou na medida para Maximilian Eggestein na entrada da área. O camisa 8 foi cirúrgico na finalização, numa batida rasteira que entrou no canto e não deu chances de reação a Péter Gulácsi. Ainda existia dúvidas por um toque de mão de Sallai, mas a arbitragem avaliou o lance como acidental.

A resposta do Leipzig poderia ter vindo rápido, aos 24. Nkunku escapou na área e foi bloqueado por Flekken. A bola ainda quase entrou, até ser rifada por Nico Schlotterbeck, em grande atuação em sua despedida do Freiburg. A reta final do primeiro tempo se concentraria no campo de ataque do RasenBallsport. Os Touros Vermelhos tinham problemas na criação e viam a sólida marcação dos adversários prevalecer, sobretudo pelo alto. Os riscos para a equipe de Christian Streich não eram grandes.

O segundo tempo começou com a pressão do Leipzig. O time da Red Bull tinha amplo domínio da posse de bola e indicava mais agressividade. Flekken voltou a trabalhar diante de Nkunku, aos cinco minutos. O Freiburg não tinha saída de bola. Quando os rubros conseguiram encaixar um ataque, aos 12, acabaram provocando uma expulsão. Grifo acionou Lucas Höler e o atacante ia escapando de Marcel Halstenberg. O defensor resolveu fazer a falta para evitar a chance clara e foi expulso. O Freiburg quase se aproveitou de imediato. Na cobrança da falta, Grifo bateu com muito capricho e mandou ao lado da trave. Pouco depois, Sallai arrancou e acertou o lado de fora da rede.

As primeiras mudanças do Leipzig vieram na sequência, com Dominik Szoboszlai e Nordi Mukiele. Dani Olmo seria outro entrar. Os Touros Vermelhos seguiam com mais posse de bola, mas inócuos, diante de uma exibição excelente de Schlotterbeck. Também intimidava a festa da torcida do Freiburg atrás da meta de Flekken, com sinalizadores acesos. Só que, num momento em que o RasenBallsport parecia batido e o Freiburg distribuía as cartas, saiu o empate. Numa bola alçada na área, aos 32, Willi Orbán desviou de cabeça e Flekken ficou perdido no meio do caminho. Nkunku foi mais esperto e desviou para dentro, quase em cima da linha.

O Freiburg realizou duas mudanças em sequência, com as entradas de Ermedin Demirovic e do ídolo Nils Petersen. O problema era segurar as cobranças de falta venenosas de Szoboszlai. Quase a virada veio aos 37, numa batida fechada do húngaro. Flekken rebateu e se recuperou para uma defesaça diante de Benjamin Henrichs no rebote. O sinal de vida do Freiburg surgiu na sequência, sem que a cabeçada de Demirovic assustasse Gulácsi. Logo depois, em boa jogada pela esquerda, Dani Olmo finalizou dentro da área e enviou ao lado da meta de Flekken, com bem mais perigo. Depois disso, o ritmo da partida baixou, com as duas equipes à espera da prorrogação.

O Freiburg voltou melhor para a prorrogação. Deu sufoco nas bolas paradas e Demirovic acertou a trave, num vacilo de Gulácsi após escanteio. O tempo extra naturalmente tinha um ritmo mais lento, mas os dois times buscavam o ataque. Mesmo com um homem a menos, o Leipzig incomodava e Nkunku era uma ameaça. Já aos 14, o Freiburg lamentou uma grande chance perdida. Janik Haberer pegou uma sobra e mandou na trave, com leve desvio de Gulácsi. No rebote, Demirovic tinha a meta escancarada à sua frente e isolou.

O segundo tempo extra era mais lento, dependente das bolas paradas. Isso até que o Freiburg esbarrasse na trave de novo, numa pancada de Haberer de fora da área que explodiu no travessão. O Leipzig era mais contido e teve seu principal lance numa reclamação de pênalti não confirmada pelo VAR, em momento que ainda rendeu a expulsão de Kevin Kampl por reclamação já no banco. O Freiburg lamentou mais por não matar o jogo com bola rolando, com um último suspiro num chute colocado de Grifo que passou por cima. A definição ficaria mesmo para a marca da cal.

Nkunku e Petersen converteram os primeiros pênaltis. Na segunda série, enquanto Orbán fez, o capitão Christian Günter chutou para fora pelo Freiburg. Olmo, Keven Schlotterbeck e Henrichs marcaram na sequência. Isso até que Demirovic falhasse mais uma vez na noite. Carimbou o travessão e confirmou o triunfo dos Touros Vermelhos por 4 a 2.

Os lamentos do Freiburg se tornam maiores por aquilo que foi a partida. A equipe jogou melhor, criou mais chances e teve um jogador a mais na metade do tempo. Não aproveitou. O Leipzig então comemora o primeiro título de sua história. Ainda que se questione o modelo administrativo, esportivamente é um trabalho bem feito dentro de suas circunstâncias. E, numa temporada que começou mal, os Touros Vermelhos deram uma guinada desde a chegada de Domenico Tedesco. Comemoram o troféu, para celebrar também a temporada fantástica de Christopher Nkunku, um merecido herói.

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