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Mauro Beting: ‘Minha primeira vez’

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24 de outubro de 1973. Faltavam alguns minutos para nove da noite quando meu pai, meu tio Leo e meu irmão Panda e eu chegamos perto de um dos portões de entrada do seu, do meu, do nosso Pacaembu. Ali na doutor Passalaqua.

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BR-73. O então campeão brasileiro e líder invicto do torneio enfrentaria o Vasco rumo ao bicampeonato que conquistaria em 20 de fevereiro de 1974.

Aquela quarta de chuvinha e tempo frio era a primeira noite como palmeirense de estádio. Seis titulares da Segunda Academia jogariam a Copa de 1974. Onze são meus ídolos eternos.

Não apenas como palmeirense há 55 anos. Mas como jornalista esportivo que sou há 31 anos por conta da minha paixão pelo clube e pelo futebol que me levou ao jornalismo.

Amor incondicional que começou também naquele 0x0 chocho como diria Walter Abrahão.

Não importa o jogo. Importante era ver pela primeira vez quem eu só via raramente pela televisão. Ouvia muito pelo rádio. E aprendia a ler naquela época.

Mas nada vai superar o passo acelerado pra não perder o pontapé inicia quando olhei à esquerda por um dos estreitos portões do mais lindo estádio de espírito do país e vi se aquecendo lá embaixo no gramado o Luís Pereira.

A única pessoa como adulto que me fez travar como criança de 7 anos quando eu o vi na Band – e eu já tinha 20 anos. Emoção tamanha e ainda maior quando ele me chamou para escrever a biografia que estamos escrevendo do maior zagueiro alviverde.

História que só vou conseguir botar no papel por naquela noite eu o ver lá embaixo como se de fato ele estivesse lá no alto do campo dos meus sonhos.

Aquela imagem do Luisão em carne e osso e alma e Palmeiras é a minha primeira imagem do futebol.

A que me dá a vida há 31 anos. A que é a minha vida há 55.

O que sou hoje há exatos 48 anos de estádios, 30 de estúdios e cabines de imprensa.

Em 1973 anos eu meio que já sonhava o que eu queria ser.

Mas nem em sonho eu imaginaria ser o que foi aquele time para mim – um vencedor. Não por aquilo que conquistei. Mas por poder acordar com os amores da minha vida e os enxergar todos os dias como se eu estivesse andando rápido pela Passalaqua e visse lá longe quem melhor nos defendeu como amor incondicional: a família e o Palmeiras.

Obrigado, PalmeirasObrigado, Luís Pereira.

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