Liga Europa: Milan e Roma ratificam favoritismo, enquanto Napoli fica pelo caminho

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Os jogos de ida da fase de 16 avos de final da Liga Europa indicavam que a situação dos times italianos estava encaminhada. Os jogos de volta confirmaram isto: Milan e Roma se classificaram, fazendo valer o seu favoritismo, e o Napoli deu adeus à competição após não conseguir reverter o placar construído pelo Granada, na Espanha. No caso dos classificados, enquanto o time romano passeou contra o Braga, o rubro-negro sofreu ante o Estrela Vermelha. Confira, abaixo, a nossa análise de cada peleja.

Milan 1-1 Estrela Vermelha

No San Siro, o Milan recebeu o Estrela Vermelha e Pioli apostou num time misto para o confronto. Tomori ganhou uma merecida oportunidade na zaga, Dalot apareceu na lateral esquerda, Krunic e Meïté mais uma vez foram escolhidos para formar o trio de meias com Kessié e Castillejo foi a peça escolhida para encostar em Rafael Leão no comando do ataque.

Apesar do gol sofrido no final da partida de ida, que sacramentou o empate por 2 a 2, o confronto ainda parecia estar sob o controle do Milan. Essa sensação aumentou ainda antes dos 10 minutos de jogo, quando Krunic finalizou dentro da grande área e a bola acabou bloqueada pelo braço do capitão Gobeljic, que estava em posição antinatural. O árbitro Jesus Gil Manzano consultou o VAR e sinalizou a penalidade. Kessié cobrou com muita categoria e inaugurou o marcador.

Contudo, sem a presença de Hernandez pela esquerda e Bennacer como homem que carimba todas as jogadas, além da falta de opção pelo jogo direto com Ibrahimovic, o Milan mais uma vez sofreu para sair jogando, facilitando o trabalho de pressão ao portador da bola por parte de um bem organizado Estrela Vermelha. O campeão da Copa dos Campeões de 1991 mostrou resiliência ao não sentir o impacto do gol sofrido logo cedo e as ideias do treinador Stankovic, ex-jogador de Lazio e Inter, não demoraram para se mostrarem efetivas.

Com Falcinelli flutuando para oferecer apoios e com Kanga muito bem no trabalho de ocupar toda a zona central do campo, a cada vez que os sérvios recuperavam a bola, a escolha por atacar pelos flancos era clara. Nesse sentido, Ben era a opção principal e foi mesmo com o atacante de Comores que o rumo do jogo começou a mudar.

Primeiro, o comoriano cobrou falta pelo lado direito com extrema categoria e a bola resvalou no travessão defendido por Donnarumma antes de sair. Alguns minutos depois, Ben não perdoou. Ivanic encontrou o camisa 31 no bico da grande área pelo lado esquerdo e com a perna canhota, o atacante finalizou com força e precisão, sem chances de defesa para o arqueiro rossonero, que completava 22 anos.

Depois do 1 a 1, o jogo entrou numa fase de muito perde e ganha no centro do campo. O Milan não conseguia impor seu melhor nível técnico para controlar as ações e o Estrela Vermelha lutava como podia para chegar à virada. E ela esteve muito perto de acontecer, depois de jogada de bola parada: Sanogo finalizou com força, quase da pequena área e Donnarumma realizou um verdadeiro milagre. No rebote, Gobeljic ainda teve a chance de marcar, mas mandou para fora. E foi o próprio capitão sérvio que mudou o ritmo do duelo alguns minutos depois, quando parou contra-ataque na zona central do campo e acabou sendo expulso ao receber o segundo cartão amarelo.

Com um jogador a mais, o Milan ficou mais confortável em campo, levando o jogo em banho-maria e vendo Tomori se destacar pelo tempo de bola, pela concentração e pela intensidade. Ainda assim, Katai ainda teve uma grande chance antes do apito final, ao receber pela esquerda, mas acabou finalizando muito mal. O Milan avança na competição, mas com a certeza de que vai precisar atuar em nível bem mais alto se quiser sonhar com um título europeu nesta temporada.

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Roma 3-1 Braga

Os dois duelos entre Roma e Braga tiveram desdobramentos bem parecidos. Assim como na partida da semana passada, vencida pelos romanos por 2 a 0, o Braga começou o jogo muito bem, atuando com muita agilidade e vendo suas peças de ataques se movimentarem com fluidez, fazendo a zaga da Roma bater cabeça. Só que os minutos foram passando, as chances claras de gol não apareceram e Dzeko mostrou porque foi um dos melhores atacantes do futebol italiano na última década e porque é o terceiro maior artilheiro da história giallorossa.

Em Portugal, o bósnio teve muita inteligência para se posicionar e desviar o cruzamento para o fundo da rede. Dessa vez, tabelou com El Shaarawy e se posicionou com maestria, pegando o rebote da finalização que explodiu na trave e abriu o placar. Depois do gol marcado, o jogo mudou de figura para os capitolinos, que conseguiram acalmar os nervos e se posicionar melhor em campo, aguardando um Braga atrapalhado em busca do resultado quase impossível. Assim, os espaços apareceram e o resultado positivo foi construído pelos mandantes.

Não que o Braga não tenha pressionado e assustado a meta defendida por Pau López. O time visitante jogou com muita garra, mas a qualidade técnica da Roma fez muita diferença. Aos 70, Pérez recebeu com espaço, deixou Novais na saudade e ao defensor não restou outra alternativa que não cometer o pênalti. Pellegrini foi para a cobrança, mas bateu muito mal na bola, jogando para fora. Contudo, logo na sequência, o meia se redimiu, encontrando um cruzamento na medida para o próprio ponta catalão anotar o 2 a 0.

O Braga seguiu lutando, mesmo já sabendo que estava eliminado, e acabou conseguindo o seu gol de honra na eliminatória. Horta conduziu a bola para o campo de ataque e Zé Carlos recebeu pela direita, antes de cruzar, buscando Abel Ruiz no comando do ataque. Cristante apareceu para realizar o corte, mas acabou mandando a pelota contra a própria meta. Já nos acréscimos, a Roma marcou outra vez, novamente com brilho de Pérez: dessa vez, o ponta conduziu o contra-ataque e achou lindo passe para Spinazzola, que apenas ajeitou para Mayoral marcar o seu quinto gol na competição.

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Napoli 2-1 Granada

Depois de uma atuação muito fraca na Espanha, o Napoli recebeu o Granada no estádio Diego Armando Maradona com a necessidade de realizar uma atuação muito sólida para conseguir reverter o 2 a 0 sofrido no primeiro jogo e avançar às oitavas de final da Liga Europa. E o começo foi animador. Logo aos cinco minutos de jogo, Bakayoko interceptou uma bola na linha central do campo, Insigne escorou para Zielinski e o polonês avançou por quase todo o campo, limpando um marcador na entrada da grande área e finalizando com a perna esquerda, sem dar chances para Rui Silva. Metade do caminho azzurro estava percorrido em poucos minutos.

Mas o que aconteceu de positivo para os partenopei no duelo praticamente terminou ali. Com muitos desfalques, Gattuso buscou uma formação alternativa, jogando com uma linha de defesa formada por três zagueiros. Só que o treinador optou por Elmas na ocupação do corredor esquerdo e não funcionou: o jovem meia da Macedônia do Norte fez mais uma partida muito ruim, parecendo completamente deslocado dentro do campo.

Depois que marcou o gol, o Napoli não conseguiu mais forçar o ritmo da partida na primeira etapa. Ao contrário, viu o Granada pouco a pouco se colocar bem no jogo e começar a levar perigo à meta defendida por Meret. Aos 25 minutos de jogo, não teve escapatória. Kenedy iniciou boa jogada pelo lado esquerdo, Foulquier levou a bola até a linha de fundo e cruzou na medida para Montoro, que subiu mais alto que a defesa e testou com categoria para o fundo da rede. A partir deste momento, os donos da casa precisavam marcar mais três gols para alcançar o objetivo e conquistar a classificação.

No intervalo, Gattuso trocou um dos zagueiros por Ghoulam, o Napoli demonstrou maior ímpeto e, muito na base da gana e da necessidade, empurrou o Granada para o seu campo de defesa. O segundo gol saiu depois que Zielinski combinou com Insigne e o craque italiano encontrou Ruiz em boa condição para finalizar sem chances para o goleiro. Porém, embora os napolitanos não tenham deixado de tentar em nenhum momento até o final da partida e Rui Silva tenha realizado defesas importantes, o panorama do jogo nunca passou uma sensação de que a remontada seria possível.

Apesar do triunfo, a eliminação parecia inevitável pelo que o Napoli vem jogando. O momento é muito complicado para Gattuso, que parece perdido com o futebol que deseja ver sua equipe praticando. Pressionado, o treinador terá de buscar novas alternativas para se manter no cargo.