Juventus vence o Napoli na Supercopa Italiana e dá gás ao trabalho de Pirlo

Logo: Calciopédia

Calciopédia

Imagem do artigo: https://image-service.onefootball.com/crop/face?h=810&image=https%3A%2F%2Fcalciopedia.com.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F2021%2F01%2F1000387174-scaled.jpg&q=25&w=1080

A 33ª edição da Supercopa Italiana terminou pintada de preto e branco. Na partida disputada em Reggio Emilia, no Mapei Stadium, Juventus e Napoli se enfrentaram na revanche da final da Coppa Italia da última temporada e, com boas atuações de Ronaldo, Szcezeny e Cuadrado, a Velha Senhora foi superior. Com a vitória por 2 a 0, o time bianconero consolidou sua primazia no torneio, com nove taças.

A Juventus entrou em campo para fazer a sua nona participação consecutiva na competição (são 16 no total) e chegou a um feito expressivo: anotou gols em todas elas. Por sua vez, o Napoli, bicampeão, disputava a sua quarta Supercopa e, como nas três anteriores, teria a Velha Senhora como adversária. A partida do Mapei Stadium também marcava o primeiro embate entre os amigos Pirlo e Gattuso como treinadores. Confira a síntese da decisão.

Juventus 2-0 Napoli

Gols e assistências: Cristiano Ronaldo e Morata (Cuadrado)

Depois de perder algumas partidas por conta da covid-19, Cuadrado voltou ao time da Juventus como titular. Com isso, Danilo foi deslocado para a lateral esquerda, ao passo que Chiellini e Bonucci fechavam a defesa e Szczesny ocupava a meta bianconera. No meio-campo, Arthur e McKennie retornaram ao onze inicial, sendo que o norte-americano jogou mais aberto pelo lado no time de Pirlo. Bentancur, centralizado, e Chiesa, aberto pela esquerda, completavam o setor e davam apoio à dupla de ataque formada por Kulusevski e Ronaldo.

O Napoli foi ao campo do Mapei Stadium praticamente com o time titular: os únicos desfalques foram Osimhen e Ruiz, que estão com covid-19. Mertens começou no banco de reservas e Petagna foi o titular no comando do ataque. De resto, tudo como o esperado.

Assim que a bola rolou, foi possível ver a Juve postada no 3-4-1-2 com a bola e o Napoli no 4-4-2 clássico, com Lozano fechando o lado direito do meio-campo. Na criação, o time de Turim tinha dificuldades de acionar sua dupla de volantes – algo recorrente nos últimos anos – e, ciente disso, Gattuso fez os azzurri deixarem poucos espaços para a circulação de bola adversária. A primeira boa chance do jogo – e única na etapa inicial – foi uma cabeçada forte de Lozano, que Szczesny defendeu com reatividade. A Juventus, por sua vez, não acertou o alvo nenhuma vez.

O gramado do Mapei Stadium estava longe de ser um tapete e em alguns lugares havia muita grama solta, o que atrapalhava a fluência do jogo. Também por conta disso, os dois times abusavam das jogadas pelas laterais do campo, mas sem sucesso. Algo tinha que mudar.

Pirlo deu o primeiro passo e voltou para o segundo tempo com Bernardeschi no lugar de Chiesa, que tinha problemas físicos. O recém-entrado quase marcou com menos de um minuto em campo: McKennie cruzou e o ponta encostou levemente na bola, obrigando Ospina a pegá-la na linha do gol. A Juve começou melhor no segundo tempo e manteve a toada, marcando alto e deixando a pelota no campo adversário.

Aos 63, Manolas quase fez contra ao cortar o cruzamento de Ronaldo. Mas o gol foi apenas adiado em segundos: após a cobrança de escanteio, Bakayoko não teve agilidade para se esquivar da bola e fez com que ela sobrasse livre para Ronaldo marcar. Com o tento, o português superou Joseph Bican na artilharia de todos os tempos, em partidas oficiais, chegou aos 760 gols e agora atrás somente de Pelé. CR7 atingiu outros feitos impressionantes: são 20 gols em 20 jogos na temporada e, considerando todas as competições, 32 nas últimas 32 partidas.

O Napoli sentiu muito o gol e continuou sofrendo com a pressão juventina nos minutos seguintes. Gattuso tentou equilibrar a situação ao colocar Mertens e Elmas nos lugares de Petagna e Bakayoko, respectivamente. Aos 78, então, os azzurri tiveram a chance de mudar o rumo do jogo: McKennie foi tentar chutar a bola e acertou Mertens, que havia lhe antecipado, cometendo pênalti.

Na cobrança, Insigne até deslocou Szczesny, mas mandou para fora. O napolitano já bateu 26 penalidades em sua carreira, perdendo quatro. Três delas foram contra a Juventus, que parece ser um verdadeiro fantasma em sua carreira.

Depois de mais uma ducha de água fria, Gattuso colocou Llorente e Politano em campo, numa tentativa desesperada de buscar um empate que pareceu próximo. Só que, nervoso e com pressa, o Napoli errava muito. No penúltimo minuto dos acréscimos, os partenopei tiveram a grande oportunidade de igualar o jogo, num chute desviado em Bonucci, mas Szczesny salvou a Juventus ao reagir rapidamente e fazer uma defesaça com o pé. No último lance da partida, Cuadrado puxou contra-ataque rápido e tocou para Morata finalizar sem goleiro, decretando o placar final. Após conquistar o seu primeiro título como treinador, num jogo em que seu time foi superior, Pirlo ganha fôlego para o restante da temporada.