Juve e Lazio sofrem com desfalques e não conseguem triunfar pela Champions League

Logo: Calciopédia

Calciopédia

Imagem do artigo: Juve e Lazio sofrem com desfalques e não conseguem triunfar pela Champions League

Se na rodada de estreia da Champions League nenhuma equipe italiana tinha perdido, na segunda ocorreu o inverso: nenhuma delas venceu. Assim como Inter e Atalanta, a Lazio teve que se contentar apenas com um empate. A equipe romana até conseguiu sair na frente, mas, graças a um pênalti infantil de Patric, cedeu o empate ainda no primeiro tempo e não encontrou forças para reagir.

No jogo mais aguardado da quarta, a Juventus foi derrotada, dentro de casa, pelo Barcelona. Apesar da fase turbulenta, o Barça conseguiu ser melhor do que a Velha Senhora durante a maior parte do jogo e assumiu a ponta do Grupo G, com seis pontos. Já a equipe de Pirlo mostrou novamente um futebol abaixo da crítica. Confira como foram as partidas.

Juventus 0-2 Barcelona

Jogando dentro do Allianz Stadium, a Juventus teve uma atuação decepcionante em vários setores e perdeu por 2 a 0 para um Barcelona que teve proposta de jogo perfeitamente encaixada. Koeman deixou o meio-campo congestionado, de maneira bastante incômoda para a Juve, que teve enorme dificuldade de criar jogadas e achar passes verticais.

Além disso, o setor ofensivo bianconero não funcionou. Dybala e Kulusevski não se entenderam muito bem e o coitado do Morata até aproveitou as chances que teve, pondo a bola nas redes em três ocasiões. Contudo, todas elas foram corretamente anuladas pelo árbitro de vídeo, devido ao posicionamento irregular do espanhol. A verdade é que a ausência de Cristiano Ronaldo, com covid-19, pesou bastante contra a Juventus. Faltava em campo alguém para agredir o sistema defensivo do Barça e criar espaços no ataque.

Assim que a bola começou a rolar, o Barça aplicou o pressing e deu dois sustos na Juve, primeiro com um chute de longa distância de Pjanic e, em seguida, com uma bola na trave de Griezmann. Os catalães conseguiram criar vários lances de perigo, ao contrário dos alvinegros. O primeiro gol saiu dos pés de Dembélé, em uma jogada de infelicidade para Chiesa: o francês recebeu uma inversão de Messi e abriu o marcador com um chute que desviou no camisa 22 e encobriu Szczcesny. A Juventus conseguiria o empate em questão de minutos, mas o gol de Morata foi anulado por impedimento.

Para correr atrás do prejuízo, o caminho mais fácil para a Juve parecia ser pelos lados do campo, já que a zona central estava bastante povoada, mas Pirlo não fez uma boa leitura de jogo para mudar de estratégia. Na saída de bola, Bonucci e Demiral insistiram bastante na ligação com Morata, Rabiot e Dybala, mas as jogadas não tinham sequência e a posse voltava facilmente para o Barça. Com a pelota, os visitantes tinham facilidade de acelerar o jogo nas transições com Messi, Griezmann e Dembélé, e somaram muitas ocasiões claras de ampliar o marcador.

Na etapa complementar, Pirlo colocou Bernardeschi, McKennie e Arthur em campo, mas nenhuma das alterações mudou o panorama da partida. Do outro lado, a entrada de Ansu Fati fez o Barça se aproveitar ainda mais dos contragolpes. O garoto ainda sofreu um pênalti aos 44 minutos e Messi, cobrando-o com maestria, fechou o placar. No fim das contas, foi uma partida melancólica para a Juventus, na qual as coisas não saíram como planejado. Os bianconeri estacionaram na segunda posição do Grupo G, já que não houve vencedor no confronto entre Dynamo Kyiv e Ferencváros.

Club Brugge 1-1 Lazio

A Lazio viajou para a Bélgica com 12 ausências na equipe, incluindo pilares como Immobile, Luis Alberto e Lucas Leiva – com suspeita de covid-19. No banco de reservas, Muriqi e Andreas Pereira estavam ao lado de seis garotos do time Primavera, que foram relacionados para a partida no improviso. Inzaghi teve que ir a campo com o que tinha e, apesar da escassez de opções, não abriu mão de seu tradicional 3-5-2. A proposta de jogo também foi a mesma, com bastante volume de jogo e ataques em bloco.

Nos primeiros minutos, Club Brugge e Lazio fizeram uma partida equilibrada, em que os biancocelestes conseguiam ficar mais tempo com a bola, mas sendo incomodados pelos belgas no início de sua articulação. Logo em uma das primeiras descidas de ataque, a equipe italiana soube aproveitar bem o espaço entre as linhas de marcação e abriu o placar: Correa tabelou com Marusic e acertou um chute de canhota, no cantinho de Mignolet.

Com a vantagem no placar, a Lazio conseguiu jogar com mais tranquilidade, desfrutando de Fares e Marusic para agredir os belgas, mas faltou capricho para definir as jogadas. O empate do Club Brugge saiu da marca da cal, ainda na primeira etapa, depois que o VAR flagrou um agarrão de Patric em Rits, dentro da pequena área. Na cobrança, Vanaken bateu forte e pôs o Brugge de volta na partida.

No segundo tempo, Inzaghi sentiu necessidade de mudar o time e se viu forçado a improvisar, peças. Primeiro tirou o pendurado Patric para colocar Andreas Pereira no meio-campo e, para isso, teve que deslocar Parolo para a zaga. Em seguida, sacou Fares para a entrada de Muriqi, que jogou ao lado de Caicedo no ataque – Correa, então, teve de fazer a função de ala pela esquerda. É verdade que o argentino jogava pelo lado do campo nos tempos de Sevilla, mas tinha uma função bem diferente e com menos obrigações defensivas. Por conta do esquema bagunçado, o Brugge cresceu na partida e colocou Pepe Reina para trabalhar – o espanhol foi bem quando exigido.

Dentro das condições alarmantes do elenco, não dá para dizer que o empate contra o Brugge fora de casa foi uma tragédia para a Lazio. Porém, se não fosse pelo pênalti infantil cometido por Patric, os laziali estariam em melhor situação e poderiam segurar a vitória. Com o empate, as duas equipes chegam a quatro pontos e dividem a liderança do Grupo F. O Borussia Dortmund encostou, depois de bater o Zenit por 2 a 0 e somar três pontos, deixando os russos zerados.