John Textor compra clube francês e cutuca PSG “Não gosto”, saiba mais | OneFootball

John Textor compra clube francês e cutuca PSG “Não gosto”, saiba mais

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O empresário norte-americano John Textor foi anunciado pelo Lyon da França como seu novo sócio majoritário. A aquisição do clube sediado na cidade homônima girou em torno de 798 milhões de euros (R$ 4,3 bilhões). O magnata possui cerca de 66,5% das ações do clube.

Conforme foi antecipado pela Bloomberg, e confirmado pelo Esporte News Mundo, Textor havia indicado a compra de apenas 40% do Lyon, da parte pertencente as empresas Parthe SAS e IDG Capital, e seria firmado através do banco Raine Group.

No entanto, a legislação francesa de finanças obriga o comprador de parte das ações de uma empresa a realizar uma oferta compensadora as partes não envolvidas no negócio, algo que aumentaria a fatia de Textor.

Devido a essa burocracia na legislação, Textor ficou com 66,5% das ações do clube. Não foram informadas quais empresas ou sócios nominais venderam suas partes ao empresário norte-americano.

A operação será conduzida por meio da Eagle Football Holdings, empresa fundada por John Textor para operar na administração de clubes de futebol pelo mundo. Ainda é previsto no acordo que, no futuro, se assim desejar, Textor poderá adquirir a fatia que pertence a família de Jean-Michel Aulas, atual proprietária do clube e alcançar 88% das ações.

Aulas, que é o atual CEO do Lyon, será mantido no cargo e deverá no futuro ganhar um assento na diretoria da Eagle Football Holdings.

“O projeto que descobri em Lyon com Jean-Michel Aulas e todas as suas equipes estará no epicentro da nossa nova organização e dos nossos investimentos ao serviço do futebol mundial. O Lyon será a pedra angular do nosso projeto”, comentou Textor sobre a aquisição do clube francês.

Sobre o PSG, Textor é direto “Não gosto”

Photo by Alex Grimm/Getty Images

Em uma coletiva de imprensa convocada na terça-feira para apresentar aos torcedores o seu novo proprietário, o Lyon estampou as capas de jornais franceses que perguntavam se o clube ‘será um novo Paris?”.

Sobre isso, John Textor foi direto, “Não gosto de projetos como o PSG. Se continuarmos fazendo o que Jean-Michel Aulas (diretor do Lyon) vem fazendo há alguns anos e levarmos entretenimento e tecnologia para isso, poderemos ganhar mais dinheiro do que com um investidor do Catar”.

Na avaliação do magnata o ‘dinheiro’ acabou com o futebol, e a solução para clubes contornarem esse problema é o que ele chama de ‘rede colaborativa’, algo que ele pretende fazer com os clubes que opera: o Botafogo no Brasil, Crystal Palace na Inglaterra e agora o Lyon da França.

“Eu acho que o futebol foi quebrado pelo dinheiro. É uma realidade. Em cada parte do mundo temos no máximo dois ou três times fortes. E o resto? Qual a graça disso? Acho que o dinheiro é importante. Teremos que gastar. Mas o que eu gosto no futebol é a comunidade vivendo isso”, afirmou o empresário.

Para Textor mesmo com a aquisição do Lyon, é necessário “sonhar de olhos abertos” para evitar uma expectativa alta dos torcedores, algo que na visão do magnata, iludiu os torcedores do Botafogo, “Eu falei uma besteira quando compramos o Botafogo, no Brasil. O time estava na segunda divisão. Consideráveis dificuldades nos últimos anos. O time não ganhava nada há décadas. Eu disse que queria atropelar o Flamengo posteriormente. O que foi uma coisa idiota de se dizer. Porque todos ficaram com muita expectativa de batê-los no próximo confronto” completou Textor.

O empresário norte-americano que fez fortuna na indústria cinematográfica dos Estados Unidos investirá já na temporada de 2022/23, cerca 86 milhões de euros (R$ 469 milhões). A informação ainda não foi confirmada.

O Botafogo ainda é a prioridade

Vítor Silva/Botafogo

Considerado como ‘a menina dos olhos azuis’ de John Textor, o magnata garantiu ao jornalista PVC do Globo esporte que a aquisição do Lyon não muda o foco do empresário: ajudar o Botafogo a voltar a brigar por títulos.

“A prioridade é o Brasil, sério!”, resumiu Textor, que afirmou que a diferença entre as gestões de Brasil e França, é que nos clubes europeus um mesmo presidente pode permanecer por vários anos.

“Meu tempo integral da operação é e continuará sendo no Botafogo. Temos uma tremenda oportunidade de reestabelecer o clube e criar uma Premier League para o Brasil”, o empresário defendeu que é necessário resgatar a história vencedora do clube e que isso é a sua prioridade.

“Não vou gastar meu tempo fazendo muito mais coisas fora”, declarou.

John Textor tem dado a chancela aos dirigentes alvinegros para buscarem a melhor proposta na criação de uma ‘premier league’ à brasileira. Embora tenha esperanças, a chamada LIBRA, criação da Liga Brasileira nos moldes da Premier League da Inglaterra, está dividida e sem qualquer sinal de avanço por um consenso.

Textor ainda defendeu que o melhor caminho para combater os gigantes financeiros é uma rede de futebol colaborativa, “Para ser claro, quando eu iniciei este projeto, tentei criar o primeiro ecossistema colaborativo de clubes que ajudarão uns aos outros de maneira que o dinheiro não consegue. Será a única maneira de competir com os gigantes do mundo”, completou.

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