Insaciável, Napoli tritura a Salernitana e rouba o segundo lugar na tabela da Serie A | OneFootball

Insaciável, Napoli tritura a Salernitana e rouba o segundo lugar na tabela da Serie A

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Depois de um começo fulminante, o Napoli chegou a sonhar com um título que não vem desde os tempos de Diego Maradona. Em uma Serie A que tem a Internazionale como sua grande força, mas em ponto de equilíbrio com o Milan, os napolitanos perderam o pique, mas não se entregaram. A vitória desde domingo (23), contra a Salernitana, por 4 a 1, foi a manifestação dessa luta.

Spalletti Heavy Metal

O contexto do jogo em Nápoles foi mais ou menos o que a torcida já está acostumada, sobretudo contra equipes de menor projeção: massacre ofensivo, dezenas de finalizações e o mais importante: gols. A primeira etapa teve um Napoli dominante, mas com dificuldade em converter sua superioridade em bola na rede.

O placar saiu do zero aos 17 minutos, em gol de Juan Jesus. O zagueiro subiu à área rival e aproveitou um bate-rebate e um passe de Elijf Elmas para marcar. Depois disso, a coisa complicou, a Salernitana dificultou a missão dos mandantes, chegando inclusive ao empate. Em seu primeiro ataque, o time visitante deixou tudo igual, com Federico Bonazzoli, na marca dos 33. Não houve choro ou lamentação no banco do Napoli. Os mandantes esfregaram as mãos e seguiram o plano de Spalletti à risca.

Depois disso, o que já tinha contornos de massacre ficou ainda mais claro. Empurrado pela necessidade de retomar a vantagem no placar, o Napoli fez da Salernitana seu sparring para uma sessão de algo que pareceu uma luta de boxe bastante desigual. Não fosse pelo seu goleiro, a agremiação grená poderia ter saído de campo com um placar contrário histórico.

Os números absurdos denotam o poder de fogo dos partenopei: com 82% de posse, o time de Spalletti gerou 26 finalizações, forçando a zaga dos granata a lidar com uma pressão insustentável. Das 26 chances, 14 foram na direção do gol de Vid Belec, que pode até ter sido vazado, mas saiu de campo com credenciais de herói após fazer 10 defesas.

Quatro gols e ainda foi pouco

Não tinha como evitar: aos 49, em um pênalti, Dries Mertens colocou o Napoli na frente do marcador. Após o intervalo, o mesmo Mertens deu a bola para Amir Rrahmani marcar o terceiro, no primeiro minuto da etapa complementar. Seis minutos depois, o ídolo Lorenzo Insigne fechou a conta e confirmou a boa atuação ofensiva de sua equipe. Insigne, que está em seus últimos meses no clube, praticamente em uma despedida antecipada, deve deixar alguma saudade quando partir para o Toronto.

Mertens foi o craque, com um gol, uma assistência, eficiência nos passes e mira calibrada na hora de arrematar. O belga sobrou em campo e certamente foi o nome de uma partida em que o Napoli fez quatro gols e ainda ficou com o gostinho de que poderia ter marcado oito ou nove vezes diante da combalida Salernitana.

Spalletti comemora uma fase em que seu elenco está saudável, sem tantos desfalques, e passará o resto do domingo secando o Milan, que enfrenta a Juventus. Um tropeço milanista diante da Juve pode significar que os partenopei encerrarão a rodada na vice-liderança, vendo a Inter bem de perto, a quatro pontos de distância. Quem pensa que essa Serie A já tem dono não está prestando atenção…

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