Giuliano Giuliani, o goleiro vencido pela AIDS | OneFootball

Giuliano Giuliani, o goleiro vencido pela AIDS

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Sua ascensão foi tão rápida quanto sua saída de cena. Mas como um goleiro tão promissor como Giuliano Giuliani, cotado pra ser o terceiro arqueiro da Itália na Copa do Mundo de 1990, elogiado por Diego Armando Maradona e multicampeão no Napoli, saiu tão rápido dos holofotes?

Giuliano Giuliani nasceu em Roma, em 29 de setembro de 1958, oriundo de uma família pobre, que lutava para ganhar o necessário para viver. Assim, ele passou os primeiros três anos de sua vida com os pais, na Alemanha, e depois se mudou para morar em Arezzo com seus tios, enquanto seus genitores tentavam sobreviver noutro país. Aos 14, começou a jogar futebol no Gabos, time de jovens da cidade. Ele ainda era um menino quando perdeu tanto a mãe quanto o pai.

Giuliani começou a atuar como atacante, mas logo se tornou o goleiro do time, queimando as etapas. Depois de completar a carreira nas categorias de base e chegar ao elenco principal, que jogava na terceira categoria da Toscana, equivalente à oitava divisão nacional, o arqueiro chamou a atenção de times maiores. O Torino declarou interesse por ele, mas seus tios se opuseram à transferência. Por conta disso, Giuliani foi para o Arezzo, da cidade em que morava – e onde se formou como agrimensor, em paralelo à carreira de futebolista.

Com 1,81m de altura e 77 kg de peso ideal, ele cresceu sob a proteção de Mario Rossi, seu professor, com o sonho de emular seu ídolo, Enrico Albertosi. Em 1976-77, graças à difícil situação econômica do clube toscano, estreou-se na Serie C, contra a Reggiana. Em Reggio Emilia os toscanos saíram derrotados, naquela que foi sua única partida em sua primeira temporada como profissional.

Em meio às lesões que atingiram os demais goleiros do elenco, a partir da temporada seguinte, Giuliani encontrou cada vez mais espaço: fez oito partidas em 1977-78 e 13 em 1978-79, até que, na campanha de 1979-80, o romano se tornou o titular da equipe. Em 30 jogos na Serie C1, ele sofreu apenas 15 gols, dando uma contribuição importante para o Arezzo, que ficou perto de ascender à segunda categoria.

Seu nome circulou com insistência no mercado de transferências de verão de 1980, quando o Como do presidente Mario Beretta, recém-promovido à Serie A, o contratou. Giuliani chegou às margens do lago como reserva do titular Villiam Vecchi, mas ganharia seu espaço aos poucos. Na temporada 1980-81, foram apena quatro aparições.

Sua estreia na elite ocorreu de 9 de novembro de 1980, no Comunale de Turim, contra o Torino. Giuliani fez algumas defesas importantes, mas sofreu seu primeiro gol, do lendário Francesco Graziani. O time da Lombardia empatou no segundo tempo, com Marco Nicoletti, e a partida terminou empatada em 1 a 1. Na segunda temporada, após a saída de Vecchi para a Spal, o goleiro romano conquistou a vaga como titular do Como.

Após bons momentos em times menores, Giuliani chegou ao Verona, campeão italiano (Brivido Sportivo)

No entanto, o elenco comasco não era muito competitivo e o time acabou sendo rebaixado para a Serie B em 1982. Giuliani permaneceu pelos três anos seguintes no gol dos lariani, voltando à elite em 1984. No retorno à máxima categoria do futebol italiano, em 1984-85, o Como, comandado por Ottavio Bianchi, fez um excelente campeonato para seus padrões, encerrando a temporada na 9ª colocação e com a sexta melhor defesa – 27 tentos sofridos.

O desempenho do romano, que atuou nas 30 rodadas, foi reconhecido. No verão de 1985, Giuliani foi escolhido pelo Verona para substituir Claudio Garella, o goleiro do título nacional dos gialloblù, que havia sido vendido ao Napoli. Um arqueiro que fazia poucas defesas espetaculares, mas que fazia da regularidade e do senso de posição seus pontos fortes, Giuliano se tornou absoluto no time de Osvaldo Bagnoli. Ao lado de remanescentes da campanha do histórico scudetto – como Roberto Tricella, Hans-Peter Briegel, Antonio Di Gennaro, Giuseppe Galderisi e Preben Elkjaer Larsen –, ele teve o privilégio de participar da aventura europeia dos mastini.

A primeira, e até hoje única, campanha do Hellas na Copa dos Campeões terminou prematuramente. O Verona foi eliminado na segunda rodada da competição pela Juventus, em duas partidas caracterizadas por forte polêmica envolvendo os árbitros. Na Serie A de 1985-86, a temporada dos butei foi negativa: os outrora campeões italianos terminaram apenas na 10ª colocação. Dos 37 gols sofridos por Giuliani naquele certame, um dos mais famosos é, sem dúvida, aquele em que Maradona o encobriu, na goleada do Napoli por 5 a 0.

O período em que vestiu gialloblù fez o goleiro e o camisa 10 argentino terem relações de altos e baixos. De um lado, tivemos os gols marcados pelo craque; por outro, Giuliani defendeu dois pênaltis do Pibe d’Oro: foi o único arqueiro a pegar mais de uma cobrança de Diego. O primeiro aconteceu num 3 a 0 dos butei no clássico contra os napolitanos, em uma partida que balançou o Napoli durante a campanha do histórico scudetto de 1986-87. O segundo foi defendido um ano depois, na vitória partenopea por 4 a 1, no San Paolo. Entre esses momentos, o romano acumulou muitos desempenhos sólidos, alternando com alguns (poucos) erros.

Em termos de caráter, o goleiro era o oposto do futebolista moderno: reservado e tímido, ele poderia ser definido hoje como um profissional sério. Frequentemente, era tido como um sujeito de aura melancólica, provavelmente um resquício da infância difícil que experimentou. E mesmo em momentos de alegria, seu sorriso nunca era flagrante. Principalmente, era mal esboçado, de acordo com declarações de entrevistados pelo Goal.

Seu lado criativo se expressou através de sua paixão pela arte e pelas galerias – certamente, interesses incomuns para um jogador de futebol. Como o mexicano Jorge Campos, Giuliani também gostava de desenhar ele mesmo os uniformes que mais tarde usaria nas partidas. Como topógrafo, ele ainda pensava na criação de um laser para medir a distância da barreira.

Embora o Verona tenha vivido momentos pouco brilhantes durante sua passagem, Giuliani manteve o bom nível (imago/Kicker/Liedel)

No final do verão de 1988, o menino foi premiado por Francesco Rocca, então treinador da seleção olímpica da Itália, com a convocação para os Jogos de Seul. Nessa equipe, no papel muito forte, Giuliani foi reserva de Stefano Tacconi, da Juventus, e estava à frente do jovem Gianluca Pagliuca, da Sampdoria.

Na competição, os azzurri esbarram numa das derrotas mais pesadas de sua história: uma goleada homérica por 4 a 0 para Zâmbia. Embora não tenha comprometido a classificação, o resultado negativo deixou sua marca. Como aconteceu alguns meses antes com a seleção principal, na Euro 1988, o sonho olímpico da Itália também foi interrompido nas semifinais e, novamente contra a União Soviética. Na disputa do bronze, derrota por 3 a 0 para a Alemanha Ocidental.

Depois de três temporadas defendendo o gol de um mediano Verona, Giuliano trocou de clube. O arqueiro manteve um alto desempenho no Hellas e voltou a entrar no radar de Bianchi, treinador que o orientou no anos de Como. O motivo que impulsionava o técnico a pedir a sua contratação para a diretoria do Napoli, apesar do reconhecimento ao crescimento, não era nada nobre.

O clube napolitano havia previsto o expurgo dos “rebeldes” que, na opinião do presidente Corrado Ferlaino, haviam contribuído para que o Milan de Arrigo Sacchi ganhasse o scudetto: para o cartola, alguns jogadores se comportaram mal, o que pesou para que o time perdesse uma enorme vantagem para os rossoneri. Os depurados eram Bruno Giordano, Moreno Ferrario, Salvatore Bagni e Garella, que tinham brigado com Bianchi.

A primeira opção napolitana era o goleiro Walter Zenga, titular da seleção, e que estava em rota de colisão com a Inter. Mas, na última hora, Ernesto Pellegrini, que curiosamente cogitou Giuliani para substituir o “Homem Aranha”, conseguiu renovar contrato com o seu camisa 1. O arqueiro do Hellas, que tinha a aprovação de Maradona – ainda que Don Diego estivesse às turras com Ferlaino e Bianchi –, acabou sendo o escolhido dos partenopei.

A temporada 1988-89, a primeira à sombra do Vesúvio para Giuliani, foi positiva e cheia de satisfações. No campeonato, os napolitanos assumiram o papel de principais adversários da Inter dos recordes de Giovanni Trapattoni e ficaram com um brilhante segundo lugar na Serie A. O Napoli também chegou à final da Coppa Italia mas, acima de tudo, teve a sua histórica aventura europeia, na Copa Uefa.

Com a camisa do Napoli, o goleiro chegou ao topo, mas também encontrou a sua ruína (LaPresse)

O goleiro napolitano foi fundamental na primeira partida das oitavas de final, contra o Lokomotive Leipzig. No Zentralstadion, fez pelo menos quatro defesas decisivas, que permitiram ao Napoli empatar e se classificar com o 1 a 1 na Alemanha Oriental. Giuliani também teve papel de destaque nas quartas de final, contra a Juventus, e na primeira peleja das semifinais, contra o Bayern Munique: no San Paolo, o romano realizou um verdadeiro milagre em finalização de Olaf Thon. Por outro lado, falhou nos gols de Maurizio Gaudino e Jürgen Klinsmann, nos jogos da decisão, vencida contra o Stuttgart. De toda forma, foi um dos heróis do título azzurro.

A temporada 1988-89 foi mesmo muito positiva para Giuliani. Em novembro de 1988, por exemplo, foi convocado por Azeglio Vicini para representar a seleção principal em amistoso contra a Holanda. Na ausência de Zenga, foi mais uma vez o reserva de Tacconi – o que gerou especulações sobre ele ser o terceiro goleiro da seleção italiana na Copa de 1990. No entanto, o romano jamais foi convocado novamente.

Em Nápoles, além de ter vencido e chegado à Nazionale, Giuliani também coroa seu sonho de amor, casando-se com a bela Raffaella Del Rosario, modelo e apresentadora de TV. A fama do casório era tão grande que, por vezes, havia brincadeiras nos estádios sobre seu relacionamento com a modelo. O casal organizou sua lua de mel na Polinésia, onde passariam dias felizes com Maradona e sua namorada Claudia Villafañe. Apesar de ter temperamento bem diferente ao do companheiro de time e de não gostar da vida noturna como El Pibe, Giuliano desenvolveu um laço de amizade muito forte com o atacante.

Na temporada seguinte, em 1989-90, altos e baixos. Embora tenha sido o goleiro do segundo scudetto napolitano, em certa altura Giuliani perdeu seu lugar como titular para Raffaele Di Fusco, muito por conta de prestações desastrosas, como na goleada por 5 a 1 sofrida para o Werder Bremen na Copa Uefa. Mais tarde, depois de retomar o posto na baliza azzurra, se recuperou: na partida decisiva contra a Lazio, o camisa 1 garantiu o título, seu primeiro nacional, com algumas intervenções valiosas.

Tudo sugeria um futuro brilhante para Giuliani, que também esperava uma filha de sua esposa Raffaella. Contudo, no outono de 1989 haviam acontecido fatos que viraram a carreira e a vida do goleiro romano de cabeça para baixo para sempre – e que seriam conhecidos apenas bem depois. Maradona convidou o elenco do Napoli e suas esposas para irem a seu casamento, em Buenos Aires. Raffaella, porém, dera à luz algumas semanas antes e tinha que cuidar da filha Gessica. Seu marido participaria daquela festa, caracterizada por pompa, luxo, brigas e excessos.

Poucos meses depois do matrimônio de Maradona, Giuliani foi descartado por Albertino Bigon, técnico napolitano, que pediu a contratação de Giovanni Galli junto ao Milan. Assim, o campeão nacional, antes destinado à glória, rumou para a Serie B: aos 32 anos, se transferiu para a Udinese. Por um estranho acaso de destino, sucedia a Garella pela terceira vez seguida em sua carreira.

Na campanha do título do Napoli na Copa Uefa, Giuliani teve altos e baixos (imago/Kicker/Eissner)

A decadência também lhe acompanhava na vida pessoal. Em 1991, após apenas três anos de casamento, Raffaella o deixou: havia algo no corpo e na alma do goleiro que só sua ex-esposa sabia. No âmbito esportivo, Giuliani até contribuiu para que a Udinese retornasse à elite, em 1992, mas mal fardou na Serie A: em setembro daquele ano, fez o seu último jogo na carreira, contra a Inter. Na sequência, se machucou gravemente e não atuou mais até o final da temporada, quando viu a equipe ser salva após o playout com o Brescia. O romano, então, decidiu se aposentar do futebol aos 34 anos e abrir uma loja de roupas em Bolonha.

O fim precoce da carreira do goleiro deixou um ar de desconfiança. Até que um jornal apareceu com o furo: “Giuliani tem AIDS”. Sem confirmar ou desmentir, o ex-jogador apenas reagiu com desdém: “Desgraçados, só sabem espalhar boatos”. Nos anos 1980 e no início da década de 1990, havia muito preconceito em relação a portadores do vírus HIV. Além de ter difícil tratamento, a AIDS, síndrome da imunodeficiência adquirida, era considerada uma doença de homossexuais, prostitutas ou viciados em drogas.

Giuliani acabou desaparecendo do mundo do futebol. Nem seus grupos de amigos o procuraram e nem mesmo ele apareceu. Além dos boatos de que teria AIDS, o ex-goleiro chegou a ser detido em 1993, por porte de cocaína. Levando sua vida particular, ele continuou a ser um bom pai para Gessica. E seria logo depois de levar a filha à escola que, numa passagem pelo hospital para se vacinar contra a gripe, os médicos perceberiam que seu estado de saúde piorara. Giuliano, então, foi convencido a se internar.

O jornal ao fim das contas, tinha razão, Giuliano Giuliani, HIV positivo, contraíra AIDS. O ex-goleiro faleceu de crise pulmonar, devido ao estado avançado da doença, no dia 14 de novembro de 1996. Estava envolto em dor e abandono, tendo apenas sua ex-esposa a seu lado em seu leito de morte. Ele foi o primeiro jogador de futebol italiano que morreu da doença.

Em entrevista anos mais tarde ao site Virgilio, Giancarlo Corradini, seu ex-companheiro na epopeia maradoniana, explica o esquecimento que recaiu sobre Giuliani alguns dias depois de sua morte: “O futebol se esqueceu porque naqueles anos estávamos fugindo daquela doença. E assim também fugimos de Giuliano”, afirmou. Ciro Ferrara disse que o viu um dia, quase por acaso, e que não se aproximou. A doença havia mudado completamente sua fisionomia. Ferrara afirmou ainda que o último a vê-lo, algumas semanas antes, foi Alessandro Renica, outro defensor do Napoli daqueles tempos, que ficou chocado com o agravamento do seu estado.

Mais tarde, em 2003, Raffaella del Rosario revelou toda a história do ex-marido em uma entrevista à revista Controcampo. Ela afirmou que não viajar para acompanhar Giuliani ao casamento de Maradona, na Argentina, foi o erro mais grave de sua vida. Porque em Buenos Aires, seu marido teria se envolvido em uma festa sem limites. Três dias de loucura à base de sexo, álcool e sabe-se lá o quê, sem nunca fechar os olhos graças à cocaína. O romano, que não estava acostumado a essas coisas, ficou maravilhado.

Giuliani gostava de desenhar os próprios uniformes, como este dos tempos de Udinese (Score)

A ex-esposa inicialmente culpou Maradona. Depois, porém, mudou de ideia: para ela, o verdadeiro problema  foi o presidente Ferlaino, que nunca teria feito nada para impedir que isto acontecesse, que, em suas palavras, “não protegeu os jogadores e Maradona de si mesmo e, sobretudo, dos personagens duvidosos que sempre tiveram vida fácil em torno do vestiário”. Mais tarde, em entrevista ao Libero, em 2010, Raffaella confirmou a história, mas poupou o craque argentino e o dirigente.

Em nova entrevista, em 2018, à Gazzetta dello Sport, Raffaella del Rosario contou como reagiu quando soube dos eventos de Buenos Aires. “O dia em que ele me confessou tudo foi mais triste do que de costume. Ele descobriu que tinha AIDS depois de um teste feito na Udinese. Ele olhou para mim, mas não falou. Aí, de repente, me disse que tinha feito exames e que ele havia contraído o vírus HIV, que não tinha como escapar”, afirmou. “Foi uma punhalada no peito. Eu não conseguia nem falar. Mas por dentro me perguntei: por que eu? Ele já havia tomado drogas, era atleta, quem não gostou da vida noturna?”, se questionou.

“Em voz baixa, confidenciou-me que me traíra uma vez. Apenas uma vez. Uma escapadela, no dia 7 de novembro de 1989, no casamento de Maradona, em Buenos Aires. Não fui porque tinha acabado de dar à luz. Eu o vi, junto com os outros, dançando loucamente na TV, naquela festa. E eu estava em lágrimas amamentando”, completou Raffaella. A rapidinha levaria o goleiro à morte trágica em poucos anos. Sua ex-esposa, felizmente, não foi infectada.

Raffaella ainda teve de lidar com muitas situações desagradáveis após a morte do ex-marido. Segundo ela, todos os amigos que fizeram nos tempos de Nápoles viraram as costas para a família. “Quando Giuliano adoeceu, deixaram-no sozinho. Tornou-se um fantasma. Ele ficou magoado com a indiferença de seus antigos companheiros”, afirmou ao jornal Il Mattino. No funeral, compareceram apenas amigos de Arezzo – só Renica, anos depois, teria entrado em contato com a viúva. Homenagem no San Paolo ou em outra ocasião? Jamais. “Eu e minha filha sonhamos que isso aconteça um dia”, salientou.

Apesar da mágoa com a reação da sociedade e do antigos amigos de Giuliani, Raffaella Del Rosario explica que “de certa forma” ela entende essas pessoas. “Ouvíamos coisas horríveis [sobre a AIDS] e esse caras [do futebol] preferiam não se envolver. Os doentes foram colocados no gueto e acho que foi feito pouco depois: a doença ainda existe, mas ninguém fala sobre ela. Eu adoraria fazer algo para aumentar a conscientização, mas só isso é muito difícil. A palavra AIDS ainda é assustadora”, declarou.

Quase três décadas depois de sua morte, Giuliani segue deixado de lado pelo futebol italiano. Embora tenha uma participação importante em conquistas históricas, sendo um dos goleiros mais vencedores do Napoli, aparece, se muito, como uma nota de rodapé indesejada. Esquecido pelo preconceito.

Giuliano Giuliani Nascimento: 29 de setembro de 1958, em Roma, Itália Morte: 14 de novembro de 1996, em Bolonha, Itália Posição: goleiro Clubes: Arezzo (1976-80), Como (1980-85), Verona (1985-88), Napoli (1988-90) e Udinese (1990-93) Títulos: Copa Uefa (1989) e Serie A (1990)

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