Fulham acaba rebaixado sem conseguir apresentar bom futebol que o fez subir

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O Fulham é o terceiro rebaixado à segunda divisão do Campeonato Inglês. Depois dos rebaixamentos de Sheffield United e West Brom, os Cottagers se uniram aos dois após ser derrotado nesta segunda-feira pelo Burnley, mesmo jogando no seu estádio, o Craven Cottage. Os Clarets, assim, se salvaram do descenso empurraram o rival para o rebaixamento. Pela segunda vez seguida, o Fulham é rebaixado imediatamente depois de subir para a primeira divisão.

O acesso foi conquistado em agosto, quando o futebol foi retomado após a paralisação por causa da COVID-19. O Fulham foi o time que conseguiu o acesso via playoffs ao vencer o Brentford por 2 a 1. O treinador, Scott Parker, disse na época que o clube aprendeu a lição do passado, quando subiu à Premier League, fez diversas contratações, mas acabou imediatamente rebaixado. De fato, a abordagem do Fulham desta vez foi diferente, mas o resultado foi o mesmo, com nova queda. No Guia da Premier League 2020/21, falamos sobre como a estratégia anterior ficou conhecida como “Fazer o Fulham” e desta vez precisava ser diferente.

É a primeira vez em toda a era Premier League que todos os rebaixados estão confirmados com três rodadas de antecedência. Fulham e West Brom retornam à segunda divisão, depois de terem subido na temporada passada. O Sheffield United, que tinha feito uma temporada 2019/20 brilhante ao vir da segunda divisão, não aguentou uma segunda temporada na elite do futebol inglês e acaba rebaixado em último.

A situação do Fulham já era dramática. O time comandado pelo ex-volante Scott Parker precisava de quatro vitórias em quatro jogos para escapar do descenso. Ao ser derrotado em casa, o time viu as chances minúsculas de escapar do rebaixamento se esvaírem de vez.

O Burnley definiu o jogo ainda no primeiro tempo, com gols marcados porAshley Westwood, aos 35 minutos, e Chris Wood, aos 44. Com isso, o Fulham precisava de três gols para a virada – mais do que o time marcou nos últimos 11 jogos. Tornou-se assim a 18ª derrota do Fulham em 35 jogos. O Burnley, de Sean Dyche, consegue manter-se na Premier League pela sexta temporada consecutiva.

Depois do rebaixamento na temporada 2018/19, Scott Parker, que assumiu o time nas últimas rodadas e já com o rebaixamento quase inevitável, foi mantido. Era o seu primeiro trabalho no comando de um time profissional. Ele comandou a equipe na segunda divisão, em uma campanha que resultou no acesso. Nesta temporada, porém, a campanha na Premier League acabou sendo ruim. Sem conseguir resolver os problemas do time, o time voltará a disputar a Championship.

“Estou ferido, estou destruído. Isso tem nos assombrado, temos flertado com isso há muito tempo, não há palavras que eu possa dizer além de dizer que estou destruído, não tivemos sucesso este ano. Ficar nesta divisão seria o sucesso para nós, nós sabíamos que seria um desafio, mas é uma grande desilusão não conseguir”, afirmou Scott Parker, técnico do Fulham, depois do jogo.

“Os níveis de desempenho estão lá, as margens próximas e o abismo de classe nesta divisão são tão pequenos. Nós estivemos tão perto às vezes, mas também tão longe. Nos últimos cinco ou seis jogos, ficamos muito aquém”, continuou o treinador.

“Meus jogadores deram absolutamente tudo neste ano e eu vi isso novamente nesta noite. Esforço, desejo, dedicação, mas às vezes falhamos em qualidade. Nas próximas semanas, precisamos ter algumas discussões e decidir o que precisamos fazer para seguir em frente e tentar sair dessa montanha russa”, concluiu Parker.

Apesar do trabalho do treinador ter pontos positivos, como pelo estilo de jogo muito elogiado, houve muitos problemas. Um deles a falta de gols: só 25 gols em 35 jogos. Muito pouco para quem quer sobreviver na Premier League. Só o lanterna, Sheffield United, fez menos gols, com 18.

O clube precisará pensar o que fazer para a próxima temporada e será preciso repensar muito do elenco. Dos 11 titulares desta partida contra o Burnley, quatro são emprestados. Outros dois emprestados vieram do banco de reservas. O time perde muitos jogadores e precisará repor de forma inteligente e, principalmente, gastando pouco, um grande desafio para tempos de pandemia e com os clubes perdendo dinheiro.

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