Zerozero
·01 de fevereiro de 2025
Fica tudo igual, pode ser?

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·01 de fevereiro de 2025
A 1ª parte foi de nível elevadíssimo, mas o cansaço - e o receio de sofrer - apoderou-se da 2ª parte e os rivais Sporting e Benfica dividiram pontos, após um empate por 1-1, mantendo tudo igual no topo da Liga BPI.
O Estádio da Luz era palco do jogo grande da Liga BPI - e do futebol português. Filipa Patão fazia uma pequena revolução na equipa e mexia em cinco peças no onze inicial, enquanto o técnico leonino Micael Sequeira mexia apenas em duas peças, incluindo o regresso à titularidade de Telma Encarnação.
O calendário permitiu que o dérbi feminino tivesse como palco a Luz e os adeptos responderam, pintando de forma positiva o 1º anel - mais de 19 mil espetadores - e impondo um bom ambiente, para aquecer a fria tarde lisboeta. Dentro de campo, por sua vez o Sporting entrou melhor, com mais bola, e chegou ao golo inaugural logo aos 6', numa grande penalidade convertida com sucesso por Maiara Niehues, após um erro do Benfica na saída a jogar a partir de trás.
Em desvantagem, as comandadas de Filipa Patão começaram a pressionar mais alto e de forma mais bem conseguida, em grande parte devido à sua superioridade numérica no miolo e em zonas interiores, e isto permitiu às encarnadas recuperar a bola em zona mais adiantada e ter mais posse. Em crescendo, as tetracampeãs chegaram ao golo do empate aos 17', pela inevitável Cristina Martín-Prieto, aos 17', na sequência de um canto.
A partir daqui, vimos o Benfica mais ativo com bola e a conseguir uma série de combinações entre as avançados e as médio de construção, Andrei Norton e Andreia Faria, enquanto o Sporting ia aproveitando essas linhas mais subidas adversárias para explorar a transição. As leoas ainda criaram um par de chances, quase sempre por Diana Silva, mas o Benfica foi melhor na restante 1ª parte e crescia sempre que conseguia adicionar as alas Marit Lund e Lúcia Alves nos processos ofensivos, libertando a «vagabunda» Nycole Raysla.
Ao contrário do esperado, após o que se tinha visto nos primeiros 45 minutos, o arranque de 2ª parte foi mais lento. Havia mais estudo, menos intensidade na pressão e, por isso, menos espaço para a transição, o que retirou sumo criativo às duas equipas. Perante esse nó, Filipa Patão tentou refrescar o meio e colocou Beatriz Cameirão, o que trouxe um pouco mais de dinamismo - Andreia Faria muito desgastada. Contudo, o ritmo continuava a deixar a desejar e apenas as bolas paradas alimentavam o jogo.
Do outro lado, Micael Sequeira procurou dar também vida à equipa e novas armas para explorar a transição e velocidade - Miri O’Donnell e Brittany Raphino. O jogo de bancos tinha começado, até porque a partida gritava por algo novo e diferente - atravessava a sua pior fase - e a verdade é que o ritmo aumentou claramente e as bancadas começaram a responder com cada vez mais barulho, até porque o nervoso miudinho crescia com a imprevisibilidade do tempo.
Contudo, essas melhorias acabaram por ser temporárias e a verdade é que os últimos 15 minutos deixaram bastante a desejar, talvez pelo cansaço acumulado do jogo e o receio de sofrer na ponta final. O 1-1 persistiu até final e os rivais dividiram pontos, mantendo tudo igual no topo da Liga BPI.
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