“Estou orgulhoso do que minha equipe fez”, diz Vítor Pereira em derrota na volta para Flamengo | OneFootball

“Estou orgulhoso do que minha equipe fez”, diz Vítor Pereira em derrota na volta para Flamengo

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Após a derrota e eliminação para o Flamengo nas quartas de final da Libertadores, o técnico do Corinthians, Vítor Pereira destacou a postura da equipe e a competitividade frente ao forte Rubro-negro na derrota, por 1 a 0 nesta terça-feira, no Maracanã. Na partida de ida, o Timão já havia perdido por 2 a 0, isto é, 3 a 0 no agregado.

O jogo foi competitivo, discutimos metro a metro, olhos nos olhos até o gol deles. Fizemos um bom jogo, pressionamos de forma organizada, ligando corredores, criamos problemas, faltou definição no último terço. Isso até o gol. No gol, evidentemente, com a desvantagem tão grande… — destacou.

O comandante alvinegro comentou sobre a expulsão de Bruno Mendez, na segunda etapa, e não deixou de comparar com o lance polêmico do primeiro jogo, quando a bola resvala em João Gomes e sobra para De Arrascaeta assinalar um golaço, primeiro na vitória flamenguista, de 2 a 0.

Onde a eliminatória se resolveu foi na segunda parte no nosso estádio. Depois do gol e da expulsão, evidentemente, seria quase impossível reverter a situação. Aqui uma mão na bola deu expulsão, em nossa casa tivemos no primeiro gol deles mão na bola e não deu nada, deu gol contra nós. O que quero realçar é que fizemos, na minha opinião – e eu respeito a opinião de toda a gente – no nosso melhor período, na segunda parte, sofremos o gol. Eles definiram, fizeram o gol, e aí sim nos desorganizamos — completou.

O treinador fez questão de lembrar que esta é a melhor campanha desde 2012 do Corinthians na Libertadores:

— Há quanto tempo o Corinthians não chegava nessa fase? Quantos jogadores o Corinthians teve fora nessa Libertadores? Dez jogadores. Chegou até aqui, foi eliminado por quem? Pelo Flamengo. Que tem um elenco…

Vítor Pereira também explicou sua estratégia e ainda comentou sobre a ausência de Gil em campo, além das atuações dos medalhões:

— Fizemos as coisas para arriscar no momento certo e tentar ganhar o jogo. Pena que levamos o gol. Não acredito que ele estivesse fresco, com capacidade neste jogo. Os laterais foram à exaustão os dois que jogaram no último jogo. Quais são os outros medalhões? Às vezes não entendo os jogadores que falam que eu deveria ter no jogo. Giuliano? Ele tem jogado os jogos todos. Quando joga é criticado, quando não joga deveria estar dentro. Quando se perde, todo mundo tem razão, menos o treinador.

Vítor Pereira encerrou reforçando seu método de trabalho e seu orgulho com o desempenho da equipe até sofrer o gol:

— Nosso trabalho é competente, rigoroso. Se temos que fazer gestão é porque sentimos que o jogador não está em condição de estar em seu melhor nível no jogo. Estou orgulhoso do que minha equipe fez, estrategicamente bem trabalhado até o gol deles. Depois do gol há uma quebra, uma determinada desorganização. Até aí estávamos a provocar erros no Flamengo.

Agora, disputando apenas a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro, o Corinthians terá pela frente uma tabela repleta de desafios. Neste sábado, voltará a campo para enfrentar o rival e líder do Brasileirão, Palmeiras, às 19h, na Neo Química Arena. E na próxima terça-feira (17), receberá o Atlético-GO, pela partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil. A partida de ida terminou 2 a 0 para o Dragão e o Timão busca reverter o resultado para se manter vivo em mais uma competição.

Confira mais respostas do comandante Vítor Pereira:

Sobre os medalhões

— Medalhões jogam… Não podemos jogar com uma equipe e depois trocar por outra. Como tivemos que jogar três dias atrás, debaixo de chuva, com terreno pesado, senti que alguns deles foram ao limite. Só quem não sabe nada de futebol, quem nunca esteve dentro, a treinar, não há 30 anos, mas agora, com a intensidade que se joga agora, não entende por que tive que fazer a gestão. Seriam incapazes de pressionar como eu quero e acelerar o jogo como eu quero. Seria impossível. Já aconteceu outras vezes.

— O Renato tem que ter cuidado, vinha de uma paragem longa, outro dia jogou 30 minutos, hoje 45. Só se quiséssemos que ele voltasse atrás. Balbuena estava cansado, está numa sequência, debaixo de fadiga, por isso alguns erros que não são normais dele. Foi necessário jogar jogos consecutivos e, se olharmos para os últimos jogos, teve erros que não são normais deles. Não acredito que Gil estivesse fresco para jogar hoje. Róger na segunda parte foi ao limite. Não poderíamos vir aqui desequilibrados.

Sobre a escalação controversa

— Penso em apresentar uma equipe equilibrada. Chegar aqui ao Flamengo e levar gol cedo acabaria com a eliminatória. Nós competimos até o gol, de forma equilibrada, coletiva, organizada, portanto, todas as decisões que tomei hoje não foram gestão física, foram técnica, tática e física também. A escalação e substituições tiveram critério por trás, não só físico, mas também tático e técnico.

— A seguir vão querer que ganhe do Palmeiras. Queriam que ganhasse aqui, do Palmeiras daqui a quatro dias e depois que se reverta da Copa do Brasil em mais quatro dias. Mas o futebol não é assim, não é isso, do outro lado há uma equipe, há qualidade, uma equipe que quer ganhar, tem argumentos. Mas a atitude tem que estar lá sempre. Hoje tivemos caráter, atitude, quisemos reverter. Não é se jogou A ou B, se tivéssemos perdido estaríamos aqui dizendo porque não geriu de outra forma.

Sobre Yuri Alberto e Róger Guedes

— Tem que encontrar equilíbrio. Se os dois me derem o equilíbrio que pretendo, há jogos que podem jogar juntos, mas há jogos que não sinto a equipe equilibrada com os dois.

Análise do jogo

— Preferia ter jogo, preferia não ter sido eliminado. Naturalmente, o jogar melhor tem a ver com o treinar. Treinar melhor resulta em jogar, tendo duas semanas de trabalho acredito que se possa corrigir alguns pormenores, dinamizar melhor a equipe, mas também não deixo que comecem a dizer que o Corinthians joga pouco. Já se criou o conceito… até o gol o Corinthians bateu de igual para igual, o Flamengo não foi melhor. O Flamengo jogou bem, mas o Corinthians jogou? Isso não. Sabe por que? Muitos de vocês catalogaram, começaram a dizer que o Corinthians jogava mal. Como ficaram reféns disso, não conseguem dizer que o Corinthians joga bem. Hoje jogamos bem taticamente, estrategicamente e tecnicamente até o gol. Depois caímos, naturalmente. Amanhã, se disserem que jogamos mal, é porque viram um futebol diferente do meu.

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