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·23 de setembro de 2022

Especialistas dizem que Guayaquil vive surto de violência igual ao de Medellin de Pablo Escobar

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Ruas e bairros fechados por portões colocados pelos próprios moradores. Casas completamente gradeadas, mas também medo geral de sair de casa à noite. Presença das forças armadas nas ruas. Assaltos à luz do dia e cerca de dois mil assassinatos em 2021, inclusive de autoridades. Essa é a realidade de Guayaquil, cidade escolhida pela Conmebol como palco da final da Libertadores 2022.

Para especialistas em segurança pública, a maior cidade do Equador vive uma explosão de violência que a coloca em condições de comparação com outro símbolo de caos urbano na América Latina. Para os estudiosos, a Guayaquil do início da década de 20 do século 21 vive situação semelhante à Medellin do final dos anos 1980.

Naquela época, a cidade colombiana vivia sob controle do narcotráfico, liderado pelo lendário Pablo Escobar, morto em 1993. Desde então, Medellin conseguiu se recuperar e hoje vive uma situação muito mais controlada. Guayaquil, porém, tornou-se uma terra sem lei.

Pela posição privilegiada de porta de saída dos países andinos para o Oceano Pacífico, Guayaquil se transformou em ponto fundamental na cadeia produtiva do tráfico de drogas, principalmente a cocaína, ainda produzida em larga escala nas montanhas da Bolívia e do Peru.

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Palco da final da Libertadores, Guayaquil sofre com onda de violência. Foto: Dana Moreira / AFP via Getty Images

Zona sul da cidade é área sem lei sob controle de traficantes

A Guayaquil atual sofre com domínio de quadrilhas que disputam território em plena luz do dia. A região sul da cidade, abaixo do principal ponto turístico, o Malecon, é zona sem lei, Apenas em janeiro de 2022, foram 73 mortes violentas na região de Guasmo Sur. Foi o mês mais violento desde que as autoridades computam os dados.

“Isto é uma guerra”, declarou o em outubro de 2021 o então governador de Guayas, a província onde fica Guayaquil. “O que estamos vivendo hoje é o que vivia a Colômbia nos anos 1980 e 90, comparou Pablo Arosemena.

Além da guerra entre as gangues que atuam no envio da droga para os mercados consumidores, houve também explosão no consumo interno. Com isso, os delitos cotidianos também explodiram, como furtos, roubos e invasões de residências. Os cidadãos dos bairros mais pobres vivem em constante estado de terror.

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Violência de Guayaquil escala e índice de homicídios chega a números alarmantes.

Foto: autor anônimo

Conmebol não pensa em tirar final de Guayaquil

Guayaquil entrou em 2022 na lista das 50 cidades mais violentas do mundo. Uma posição que assustou as autoridades, pois a cidade é vista como fundamental na indústria do turismo no país. Na lista estão 18 cidades no México, 11 no Brasil, sete nos Estados Unidos, quatro na África do Sul, quatro na Colômbia, duas em Honduras, uma em Porto Rico, uma no Haiti, uma na Jamaica e Guayaquil na 50ª posição.

Todavia, a Conmebol não dá sinais de que pensa em trocar a sede da final da Copa Libertadores, entre Flamengo e Athletico-PR. O jogo está marcado para 29 de outubro. Os torcedores dos dois clubes já relatam falta de acomodações na cidade e preços abusivos. O MRN preparou um guia com informações e dicas para quem vai viajar.

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