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Edu, um dos grandes ponteiros do futebol mundial

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“Tudo que eu tenho, o que eu conquistei e a minha projeção foi toda aqui. Às vezes, tem cara que me abraça e chora. De vez em quando, eu também choro junto, é um negócio louco”.

Palavras sinceras ditas por alguém que realmente tem o Santos em seu coração. E expressam o sentimento verdadeiro daquele menino que chegou à Vila Belmiro e se tornou um dos maiores ídolos que vestiu a camisa 11 do Alvinegro mais famoso do mundo.

Jonas Eduardo Américo, o Edu, menino prodígio que nasceu em Jaú, cidade distante 296 km da capital, localizada na região central do estado de São Paulo. E foi lá na “Capital da Terra Roxa” que o menino Edu veio ao mundo, no dia 6 de agosto de 1949, um sábado.

O começo no futebol foi nas categorias de base do time Alvinegro. O imberbe adolescente estreou pelos profissionais com apenas 16 anos, seis meses e 25 dias, sendo o 9º atleta mais jovem a disputar uma partida profissional pelo Peixe.

A estreia foi na vitória diante da Portuguesa de Desportos, no dia 3 de março de 1966, por 2 a 1, em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo, realizada no Pacaembu. Edílson, contra, e Salomão, marcaram os gols do Santos.

O aniversariante do dia jogou uma sequência de sete jogos como titular e foi reconhecido pela torcida como um dos principais jogadores na conquista do Torneio Rio-São Paulo de 1966.

Suas destacadas atuações chamaram a atenção dos dirigentes da Seleção Brasileira que viram nele um jogador de muita habilidade e futuro, convocando-o para a disputa da Copa do Mundo na Inglaterra naquele ano. E, aos 16 anos, ele se tornou o jogador mais jovem a participar de um Mundial, recorde que se mantém até os dias de hoje.

O drible e o gingado eram duas grandes características de Edu. Com tamanha habilidade, era capaz de escapar de qualquer marcador. E devido ao seu talento, em algumas oportunidades atuou também na ponta-direita e como centroavante do time santista. Batedor exímio de faltas deixou sua marca em várias oportunidades deixando atônitos os goleiros adversários.

Foi Pelé quem indicou o menino Edu para o Santos. O Rei estava de férias no interior em 1964 e perguntou para os irmãos de Edu se alguém da família jogava bola.  Assim, Edu e Pelé se conheceram e o Rei levou o jovem menino de Jaú para fazer testes no Estádio Urbano Caldeira, sendo aprovado.

Três passagens pela Seleção Brasileira

Após a Copa do Mundo de 1966, Edu participou das Copas de 1970 e 1974. Ele foi fundamental para a classificação do Brasil para a Copa de 1970, atuando em todos os jogos das eliminatórias. Ao todo fez 54 jogos e marcou 12 gols pela Seleção Canarinho e foi campeão mundial em 1970.

Ídolo Eterno que tem uma identificação forte com o Alvinegro Praiano

Edu, o excepcional ponta-esquerda do Alvinegro, jogou no Santos, no período de 1966 a 1976, 584 partidas e marcou 184 gols e é o 7º artilheiro na artilharia geral e o 6º atleta que mais vezes jogou pelo Peixe em toda a sua secular história.

Pelo Peixe conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1966, os Campeonatos Paulistas de 1967, 1968, 1969 e 1973, o Campeonato Brasileiro de 1968, a Recopa Sul-americana e a Recopa Mundial de 1968.

A última vez em que Edu vestiu a camisa santista foi no dia 17 de novembro de 1976, em uma partida de caráter amistoso na cidade de Catanduva, no estádio Sílvio Telles, vencida pelo Santos por 1 a 0 com um gol dele nessa despedida do Alvinegro o time que ele mais amou e ama até hoje.

Nesse adeus do time Campeão da Técnica e da Disciplina, o técnico Zé Duarte mandou a campo a seguinte formação: Wilson Quiqueto, Fernando, Ailton Silva, Bianchi (Neto) e Zé Carlos (Almeida); Clodoaldo e Aílton Lira (Alceu); Tata, Freitas (Juary), Zé Mário e Edu (Admundo).

Depois de deixar o Peixe em 1976 foi jogar no Alvinegro do Parque São Jorge sem muito destaque, seguindo sua carreira jogando pelo Internacional/RS, Tampa Bay, dos Estados Unidos; Monterrey, do México; São Cristóvão/RJ, Nacional/AM e Dom Bosco/MT.

Quando abandonou a carreira tornou-se a grande atração de uma Seleção de Masters que excursionava pelo Brasil e nos dias atuais costuma jogar em partidas de veteranos pelo interior do Estado sempre que requisitado pelos amigos que conquistou nos gramados de todo o Brasil.

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