Edenilson, capitão do Inter: “Me cobro muito por um título, sinto essas eliminações” | OneFootball

Edenilson, capitão do Inter: “Me cobro muito por um título, sinto essas eliminações”

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Há (ou havia) uma máximo no futebol: o pênalti é algo tão importante, que o presidente do clube é quem deveria bater. Na ausência do presidente, o capitão. Edenilson, o capitão colorado, foi escolhido para abrir a decisão por pênaltis com o Melgar (sim, o Inter, diante de 43 mil colorados, no Beira-Rio, não conseguiu ganhar por 1 a 0 do clube peruano, e levou a disputa à semifinal da Copa Sul-Americana para as penalidades).

Edenilson tomou distância, correu e… o goleiro Cáceda defendeu. Ele defenderia ainda os chutes de Taison e de De Pena. Com a incrível derrota por 3 a 1 na penalidades, Edenilson voltou a ser alvo de protesto dos torcedores (junto com Taison). Afinal, o camisa 8 esteve em todos os recentes fracassos do Inter. É difícil imaginar a sequência de Edenilson no clube para 2023. Ainda que tenha contrato.

Ao deixar o vestiário, Edenilson parou para dar entrevista na zona mista. Disse ele:

“Assumo a responsabilidade, claro, assim como também sei que o futebol é coletivo. Lógico que eu sou o que está há mais tempo aqui e me cobro muito por um título, sinto também essas eliminações. Sou um jogador como os outros, trabalho para conquistar meu espaço. Conquistei a condição de batedor (de pênaltis) por cobrar, converter, errei também, mas me cobram porque eu fiz algo”.

E seguiu:

“A torcida cobra. O torcedor tem a sua razão desde que a cobrança seja pacífica, que não agrida o patrimônio do clube. Não me senti perseguido. Se eu sou cobrado é porque em algum momento mostrei potencial. Sou cobrado e quero ganhar títulos, me cobro muito, ainda não consegui, mas peço um voto de confiança para esse grupo, que é novo”.

Ao final, o capitão colorado comentou:

“Para chegar a uma decisão você precisa passar por outras. Para chegar até as quartas passamos pelas oitavas. Acho que não é aceitável falar que eu não contribuí para chegarmos às decisões. No Brasileirão de 2020, eu assumi as responsabilidades para o time chegar brigando, assim com outros, pois futebol é coletivo. Estou aqui para assumir minha responsabilidade, não pude converter o pênalti, mas vou trabalhar para melhorar”.

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