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·26 de setembro de 2022

Donnarumma acumula milagres e a Itália frustra a Hungria em Budapeste para avançar ao Final Four

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A Itália atravessa meses sem tantos motivos para se empolgar, com a ausência na Copa do Mundo. A ressaca pela conquista da Eurocopa se transformou em decepção e, cheio de desfalques, o time tentou se virar como deu na atual edição da Liga das Nações. Embora longe de exibir o melhor futebol, conseguiu se garantir no Final Four. Os maus desempenhos de Alemanha e Inglaterra auxiliaram a Azzurra. Enquanto isso, o time se impôs nos confrontos diretos com uma inflamada Hungria, sua principal concorrente. Nesta segunda, os magiares dependiam apenas do empate na Puskás Arena. Os italianos fizeram uma boa exibição e, sem o mesmo senso de responsabilidade, venceram por 2 a 0. Gianluigi Donnarumma fez a diferença, com uma coleção de defesas.

A Hungria praticamente repetia a escalação que venceu a Alemanha na última sexta. Péter Gulácsi, Willi Orbán e Attila Szalai eram os pilares defensivos do técnico Marco Rossi, com Attila Fiola e András Schäfer servindo de boas opções no meio. Já na frente, Loïc Négo entrava na ligação ao lado de Dominik Szoboszlai, com Ádám Szalai aparecendo no comando do ataque. O centroavante, em seu último jogo pela seleção, chorou copiosamente na hora do hino. Já a Itália também repetiu dez nomes em relação à vitória sobre a Inglaterra, com a novidade na entrada de Wilfried Gnonto ao lado de Giacomo Raspadori no ataque. Rafael Tolói estava mantido na zaga que protegia Gianluigi Donnarumma. Mais à frente, Giovanni Di Lorenzo e Federico Dimarco tinham liberdade nas alas, com o trio de meio formado de Nicolò Barella, Jorginho e Bryan Cristante.

A Hungria iniciou a partida mais à frente, mas logo seria empurrada para o campo de defesa. A Itália apertava bastante a marcação e dificultava a saída dos magiares pelo chão. Assim, o domínio territorial era da Azzurra. O gol quase veio numa pixotada de Gulácsi, aos quatro minutos. Cristante cruzou e a bola escapuliu por entre os dedos do goleiro, mas Attila Szalai salvou em cima da linha. Os italianos passavam a ficar mais no campo de ataque e exploravam bastante o lado direito, com as subidas de Di Lorenzo. Os húngaros tinham uma atuação desligada, mas pelo menos evitavam chances claras aos adversários.

Por volta dos 25, a Hungria voltou a aparecer no ataque. Dentro das limitações, conseguiu encaixar dois contragolpes com Szoboszlai e Ádám Szalai. Entretanto, um descuido na saída de bola custou caro para os magiares, com o gol da Itália aos 27. Foram dois passes ruins, até que Gnonto saísse na cara do gol graças a um recuo e fosse travado por Gulácsi. O rebote ficou vivo na área e Giacomo Raspadori aproveitou para marcar. Os húngaros sentiam o baque e quase o segundo tento da Azzurra saiu, num tiro cruzado de Di Lorenzo que passou zunindo ao lado da trave.

A Hungria só melhorou nos 15 minutos finais do primeiro tempo. Finalmente conseguiu avançar em campo e se fazer mais presente no campo de ataque. As bolas paradas com Szoboszlai rendiam as principais ameaças dos magiares. A defesa da Itália tinha claros problemas para prevenir os riscos pelo alto. Numa dessas, Attila Szalai teve a chance de empate numa bola na pequena área, mas furou bem na hora do chute. Szoboszlai também testaria Donnarumma, sem tantas dificuldades para o goleiro.

Na volta para o segundo tempo, a Hungria passou a contar com Callum Styles no meio-campo, enquanto Alessandro Bastoni era novidade na zaga da Itália. O jogo se prometia mais aberto, primeiro com um tiro para fora de Di Lorenzo. Isso até que um bombardeiro se desenrolasse contra a meta italiana, com Donnarumma evitando milagrosamente o gol da Hungria. Primeiro foi Négo quem testou, mas o goleiro espalmou o chute cruzado e, no rebote, Szoboszlai foi travado dentro da área. A sobra ainda ficou viva e Styles mandou a sapatada de longe, para mais uma defesa de Donnarumma. Por fim, na intervenção mais difícil, o arqueiro salvou uma bola nos pés de Ádám Szalai.

Como se o lamento não bastasse, a Hungria tomou o segundo gol logo no ataque seguinte dos visitantes, aos sete minutos. A Itália trocou passes com qualidade pelo lado direito, com uma enfiada de Barella para a arrancada de Cristante na linha de fundo. O cruzamento rasteiro chegou no segundo pau para Dimarco, que entrou rasgando e concluiu quase em cima da linha. E quando os magiares tentaram novamente o empate, aos dez, Styles cabeceou sozinho e Donnarumma operou mais uma defesa sensacional com a perna, no contrapé. O goleiro era o principal responsável pela frustração dos anfitriões.

Mais uma troca aconteceu na Hungria aos 12, com Dániel Gazdag no lugar de Milos Kerkez, deixando a equipe mais ofensiva. Enquanto isso, a Itália não tinha medo de arriscar e Dimarco mandou uma pancada por cima. Aos poucos, a Hungria voltou a se colocar no campo de ataque. Os chutes de fora de Styles eram um caminho. Num tiro desviado, Donnarumma se desdobrou em outra defesaça, antes de dar sorte ao sair errado num escanteio. Pouco depois, seria a vez de Leonardo Bonucci triscar para fora mais uma pancada de Styles. Manolo Gabbiadini virou alternativa no ataque italiano após lesão de Gnonto, aos 21.

A Hungria permanecia no ataque, mas produzia pouco. As mudanças dos dois lados renovavam as energias e Ádám Szalai saiu sob muitos aplausos, para Martin Ádám dar novo gás ao ataque. Um lance bastante controverso aconteceu aos 35, quando Martin Ádám saía de frente para o gol e foi empurrado pelas costas. Parecia um pênalti claro, mas o árbitro não anotou a infração após a revisão. Tal lance pareceu sepultar as esperanças dos anfitriões. A reta final seria morna, com os italianos gastando o tempo. Mesmo Szoboszlai, pouco efetivo na segunda etapa, deixou o campo. Gulácsi ainda evitou o terceiro de Dimarco num chute cruzado, antes de Gianluca Scamacca acertar a rede pelo lado de fora. Nem isso os húngaros conseguiriam, numa noite que se prometia histórica e terminaria amarga.

A Itália chega aos 11 pontos na Liga das Nações e fecha o grupo na liderança, classificada para o Final Four ao lado de Holanda / Países Baixos e Croácia. As duas vitórias sobre a Hungria determinaram o sucesso da Azzurra. Os húngaros estacionaram nos dez pontos, com triunfos históricos sobre Inglaterra e Alemanha que se provaram insuficientes por causa dos confrontos diretos com os italianos. Pelo futebol exibido, os magiares mereciam sorte melhor. Os ingleses, vale lembrar, terminaram rebaixados.

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