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Dez anos depois, Cássio lembra jogo mais difícil na campanha da Libertadores

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A segunda-feira começou nostálgica para o torcedor do Corinthians, que comemora neste 4 de julho dez anos da sua primeira e única Libertadores, em cima do Boca Juniors, justamente o adversário desta terça, pelas oitavas de final da competição na atual edição.

O goleiro Cássio, dono da meta corintiana na inédita conquista e até hoje em alto nível, com ótimos números em 2022, não acredita que os dois duelos da final contra os xeneizes foram os mais marcantes.

“O time do Vasco era muito bom, né? Naquela época tinha uma equipe muito forte. Eu acho que, para mim, foi o jogo mais marcante. A torcida do Vasco é uma torcida que empurra e faz um caldeirão lá em São Januário. Então, creio que esse jogo (mais marcante), até porque, assim, sem menosprezar ninguém, depois chegamos à semifinal e à final, mas acho que, ali, não”, iniciou o arqueiro em entrevista exclusiva à TV Gazeta.

“Contra o Vasco foi um divisor de águas, até porque havia duas equipes muito qualificadas e acho que, depois da maneira que a gente passou contra o Vasco, caiu a ficha. ‘Não podemos deixar escapar a Libertadores, é nossa’ e, no meu ponto de vista, ali foi uma final que a gente passou e, depois, automaticamente foi jogando o campeonato, a semifinal e a final, e acabou sendo campeão”, completou.

Foi no jogo de volta das quartas de final contra o Cruz-Maltino, no Pacaembu, que o camisa 12 defendeu o chute de Diego Souza, após erro do então companheiro – e hoje gerente de futebol – Alessandro. Ao contrário de comentários que já ouviu desde então, Cássio garante que treinou (e muito!) para defender aquele chute.

“Eu deixei de falar sobre isso antes, às vezes as pessoas falaram que foi sorte, que o Diego mostrou o lado… Não, foi feito no treinamento. Muitas vezes, depois do treino, eu ficava com o Mauri (Lima, preparador de goleiros), era um cara que me cobrava muito nesse sentido por eu ser um goleiro alto e, creio eu, com grande envergadura”, falou.

“Ele fazia um chute para mim, eu fazia o encaixe e rolava para ele. Nesse rolar (da bola), ele vinha numa situação parecida com a do Diego Souza, cara a cara. Esse tipo de defesa que eu fiz não foi uma defesa do acaso, algum desvio. Algumas pessoas falam, mas Diego Souza perdeu o gol na hora. Não, eu defendi e eu defendi porque eu treinei para defender aquela bola”, finalizou o “herói” daquela noite e de tantos outros títulos do Timão.

Campanha invicta do Corinthians na Libertadores de 2012:

1 – 15/02/2012 – Deportivo Táchira 1 x 1 Corinthians Gol: Ralf, aos 48 minutos do segundo tempo

2 – 07/03/2012 – Corinthians 2 x 0 Nacional Gols: Danilo e Jorge Henrique

3 – 14/03/2012 – Cruz Azul 0 x 0 Corinthians

4 – 21/03/2012 – Corinthians 1 x 0 Cruz Azul Gol: Danilo

5 – 11/04/2012 – Nacional 1 x 3 Corinthians Gols: Jorge Henrique, Emerson Sheik e Elton

6 – Corinthians 6 x 0 Deportivo Táchira Gols: Danilo, Paulinho, Jorge Henrique, Emerson, Liedson e Douglas

7 – 02/05/2012 – Emelec 0 x 0 Corinthians (oitavas de final) Jogou com um a menos (Jorge Henrique) desde os sete minutos do primeiro tempo

8 – 09/05/2012 – Corinthians 3 x 0 Emelec (oitavas de final) Gols: Fábio Santos, Paulinho e Alex

9 – 16/05/2012 – Vasco 0 x 0 Corinthians (quartas de final)

10 – 23/05/2012 – Corinthians 1 x 0 Vasco (quartas de final) Gol: Paulinho / defesa de Cássio em chute de Diego Souza

11 – 13/06/2012 – Santos 0 x 1 Corinthians (semifinal) Gol: Emerson Sheik

12 – 20/06/2012 – Corinthians 1 x 1 Santos (semifinal) Gol: Danilo

13 – 27/06/2012 – Boca Juniors 1 x 1 Corinthians (final) Gol: Romarinho

14 – 04/07/2012 – Corinthians 2 x 0 Boca Juniors (final) Gols: Emerson Sheik

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