Dentro de suas perspectivas, Juventus e Atalanta começaram com o pé direito na UCL

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Nesta terça-feira (14), a largada da Champions League foi dada. No primeiro dia da fase de grupos da competição, Juventus e Atalanta representaram a Itália no torneio e cumpriram bom papel. Enquanto a Velha Senhora venceu o Malmö e afastou, ao menos parcialmente, o fantasma da má fase, a Dea alcançou um ótimo resultado na Espanha, contra o Villarreal, atual campeão da Europa League. Os placares foram boas respostas para as dúvidas criadas perante às duas equipes dentro de suas perspectivas na competição.

Malmö 0-3 Juventus

No Grupo H, ao lado de Chelsea, Zenit e Malmö, a Juventus de Allegri fez o que se esperava dela na estreia contra os suecos. Porém, existia uma grande desconfiança em relação ao desempenho da equipe, já que as duas derrotas recentes para Empoli e Napoli, além da terrível 16ª posição na Serie A, assombravam os bianconeri.

Com a volta de Dybala e Cuadrado ao onze inicial, a Velha Senhora se mostrou mais leve dentro das quatro linhas e oferecia alternativas a mais no setor ofensivo. Este aspecto foi notado logo no início, quando, aos 9 minutos, Morata aproveitou a ótima infiltração do argentino no meio da defesa sueca e o deixou na cara do goleiro – no entanto, a execução foi atrapalhada pelo escorregão do camisa 10 já dentro da área. Àquela altura, a Juve dominava o meio-campo, com uma combinação interessante entre Locatelli, Bentancur e Rabiot, que conseguiam fazer o jogo rodar. Justamente em uma ocasião assim, o placar foi aberto na metade da primeira etapa.

A bola saiu da canhota com o francês, passou pelo uruguaio e chegou rapidamente para Cuadrado, na direita. Em sua especialidade, o colombiano cruzou para Alex Sandro aparecer na segunda trave e abrir a contagem. A comemoração foi bastante efusiva, como se um grande peso tivesse sido removido dos ombros dos jogadores. Assim, as jogadas se tornaram mais naturais e intuitivas, como aconteceu poucos minutos após o gol, em lançamento de Bonucci para mais uma escapada do lateral brasileiro.

A Velha Senhora aproveitava a linha alta da lenta defesa do Malmö e insistia nos lançamentos em profundidade. À exemplo das chances de Dybala e Alex Sandro, Morata recebeu uma dessas de Danilo e sofreu falta dentro da área. Pênalti para a Juve. Na cobrança, aos 45 do primeiro tempo, La Joya voltou a escorregar na área dos donos da casa, mas a batida, dessa vez, entrou. Ainda dava tempo pra mais e era a hora do número 9. Após passe de Rabiot e confusão da zaga, Morata ficou cara a cara com o goleiro e escorou para as redes no último lance da primeira etapa.

Na segunda metade da partida, o ritmo caiu um pouco e os comandados de Allegri administraram a elástica vantagem de três gols. O entendimento do trio de frente, contudo, seguia intacto. Em linda combinação entre Cuadrado e Dybala no minuto 62, o argentino achou um toque de letra para Morata, que finalizou e parou na boa defesa de Diawara. Essa foi a última ação concreta do espanhol, que deixou o campo para a entrada de Kean. Porém, mesmo com a conhecida intensidade do jovem atacante, a Juve seguiu cadenciando o jogo, sem tanta agressividade.

A primeira chegada concreta dos suecos ocorreu apenas restando sete minutos para o apito final, em cruzamento certeiro do lateral-esquerdo Olsson para Colak, que assustou Szczesny. O fim do jogo animou o Malmö, que chegou de forma aguda com chute cruzado do ala escandinavo, com boa intervenção do goleiro polonês. No final das contas, a vitória da Juventus foi confirmada e deu alívio para Allegri e companhia. No outro jogo da chave, o Chelsea venceu o Zenit por 1 a 0.

Gosens anotou o gol que sacramentou o empate entre Villarreal e Atalanta, na Espanha (imago)

Villarreal 2-2 Atalanta

No Estadio de La Cerámica, a expectativa era por um duelo bastante interessante que poderia nortear a briga por vaga nas oitavas, admitindo o favoritismo do Manchester United – mesmo com a estreia negativa do time de Cristiano Ronaldo, que levou 2 a 1 do Young Boys. Além disso, os perfis ofensivos dos dois times ditaram a tônica do jogo, que se mostrou recheado de oportunidades e reviravoltas.

Logo de cara, um excelente início da Atalanta, que usufruiu de uma das grandes armas de seu ataque: o pivô de Zapata. Com o colombiano escorando, Freuler apareceu na área e soltou uma bomba para abrir o placar com apenas 5 minutos de bola rolando. A vantagem no marcador, que já era excelente, quase foi ampliada minutos depois, em contra-ataque fulminante construído individualmente por Pessina. O camisa 32 correu praticamente todo o campo com a bola nos pés em 12 segundos, mas, na hora de finalizar, mandou longe.

Apesar da pressão, ainda que desorganizada, dos donos da casa, a Dea era quem conseguia ser mais efetiva nas chegadas ao ataque e, assim, construiu mais uma grande oportunidade no meio da primeira etapa. Malinovskyi buscou lançamento de muito longe e contou com a sorte de um desvio no meio do caminho para habilitar Zapata, que teve tempo para dominar e arrematar, mas a bola passou raspando a trave de Rulli – um impedimento acabou sendo assinalado no lance.

Depois de muitas tentativas, o Submarino Amarelo enfim chegou ao empate, com Trigueros aproveitando cruzamento de Pedraza na pequena área, aos 39 minutos. Com o empate dos anfitriões, a atmosfera mudava completamente no antigo El Madrigal. No minuto seguinte, Parejo cobrou falta na área e Musso fez seu primeiro milagre no jogo, em cabeçada à queima-roupa de Gerard Moreno. O intervalo era o melhor remédio para os comandados de Gasperini respirarem.

Os 15 minutos no vestiário fizeram muito bem para a Atalanta, que voltou mais enérgica e incisiva na parte ofensiva. No primeiro lance da segunda etapa, Malinovskyi emendou um lindo chute na gaveta e obrigou Rulli a voar para salvar o Villarreal. No minuto 53, mais uma espetada dos nerazzurri: o ucraniano cobrou escanteio da esquerda e Zapata apareceu na primeira trave para cabecear no travessão. O segundo gol se aproximava cada vez mais. Porém, o tiro saiu pela culatra. Em erro na saída de bola italiana, Danjuma recebeu de Moreno e, cara a cara com Musso, bateu forte para virar o placar aos 73.

Com pouco mais de 10 minutos para buscar ao menos um empate, Gasperini recorreu ao banco e colocou Miranchuk em campo. O camisa 59 substituiu Pessina e, em uma de suas primeiras aparições na partida, ajeitou – sem querer – para Gosens. O ala alemão, exercendo a sua característica de pisar na área para finalizar, igualou o marcador, chutando na saída de Rulli. Ainda houve tempo para Coquelin ser expulso, depois de passar alguns minutos “implorando” pelo segundo cartão amarelo, e para mais um milagre de Musso: nos acréscimos, o argentino defendeu, com muito poder de reação, uma cabeçada de Gerard e garantiu empate positivo para a Dea na briga direta com o Villarreal.

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