Cruzeiro é o primeiro grande a não voltar à elite um ano após cair para a Série B?

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A derrota por 1 a 0 dentro do Mineirão contra um Oeste já condenado à Série C foi mais um dos tantos episódios tristes da história do Cruzeiro. Por significados diversos. Ter acontecido na esteira de outra semana marcada por crises institucionais, que mostram a assustadora profundidade do buraco em que o clube se meteu, é uma delas. Mas a mais emblemática foi que o resultado, válido pela 34ª rodada, praticamente acabou com as chances de retorno à elite do futebol brasileiro um ano após o rebaixamento da Raposa. Um feito raríssimo na história dos nossos maiores clubes.

O futebol brasileiro – e mundial - passa por um processo de afunilamento na compreensão do que significa ser considerado um “clube gigante”. Por aqui, a história da construção dos gigantismos têm origem em campeonatos regionais disputados em regiões que, em muitos casos, têm o tamanho de países europeus. O Brasil, afinal de contas, é um país de dimensões continentais. Neste texto vamos considerar que o futebol brasileiro conta com 13 gigantes, embora vários deles não sejam atualmente grandes potências esportivas no cenário nacional: os quatro emblemas tanto do Rio de Janeiro quanto de São Paulo, os dois de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul e o Bahia.

Dentre estes, a maior parte já viveu a decepção de um rebaixamento – às vezes de vários. Mas o retorno à elite logo após um ano na segunda divisão tem sido, até aqui, quase uma regra. Será o Cruzeiro o primeiro clube, dentre estes considerados gigantes, a não ter conseguido retornar à elite do futebol logo depois de ter caído? Vamos aos casos.

Asterisco para o Grêmio

Em 1991 o Grêmio foi rebaixado à segunda divisão com requintes de crueldade, uma vez que no duelo que sentenciou a degola Renato Portaluppi e De León, heróis históricos da década anterior, estavam no lado adversário vestindo a camisa do Botafogo.

O Tricolor Gaúcho fez uma péssima campanha na segunda divisão de 1992, terminando apenas na sétima posição, mas ao invés de seguir com o regulamento que previa apenas dois acessos, a CBF mudou a regra: distribuiu 12 vagas aos melhores colocados da Série B, o que resultou no retorno do Grêmio à elite em 1993 – e para não ter que fazer tudo isso de novo, a CBF blindou os seus 13 grandes clubes do rebaixamento naquele ano.

Ou seja: em campo e se não houvesse virada de mesa, o Grêmio teria que permanecer na segunda divisão um ano após a queda. Oficialmente isso não aconteceu, mas vale o registro.

Fluminense, Bahia... e Cruzeiro

O Brasileirão de 1998 terminou com dois gigantes rebaixados e sem viradas de mesa. Fluminense e Bahia caíram para a Série B e não retornariam à elite na temporada seguinte. Os cariocas foram rebaixados à terceira divisão, enquanto os baianos permaneceram na segundona para 1999. Foram, oficialmente, os dois primeiros casos de clubes grandes que não retornaram logo após a queda. Agora, o Cruzeiro se une a este grupo de gigantes que tiveram que conviver com esta triste e decepcionante realidade.