Como Marcão ressuscitou o futebol do Flu após ‘perder a paciência’ | OneFootball

Como Marcão ressuscitou o futebol do Flu após ‘perder a paciência’

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A incontestável vitória do Fluminense sobre o Flamengo por 3 a 1, na noite de sábado (23), no Maracanã, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, tem as digitais do técnico Marcão. De uma sequência de três jogos sem vitórias para duas vitórias consecutivas, que deixam o time vivo na briga por uma vaga na Libertadores. Mas para alcançar essa marca animadora, o treinador teve que perder a paciência com o time.

Marcão devolveu a paz ao Fluminense depois de uma série de três jogos sem vitórias e gols – Lucas Merçon / Fluminense FC

Após a derrota para o Corinthians por 1 a 0 na 26ª rodada, Marcão, que vinha sendo muito criticado, não perdeu tempo e no treino seguinte promoveu três alterações e alterou um pouco o desenho tático – de um 4-3-3 fixo para um 4-5-1 flutuante. John Kennedy assumiu o comando de ataque, Marlon ganhou chance na lateral esquerda, e o colombiano Arias foi efetivado no meio.

Na vitória sobre o Athletico, o time não produziu o esperado no ataque, mas foi eficaz na marcação no meio de campo, dificultando a troca de passes do adversário. Contra o Fla, Marcão manteve o time (apenas o zagueiro Nino não jogou por causa de uma contusão no olho), mas mudou a postura.

Laterais foram fundamentais para a vitória

Com John Kennedy, de 19 anos, o ataque ganhou mobilidade, prendendo a atenção dos zagueiros e fazendo com que os laterais ficassem presos na defesa, já que Marlon e Samuel Xavier foram acionados. Para segurar a saída de bola do Flamengo, Marcão deixou Luiz Henrique como um ponta para segurar Renê e enfraquecer o lado esquerdo rubro-negro.

No meio-campo, o trio formado por André, Yago e Arias foi incansável. Uma árdua tarefa para anular o bom toque de bola do Flamengo que tem na intensidade de jogo como uma de suas características marcantes. Os três foram muito bem nas roubadas de bola. E quando o time partia para o ataque, Arias se postava mais adiantado, buscando o jogo pelas laterais, obrigando a zaga do Flamengo a deixar espaços. E foi justamente nesses vazios que John Kennedy se fez presente para ser o herói do clássico.

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