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·05 de outubro de 2022

Com vitórias contundentes, Napoli e Inter renovaram fôlego na Champions League

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Após a data Fifa e a volta dos campeonatos nacionais, Napoli e Inter chegavam à terceira rodada da fase de grupos da Champions League em momentos completamente opostos na temporada. Enquanto o time partenopeo, líder da Serie A e invicto em 2022-23, conquistara uma vitória tranquila sob o Torino no fim de semana, a equipe nerazzurra vinha de uma derrota em casa para a Roma, que lhe relegou à nona colocação no certame.

Por diferentes motivos, a vitória nesta terça, 4 de outubro, era primordial para as duas equipes. Pelo Grupo A, o Napoli visava manter a liderança para garantir boa vantagem sobre o Ajax e disputar a primeira colocação com o Liverpool. No C, a Inter briga diretamente com o Barcelona pela segunda colocação, uma vez que nenhuma das duas formações se mostrou páreo para o Bayern Munique. A dupla italiana se deu bem: confira, abaixo, como foram as partidas.

Ajax 1-6 Napoli

Na Johan Cruyff Arena, o Napoli conseguiu um dos resultados mais impactantes de sua história na Champions League. Além de ter goleado o Ajax de forma magistral, o time de Spalletti mostrou maturidade para virar a partida.

O Ajax, jogando em casa, rapidamente queria tomar o controle da peleja. E, já aos 8 minutos, conseguiu abrir o placar, após tabela entre Bergwijn e Taylor. O último deles chutou a bola, que bateu em Kudus antes de ir para as redes. Começo de jogo fulminante dos holandeses no duelo entre os antigos times dos saudosos Cruyff e Maradona.

Tentando impor seu jogo, o Napoli subia seu bloco de marcação para pressionar a saída do Ajax. Em uma dessas movimentações, roubou rapidamente a bola: Kvaratskhelia recebeu um passe errado da defesa adversária e, sem goleiro, buscou o canto superior direito da baliza holandesa, não podendo comemorar o empate por centímetros.

Crescendo na partida, o Napoli não demorou muito para mostrar o brilhante futebol que tem apresentado até aqui na temporada. Após uma triangulação pelo lado esquerdo, Olivera viu Raspadori entrando livre pelo lado direito da área e levantou. O atacante só teve o trabalho de colocar a bola fora do alcance do goleiro Pasveer na hora de completar para o gol e empatar, aos 17 minutos.

Aos 34, em um escanteio curto, Kvaratskhelia cruzou a bola na cabeça do capitão Di Lorenzo, que, numa testada firme, virou a partida para os italianos. O Napoli chegaria novamente com perigo aos 39 minutos, exigindo ótima defesa de Pasveer após chute de Zielinski. No rebote, Anguissa arrematou para fora.

O camaronês e o polonês ressurgiram pouco depois, perto do intervalo. Aos 44 minutos, Anguissa ganhou um lance de cabeça, e depois de receber o pivô de Raspadori, só lançou Zielinski pelo corredor central, deixando-o cara a cara com Pasveer. O camisa 20 carregou até a entrada da área e tocou na saída do goleiro para ampliar o placar para o Napoli.

Spalletti, no banco de reservas, não poderia estar mais orgulhoso de seus comandados. Afinal, o Napoli obtivera uma virada fora de casa, ainda no primeiro tempo, e com uma vantagem de dois gols. O time ainda contava com as boas atuações dos grandes nomes da temporada – Anguissa, Kvaratskhelia, Raspadori e Zielinski.

Voltando para a segunda etapa, o Napoli rapidamente matou qualquer resquício de otimismo que podia residir no Ajax e no técnico Schreuder. Com menos de dois minutos de bola rolando, o time italiano subiu a marcação e Anguissa aproveitou um passe ruim do goleiro Pasveer, se antecipando ao zagueiro. O camaronês roubou a pelota e serviu Raspadori, que bateu de chapa no canto do gol holandês, ampliando a vantagem azzurra.

O show partenopeo continuava. Aos 62 minutos, Kvaratskhelia recebeu no lado esquerdo da área, tabelou com Raspadori e, na cara do gol, bateu no canto direito do goleiro, sem chances. Para complicar ainda mais a vida do Ajax, aos 72, Tadic, capitão do time holandês, foi expulso após deixar o braço no rosto de Elmas e receber o segundo cartão amarelo. Com um homem a mais e uma goleada consolidada, o Napoli manteve a marcação alta e chegou ao sexto dessa maneira: aos 80, recuperando a posse após mais uma saída errada dos Godenzonen, Ndombélé serviu Simeone, que encheu o pé e deu números finais à partida.

A goleada colossal do Napoli deixou o time italiano mais líder do que nunca, com 13 gols marcados em três partidas, nas quais conquistou 9 pontos. Assim, os azzurri estão à frente do Liverpool, que bateu o Glasgow Rangers e tem 6. Zerados, os escoceses seguram a lanterna do Grupo A, enquanto o Ajax tem 3 pontinhos.

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Çalhanoglu marcou o gol que deu a vitória à Inter contra o Barcelona e salvou a pele de Inzaghi (AFP/Getty)

Inter 1-0 Barcelona

Sob enorme pressão, a Inter entrou em campo contra o Barcelona ciente de que teria de conquistar uma vitória. O triunfo seria fundamental para a continuidade de Inzaghi no cargo, e também seria vital para que a equipe italiana ficasse em vantagem sobre os catalães no Grupo C. Por fim, seria uma resposta para a torcida, insatisfeita com as últimas atuações.

No entanto, a partida começou com domínio completo do Barcelona. Dembélé, invertido com Raphinha, puxava os ataques da equipe pelo lado direito. Até os 15 minutos, o Barça tinha impressionantes 82% de posse de bola, mesmo fora de casa. Conseguindo se defender bem, a Inter anulava Lewandowski e só assustou em uma finalização de longe de Çalhanoglu, que exigiu boa defesa de Ter Stegen.

A Inter buscou os contra-ataques e conseguiu chegar com perigo aos 20 minutos, quando, em boa jogada pela esquerda, Mkhitaryan acertou um cruzamento que atravessou toda a área e chegou ao segundo pau. Se Pedri não estivesse no caminho e cortasse para escanteio, Barella chegaria com ótimas chances de finalização.

A partir de então, a Inter conseguiu equilibrar a partida através da sua estratégia de marcação em bloco baixo, dando rápidas saídas em contra-ataque pelas laterais. Aos 22 minutos, após lançamento para Martínez, após o corte da zaga, Eric García tocou com a mão na bola, cortando o domínio de Correa. Porém, o VAR achou impedimento milimétrico de Lautaro ainda no início da jogada. Pouco depois, Tucu ainda teve um gol bem anulado, novamente por conta de posição irregular.

Já nos acréscimos da primeira etapa, após bate-rebate na área, Dimarco pegou a sobra e tocou para Çalhanoglu, que estava livre na intermediária. O meia turco dominou e emendou um chute rasteiro, que viajou até o lado direito das redes do gol de Ter Stegen. A Inter abria o placar perto do intervalo e, mesmo com um controle total da posse de bola pelo Barcelona, ia para o descanso com a vantagem e sem sofrer grandes sustos.

O segundo tempo começou novamente com a superioridade do Barcelona. Xavi, tentando melhorar a produção ofensiva de sua equipe, inverteu Raphinha e Dembélé para deixar o brasileiro pelo lado em que se sente mais confortável. O resultado veio rápido, mas ainda nos pés do francês. Recebendo passe na entrada da área, o camisa 7 ajeitou e mandou um balaço de perna esquerda, que acertou a trave de Onana.

Após a entrada de Ansu Fati, Xavi novamente levou Dembélé para o lado direito do ataque. E, mais uma vez, o francês em boa jogada individual, levantou a bola na área. Onana saiu mal e não conseguiu desviar a pelota, que sobrou nos pés de Pedri. O jovem espanhol só empurrou para o gol vazio, empatando a partida.

No entanto, o VAR novamente entrou em ação e recomendou a revisão para o árbitro Vincic. O esloveno foi ao monitor e viu um toque de mão de Ansu Fati, após o desvio de Onana. Com o braço levantado, o atacante acabou resvalando na bola antes que ela sobrasse para Pedri. Foi o suficiente para o juiz entender que o toque deu vantagem ao time do Barcelona e anular o gol.

A Inter não conseguia criar muitas chances. A partida se desenrolava como a primeira etapa: após um domínio inicial, a equipe italiana equilibrava as ações e tentava aproveitar as brechas dos catalães, que partiam em busca do empate. Sem tanta criatividade, o Barcelona levantava bolas na área e, pouco após Busquets cabecear para fora, reclamou de pênalti por toque de mão de Dumfries. O árbitro foi conferir o lance e deixou os blaugranas enfurecidos por conta de uma segunda revisão desfavorável ao time visitante.

Ainda restavam oito minutos de acréscimo, nos quais a Inter se livrava da bola desesperadamente, buscando se defender, enquanto o Barcelona tentava, sem sucesso, criar boas chances de ataque. A pressão não deu resultados e, pelo placar mínimo, a equipe italiana conseguiu vitória fundamental – ainda mais para o pressionado Inzaghi, que ganhou um respiro no comando.

Após os resultados dessa terça, a Inter é a vice-líder do Grupo C, com 6 pontos – três a menos do que o Bayern Munique e três a mais do que o Barcelona. Zerado, o modesto Viktoria Plzen segura a lanterna.

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