Com Luxemburgo, defesa teve melhora de rendimento notória; Ataque segue sendo o calcanhar de Aquiles | OneFootball

Com Luxemburgo, defesa teve melhora de rendimento notória; Ataque segue sendo o calcanhar de Aquiles

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FOTO: TWITTER / MINEIRÃO

A campanha irregular do Cruzeiro resultará no terceiro ano consecutivo da equipe disputando a Série B do Campeonato Brasileiro. Uma realidade desesperadora para um clube endividado, com dificuldades de manter obrigações básicas como salário em dia para atletas e funcionários, o que já resultou numa greve de quatro dias dos jogadores, e que se dá principalmente por um planejamento falho que foi repetido por duas temporadas consecutivas.

A chegada de Luxemburgo trouxe um ânimo novo ao grupo, mas novamente as limitações técnicas foram expostas e o ataque segue sendo o principal calcanhar de Aquiles dentro das quatro linhas. Em 69 rodadas já disputadas do time na Série B, a melhor colocação foi um 9º lugar na 3ª rodada do ano passado. Artilheiro do time na competição com 5 gols em 14 jogos, o centroavante Marcelo Moreno segue muito bem na seleção boliviana, liderando a artilharia das Eliminatórias para Copa do Mundo, mas pela Raposa não marca há cinco rodadas (mais de dois meses sem ir às redes).

O volante Matheus Barbosa, que deixou o clube em junho para acertar com o Atlético-GO, segue como vice artilheiro com quatro gols marcados em 10 jogos. Thiago, com 19 partidas, aparece logo abaixo com três tentos anotados. O jovem atacante faz boas partidas, mas demonstra dificuldade no momento de finalizar. Cresceu com a chegada de Luxemburgo, assim como o meia Giovanni Piccolomo, que também marcou três vezes em 24 atuações, todos após a chegada do comandante. São os dois jogadores que mais foram as redes desde a chegada do treinador. Rafael Sobis, Felipe Augusto e Bruno José marcaram uma vez cada um.

Antes da chegada de Luxemburgo, a equipe foi vazada 25 vezes em 15 partidas. Após, sofreu apenas 11 gols em 16 partidas. A média de gols seguiu parecida. Foram 18 gols em 15 jogos antes de Luxemburgo (média de 1,2 p/j) e 17 gols em 16 partidas após (média de 1 p/j). 25 gols sofridos, 11 gols sofridos com Luxemburgo. A equipe não balança as redes há dois jogos, onde ficaram marcados o desperdício de chances incríveis, simbolizadas por Eduardo Brock no duelo contra o time carioca e, principalmente, Thiago e Bruno José, na sequência, contra o Avaí. O atacante tentou duas vezes e parou no goleiro, enquanto o velocista finalizou fraco, facilitando para o zagueiro Alemão tirar em cima da linha.

Para 2022, o planejamento precisa de um choque em relação ao que vem sendo feito e já mostrou ser falho. Mais de 40 jogadores foram contratados e o time base montado por Luxemburgo é composto por metade de atletas oriundos da base. Uma das soluções tentadas pelo comandante foi a promoção de Vitor Leque, que vem apresentando bom rendimento no ataque. Ser pontual no mercado sem recursos financeiros é difícil, mas o grande entrave do clube dentro de campo vem sendo justamente somar gols para, consequentemente, atrair vitórias.

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