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Com bons números, Ganso vive a temporada com mais assistências desde 2016

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Com o toque de calcanhar para Cano logo no início da vitória sobre o Cuiabá, Paulo Henrique Ganso chegou a sete assistências na atual temporada. O camisa 10 não contribuia com tantos passes para gol desde 2016, quando deu seis enquanto ainda vestia a camisa do São Paulo. Além disso, o meia vive o melhor ano, em números, desde que chegou ao Fluminense.

Com sete em 39 jogos, Ganso empatou com Luiz Henrique — que deixou o Fluminense no início de Julho — em assistências na atual temporada. A dupla, no entanto, ainda fica atrás do colombiano Jhon Arias, com 12.

Ainda assim, o número é maior do que a soma de todas as anteriores pelo Flu. O camisa 10, por exemplo, só deu um passe para gol em 2019 — mesmo com uma média de 1,7 passes decisivos por jogo no Brasileirão (sua segunda maior na competição desde que chegou ao Tricolor) — e duas em cada um dos dois anos seguintes. Até então, a melhor temporada neste quesito — após 2016 — havia sido a de 2019, quando contribuiu com três assistências em 13 partidas durante o empréstimo ao Amiens, da França.

E, das sete, quatro vieram na atual sequência invicta de 13 jogos. Ganso cruzou para Manoel na vitória sobre o Cruzeiro pelo jogo de ida da Copa do Brasil e deu passes para André, no empate com o São Paulo, para Arias, na vitória sobre o Goiás, e agora para Cano. Antes disso, havia contribuido com três no Campeonato Carioca.

Ganso também vive o ano com mais participações diretas em gol pelo Flu, com 12 no total. Além dos passes, o meia também balançou as redes cinco vezes, da mesma forma que em 2019 (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC)

Mais participativo e titular em (quase) todos os jogos, Ganso cresce na temporada com Diniz

Fernando Diniz aprovou a contratação de Paulo Henrique Ganso durante sua primeira passagem no comando tricolor. E, em várias entrevistas, o treinador fez questão de elogiar o talento do camisa 10. Em uma participação no programa “Bem, Amigos”, do SporTV, o treinador comentou que a melhor função para o meia era participando de todas as fases da construção de jogo, vindo buscar a bola atrás, dando opção no meio e chegando próximo do gol adversário.

Demorou três anos, mas finalmente o meia tem exercido a função sonhada pelo técnico. Desde que o treinador assumiu, o camisa 10 só não entrou em campo na goleada por 10 a 1 sobre o Oriente Petrolero na Bolívia. Com menor percentual de gordura e livre das lesões, Ganso tem se mostrado cada vez mais participativo durante os jogos. E o mapa de calor do atleta no Brasileirão comprova.

As manchas vermelhas mostram que Ganso tem atuado principalmente na faixa central do campo. Contudo, o jogador também tem voltado para ajudar na saída e buscado a bola nos pés dos defensores (Foto: Reprodução/SofaScore)

De acordo com o SofaScore, Ganso detém o maior número de passes certos e o segundo maior total de passes em uma mesma partida. No Clássico Vovô, foram 107 — só atrás de Nonato, com 118 no mesmo jogo —, sendo 101 acertos.

Com média de 67,4 toques na bola, o camisa 10, aliás, aparece em sexto na média de passes decisivos — passes que terminam em assistência ou finalização — com 2,2 e em oitavo na média de passes certos por jogo, com 48,6 (e eficácia de 89%).

Além disso, Ganso tem ajudado na defesa. A média de 1,3 desarmes por jogo é a quinta maior do Flu no Brasileiro. Ficando atrás só de Luiz Henrique (2,1), André e Arias (1,5), além de Nonato (1,4).

2022 é a sétima temporada com mais jogos na carreira

Com praticamente um turno inteiro para disputar, Ganso está também a oito jogos de igualar a melhor temporada em número de partidas com a camisa tricolor. Em 2019, quando chegou ao CT Carlos Castilho, o meia entrou em campo 47 vezes, a maior quantidade até agora. Enquanto que, em 2021, só disputou 23 partidas, principalmente por causa de uma fratura no braço que o tirou metade da temporada.

Assim, a atual temporada está empatada com 2012 como a sétima com mais jogos em 14 anos de carreira do meia de 32 anos. O ano ainda fica atrás de 2013, 2014 e 2015, enquanto defendia o São Paulo, 2019 pelo próprio Fluminense, além de 2010 e 2009, antes de sofrer uma grave lesão no joelho pelo Santos.

Dados: Ogol (Infográfico: Lucas Meireles/Saudações Tricolores)

ST

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