Carlos Belmonte protesta contra arbitragem e diz que São Paulo fará representação à CBF: ‘O VAR decidiu o jogo’

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O diretor de futebol do São Paulo, Carlos Belmonte, comentou as polêmicas de arbitragem envolvendo o empate diante do Palmeiras, pela 14ª rodada do Brasileirão.

O empate sem gols diante do Palmeiras, no Morumbi, foi recheado de polêmicas envolvendo a arbitragem. No duelo, o Tricolor teve um pênalti e dois gols anulados pelo VAR, o último deles, causou revolta em todos os atletas e comissão técnica.

POLÊMICAS NO CHOQUE-REI

Em primeiro momento, o dirigente comentou sobre a penalidade em cima de Marquinhos. Ainda na primeira etapa, o atacante foi derrubado dentro da área por Gustavo Gómez e o árbitro Luiz Flávio de Oliveira assinalou a penalidade. Depois de análise de imagem, o juiz voltou atrás e anulou o pênalti

Sobre a decisão, Carlos Belmonte mostrou indignação e fez um protesto em relação a arbitragem do clássico:

– Não estou feliz de estar aqui. No Brasil, o VAR que deveria trazer segurança ao arbitro, traz insegurança. O VAR deveria ser um acessório para ajudar a arbitragem, mas quis ser protagonista do jogo. O árbitro marca o pênalti a um metro de distancia, de frente para o lance. Aí entra o VAR, chama o árbitro e ele perde a convicção, anulando o lance que a um metro de distancia ele marcou – argumentou Belmonte.

O dirigente ainda prosseguiu, dizendo não ser contra o uso da tecnologia do árbitro de vídeo, mas alegando que, no Brasil, ‘não é utilizado de forma correta’:

– Eu defendo o VAR, é um avanço no futebol. O VAR no Brasil não é utilizado de forma correta. Aqui, é usado para tirar a responsabilidade do árbitro. É inconcebível que o árbitro, a um metro do lance, marque o pênalti e depois seja chamado na cabine para reanalisar o lance que havia marcado – completou.

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O Choque-Rei pela 14ª rodada do BR-21 foi marcado pelas polêmicas com o VAR. Foto: Rubens Chiri/sãopaulofc.net

O segundo lance que causou revolta por parte dos são-paulinos, aconteceu aos 44 minutos da segunda etapa e daria a vitória ao São Paulo. No entanto, o árbitro de vídeo flagrou impedimento de Miranda, que não tocou na bola, mas segundo a interpretação, participou da jogada. Com isso, o gol foi anulado.

Carlos Belmonte prosseguiu a reclamação sobre a atuação da arbitragem no Choque-Rei, enfatizando a interferência do VAR no gol anulado do Tricolor.

– Depois, no segundo tempo, o gol contra. Nenhum jogador do Palmeiras sequer faz menção de reclamação e se dirigiam ao meio-campo para dar a saída. E novamente, surge o VAR. O jogo não acontece em câmera lenta, acontece em velocidade única, que deve ser respeitada. E novamente o árbitro anula o gol, por falta de convicção – concluiu.

”VAR 2 X 0 SÃO PAULO”

Sobre as atuações do VAR, Belmonte fez um compilado das vezes que a tecnologia foi utilizada em partidas do São Paulo. De acordo com o cartola, o clube fará uma representação à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre os acontecidos:

“Vamos fazer uma representação à CBF. Neste campeonato, o VAR foi usado sete vezes em jogos do São Paulo, seis delas contra. Não estamos contentes com a qualidade da arbitragem nos jogos do São Paulo. É ruim quando o trabalho que é feito em campo, é perdido pelo VAR. O VAR decidiu o jogo. Resultado final, VAR dois, São Paulo zero”Carlos Belmonte, diretor de futebol do São Paulo.

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