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Bicampeão por antecipação

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Por Guilherme Guarche, Centro de Memória

No dia 19 de maio de 1968, um domingo, o arrasador time do Santos conquistava com quatro rodadas de antecipação, o título de Bicampeão Paulista ao vencer no Parque Antártica, a equipe do Palmeiras pelo placar de 3 a 1.

Era mais um bicampeonato conquistado pelo Alvinegro Praiano, e o 11º título paulista em sua história. Antônio Fernandes, o Antoninho, vencia pela segunda vez um certame regional e, nesse dia, ele escalou o time com: Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Clodoaldo e Lima; Toninho, Douglas, Pelé e Edu. Os tentos do Peixe foram marcados por Edu, Pelé e Toninho Guerreiro.

O campeonato teve muitas polêmicas motivadas por assuntos referentes ao descenso, mas o Santos foi o campeão incontestável, pois vencera com o certame antecipadamente ganhando do seu maior rival na época, que era o time esmeraldino.

O onze alviverde estava vivendo o fim da chamada primeira Academia, mas mesmo assim tinha em seu elenco jogadores excelentes como Djalma Santos e Baldochi. Três dias antes tinha sido derrotado na decisão da Copa Libertadores diante do time argentino do Estudiantes jogando em Montevidéu no Uruguai.

Devido a sua participação na Libertadores, o Palmeiras tinha muitos jogos atrasados, caso vencesse o Santos no clássico, ainda teria chances de ultrapassar o Peixe e ser campeão. Porém diante de um público de 16 276 espectadores, o Alviverde viu seu sonho desmoronar e teve que se contentar em ficar na 11ª colocação no certame.

O Santos de Pelé e outras feras dominou amplamente a partida. China foi o autor do tento palmeirense logo no primeiro minuto do jogo, mas a virada santista começou com Edu aos nove, Pelé aos 15 e Toninho Guerreiro aos 21 da primeira etapa.

No ano seguinte o Santos venceria novamente o paulista sagrando-se Tricampeão pela segunda vez. Até os dias atuais o Peixe já conquistou o certame regional em 22 vezes.

Depois da conquista antecipada o Peixe enfrentou o América (1 a 3), o Comercial (5 a 0) e despediu-se vencendo o São Paulo por 3 a 1 na Vila Belmiro. Para sagrar-se Bicampeão o Peixe com 86,5% de aproveitamento jogou 26 partidas vencendo 22 empatando uma e perdendo três partidas marcando 71 e sofrendo 22 gols.

Os artilheiros no certame foram: Pelé (16), Toninho Guerreiro (15), Douglas Franklin (8), Edu (7), Carlos Alberto Torres (6), Lima, Negreiros e Clodoaldo (2), Rildo e Kaneko (1) e marcaram contra a favor do Santos Severo e Fernando um gol cada.

Quatro dias após vencer o bicampeonato, o Alvinegro jogava amistosamente na Vila Belmiro e era derrotado pelo Boca Juniors pelo placar mínimo e nesse encontro o clube passou a ostentar sobre o escudo duas estrelas douradas simbolizando as duas conquistas mundiais nos anos de 1962/63.

Na década de 1960, o Alvinegro da Vila Belmiro teve duas formações clássicas que fizeram com que o time fosse considerado pela imprensa mundial como a melhor equipe em todos os tempos.

A primeira formação nos primeiros anos da década era formada por: Gilmar, Mauro, Lima, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.

A segunda formação a já partir da segunda metade dessa década era composta por Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel Camargo (Marçal) e Rido; Clodoaldo e Negreiros (Lima); Edu, Toninho Guerreiro, Pelé e Abel

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