Apesar da eliminação, grupo da Seleção Brasileira atesta evolução da categoria no país

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Nesta sexta-feira (30), o Brasil perdeu a decisão nas quartas de finais para o Canadá nos pênaltis, depois de empate sem gols no tempo normal e prorrogação, e acabou com as esperanças de medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio com o futebol feminino. Apesar da derrota, o plantel da Seleção Brasileira Feminina nesta edição de Olimpíada evidenciou a importância das competições nacionais e investimentos dos clubes brasileiros para o desenvolvimento da categoria no país.

Na convocação da técnica Pia Sundhage para Tóquio, das 18 atletas que foram chamadas, 11 atuam no futebol brasileiro. Este número representou um aumento significativo em comparação ao plantel do Mundial de 2019, de apenas cinco jogadoras atuando em clubes brasileiros, e Rio-2016, quando não havia nenhuma.

Na última Olimpíada haviam jogadoras renomadas, que jogam em solo brasileiro, como a goleira Bárbara, do Avaí/Kindermann, Tamires, lateral-esquerda do Corinthians, a experiente Formiga, que retornou ao São Paulo, a atacante Beatriz, do Palmeiras, entre outros nomes importantes.

Cláudio Curra, diretor de futebol feminino do Internacional, falou sobre a importância da técnica Pia Sundhage acompanhar de perto as competições nacionais.

“O projeto da CBF a médio prazo é sério e se preocupa em buscar atletas de qualidade em todo o país, fazendo com que hoje tenhamos uma seleção com várias atletas qualificadas que atuam no Brasil”, analisou.

Para Curra, o atual status da categoria no Brasil é de evolução e crescimento.

“Temos muitos clubes grandes investindo em seus times femininos e tornando a modalidade competitiva. Precisamos de mais torneios para algumas regiões, mas vemos movimentos na CBF, recriando a Copa do Brasil e aumentando o investimento nas competições brasileiras de base”, completou.

Nos últimos anos, o Inter se tornou um clube de destaque justamente pelo investimento nas categorias de base feminino. Além de servir jogadoras para as seleções do Brasil Sub-17, Sub-20 e no grupo principal, a equipe é uma das mais vencedoras nos torneios nacionais, tendo conquistado o Brasileirão Sub-18, em 2019, e o vice-campeonato no ano seguinte. Já no Sub-16, este ano a equipe briga pelo bicampeonato consecutivo.

“Estivemos presentes na fase de preparação para os Jogos Olímpicos com três atletas: Fabi Simões, Vivi Holzel e Millene, além, claro, da Bruna Benites, titular da seleção olímpica.. Isso demonstra a força das Gurias Coloradas e exalta o legado que o clube constrói nessa transformação do futebol feminino brasileiro”, finalizou Curra.

Rene Salviano, executivo com mais de 20 anos de experiência profissional em diretoria comercial, de marketing e novos negócios do esporte, entende que o apoio e investimentos dos grandes clubes do futebol brasileiro são um passo importante para o progresso da modalidade e interesse do público.

“As principais equipes trazem junto a torcida e a audiência, fatores primordiais para a atratividade da competição. Não tenho dúvidas que são muito importantes para o sucesso da competição, uma vez que o próprio futebol feminino carece cada vez mais de apoio de todas partes envolvidas para que seja de vez o grande sucesso que está se tornando”, comentou o especialista que  lançou neste ano a agência de marketing esportivo HeatMap.

Na opinião de Marcelo Palaia, professor e especialista em marketing esportivo, a presença de jogadoras consolidadas atuando no Brasil como Cristiane, no Santos, Formiga, no São Paulo, e até mesmo atletas da Seleção, é também um fator importante para deixar o campeonato mais atrativo:

“O movimento de retorno dessas jogadoras com carreiras respeitáveis justifica o desenvolvimento do campeonato e abre uma porta para os clubes pensarem em converter o potencial de imagem dessas atletas em ativações de marketing.”

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