Aos 36 anos, Asamoah Gyan quer voltar à seleção de Gana em busca de vingança contra o Uruguai | OneFootball

Aos 36 anos, Asamoah Gyan quer voltar à seleção de Gana em busca de vingança contra o Uruguai

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Sem jogar desde o ano passado, e com 36 anos, Asamoah Gyan quer retornar à seleção de Gana com um objetivo muito claro: se vingar do Uruguai. Os africanos foram sorteados no mesmo grupo dos sul-americanos na Copa do Mundo do Catar e isso motivou o atacante a se colocar novamente à disposição do time nacional. Seu último jogo pelas Estrelas Negras foi em 2019.

Gyan foi quem perdeu aquele pênalti nos minutos finais das quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul, após Luis Suárez cortar uma bola em cima da linha com as mãos. Ele abriu os trabalhos com sucesso na disputa de penalidades que decidiu o semifinalista, mas o Uruguai ficou com a vaga. As duas seleções estão no Grupo H do Mundial do Catar, ao lado de Portugal e Coreia do Sul.

“Em termos de talento, está tudo aqui, então eu só tenho que me preparar fisicamente”, disse o jogador, que não joga por clubes desde o primeiro semestre do ano passado, quando estava no clube ganês Legon Cities, de Acra, à BBC. “A Copa do Mundo é o sonho de qualquer jogador. Eu acho que ainda tenho um pouco de energia em mim para me provar novamente. Estou fora há quase dois anos por causa de lesões, mas eu só tenho que voltar a ficar em forma. É um programa de oito semanas e, segundo meu instrutor físico, estou melhorando mais rápido do que ele pensava. Depois, preciso ver como meu corpo reage a jogar futebol competitivo”.

Gyan disse que nunca chegou a anunciar a sua aposentadoria, lembrou Roger Milla, que disputou uma Copa do Mundo aos 42 anos, e admitiu que a chama foi reacendida pelo desejo de vingança. “O mundo inteiro sabe o que aconteceu. Quando saiu o sorteio, e eu vi o Uruguai no grupo de Gana, a única coisa que passou pela minha cabeça foi vingança. Os ganeses querem vingança. Pessoalmente, eu apenas sorri porque eu sei como é o jogo. O que aconteceu em 2010 ficou para trás, (mas) talvez haja uma outra oportunidade”, afirmou.

“Quando chegar a hora, e se eu fizer parte do time, e jogarmos contra o Uruguai, você nunca sabe o que vai acontecer. Obviamente, sou humano. Eu tenho no fundo da minha mente que talvez eu possa ter outra chance de me provar. O jogo mais importante para os ganeses neste momento é contra o Uruguai. Porque está na cabeça de todo mundo tentar a revanche”, acrescentou.

Segundo Gyan, ainda não houve contato com a cúpula da seleção ganesa, treinada por Otto Addo. O jogador quer ver como seu corpo reage primeiro. Addo recebeu um importante reforço recentemente, com a decisão de Iñaki Williams de defender o time nacional do país do seu pai. Se estiver aberto à ideia, pode receber mais um, que no mínimo aportará experiência. E desejo de vingança.

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