Esporte News Mundo
·25 de fevereiro de 2025
António Oliveira relata problemas no Corinthians de 2024
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·25 de fevereiro de 2025
Em entrevista ao “Tribuna Expresso”, António Oliveira, Ex-técnico do Corinthians, comentou sobre epísódios que aconteceram durante a sua passagem pelo time brasileiro no início de 2024.
O técnico português revelou a falta de concentração do elenco durante a sua passagem devido ao atraso de pagamento dos atletas.
“Houve alturas em que os jogadores chegaram a não querer concentrar, porque não recebiam. Tive de sair do treino para ir falar com o presidente, porque ele prometia que pagava no dia seguinte. Eu disse ao presidente: “Se você só pode pagar daqui a um ano, não diga que pode pagar amanhã porque eles não vão receber e vão ficar ainda mais chateados.” E aos jogadores que não queriam concentrar tive de dizer: “Há um direito e um dever. Vocês têm o direito de receber e eles de vos pagar. Vocês têm razão. Agora, se passa lá para fora que vocês não querem concentrar, em vez de virar para eles, vai virar contra vocês. Vamos ser profissionais. Eu estou aqui, do vosso lado, estarei sempre e vou tentar sensibilizar o presidente para resolver os problemas.” O meu dia a dia era um pouco isto”, disse o técnico.
Além disso, António Oliveira relembrou um episódio envolvendo polícia que aconteceu com ele no Brasil, enquanto treinava o Corinthians.
“Lembro-me de apontarem-me uma pistola à cabeça. Eu vinha no meu carro, após o aniversário do filho do preparador de goleiros do Corinthians, olhei pelo espelho e vi um carro da polícia atrás. Mas eu estava tranquilo. Viro à direita e ele continua a seguir-me, e de repente liga as luzes. Pensei que podia ter as luzes desligadas, porque era de noite. Parei o carro para perceber o que se passava. O policial que estava dirigindo saiu logo com a pistola armada, disse-me para sair do carro, meter as mãos atrás das costas, portanto, aqueles procedimentos normais que eles fazem. Sempre com a arma apontada à minha cabeça”
De maneira descontraída, António explicou o desfecho da história.
“O parceiro do policial saiu e diz-lhe: “Epá, cuidado, ele é o técnico do Corinthians.” O policial com a pistola responde: “Eu sei lá se ele é técnico do Corinthians, eu não percebo nada de futebol.” E continuou, mandou-me abrir as pernas, entretanto, chegaram mais carros de polícia”.
“Como tinham chegado outros policiais, confirmaram a minha identidade, e já queriam falar mais do Corinthians do que propriamente daquela situação”, concluiu António Oliveira.
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