Análise: Red Bull Bragantino e o ‘choque de realidade’ do Campeonato Brasileiro

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Desde o acesso do Red Bull Bragantino da maneira avassaladora como ocorreu em 2019 com o folgado título da Série B do Brasileirão, foi alimentada a possibilidade de que, diante do investimento e estrutura do trabalho desenvolvido, o Massa Bruta alimentou boas expectativas de desempenho no seu retorno a elite do futebol nacional.

A saída do técnico Antônio Carlos Zago rumo ao futebol japonês gerou a primeira grande intercorrência no novo projeto onde, apesar da divergência entre as partes, o clube de Bragança trouxe Felipe Conceição para seguir a sua filosofia da aliança entre jogo vistoso e eficiente.

Diante do atípico cenário da pandemia e a troca de comando, era esperado que o time não desempenhasse o seu potencial completo mesmo levando em conta o menor impacto econômico e a chegada, inclusive, de novas peças ao plantel para encorpar as opções do treinador.

A eliminação um tanto quanto frustrante no Paulistão para o Corinthians fazendo uma partida ruim pode ser considerada elemento pontual, o mata-mata pode proporcionar esses fenômenos (vide São Paulo x Mirassol). Até mesmo porque, em pontuação, o time conseguiu o direito de ser o mandante, fator que atestou a sua regularidade na fase de classificação.

Contudo, chegou o momento de disputar o Brasileirão e o Bragantino, em dez rodadas, tem apenas sete pontos conquistados e ocupa a lanterna do campeonato. Algo que, apesar de todas as ressalvas a serem feitas no aspecto físico e técnico diante do cenário global, passam bem longe do desempenho esperado.

Sendo assim, a conclusão mais próxima a ser tirada é que o Massa Bruta ainda parece viver o período de ‘choque de realidade’ onde está nas mãos atualmente do técnico Maurício Barbieri, dentro de campo, a missão de equiparar expectativa e realidade.