Ainda é cedo (e CRUEL) tirar primeiras impressões, mas a estreia teve algo positivo | OneFootball

Ainda é cedo (e CRUEL) tirar primeiras impressões, mas a estreia teve algo positivo

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Foto: Pedro Souza Por: Hugo Fralodeo, do Fala Galo, em Belo Horizonte

Atlético, Turco, reforços, jovens e, para surpresa, alguns “titulares”, empataram a partida que abriu a temporada 2022. São 9 dias de pré-temporada, o campo – ao contrário do que foi veiculado durante a semana -, estava sim bem irregular, prejudicando realmente o jogo…, Turco, considerando o que tinha disponível, fora as condições do jogo, EU penso ter feito escolhas ruins entre os 11 que iniciaram e durante a partida, além dos demais ingredientes que se uniram para chegarmos até o xoxo empate, dizem pouquíssimas coisas, mas, colocando um pouco de racionalidade no ponto de vista, encontraremos algo positivo, dentro de inúmeros erros.

Ainda que o planejamento possa ter sido levemente alterado, tendo em vista a mudança no comando técnico, já que Turco, apoiado pela preparação física e a fisiologia, em ritmo de pré-temporada, vai lançando as peças que virão a ser seus principais jogadores, alguns nomes poderiam ter se apresentado uma semana antes, respeitando os 30 dias de férias, pois, os reforços não jogaram até 15 de dezembro, nem Nathan Silva, por exemplo. Mesmo assim, mais valeria ter iniciado o campeonato com a prata da casa que estivesse disponível, mesclada com essa turma que estaria melhor condicionada.

Dentro de campo, não se viu nem o mínimo do mínimo que o time deve apresentar ao longo do ano. E nem poderia. Com Rafael não há saída de jogo; Na meia cancha, não teve articulação muito por conta de as condições obrigarem Turco a escalar quatro atacantes, pensando em um jogo mais direto, pelo gramado e o curto tempo, mesmo motivo que derrubou o jogo de Sasha, Ademir e Echaporã, que criaram pouco, quase nada, porque não tinham como se aproximar e, pelas pernas pesadas, não eram capazes de arrancar com a bola dominada; Fábio Gomes, mesmo tendo recebido muito pouco a bola, até mostrou algumas de suas características, tentando buscar o jogo, escorar as bolas levantadas e correr entre os zagueiros para receber em profundidade. Em um lance específico, saiu da área, atraiu a marcação e tentou enfiar belo passe cortado pela defesa do Villa. Desperdiçou sua única boa chance e, com o peso de ser centroavante, é claro que ficará marcado também pelos gols que não fizer.

As mexidas não melhoram muito a situação, mesmo com Dylan disposto a mostrar serviço e Zaracho deixando claro que craques não precisam de muito para decidir, que empataram o jogo nesse lance isolado de ‘individualidade compartilhada’. Ademir, Sasha e Echaporã, repito, não tinham como carregar a bola, era difícil qualquer tipo de movimentação e Castilho estava deixando o campo porque não tinha condições de fazer a bola circular, então como Turco lança Savarino que, sendo mais uma vez redundante, precisa carregar a bola, alguém para se aproximar e assim criar espaços?!

Seria muito cruel e precipitado tirar qualquer primeira impressão de qualquer um citado nos parágrafos anteriores.

O gol do Villa saiu de um lance de falhas individuais e coletivas e o autor do tento tem todo o mérito de não desistir da jogada e forçar o erro da defesa Atleticana. Rabello, claro, perderia na corrida, Dodô foi traído pelo posicionamento, Rafael deu azar e Vitor Mendes participou da jogada sem ter o que fazer, correu para tentar ‘salvar’ Rabello pelo instinto e tenho minhas dúvidas se ele deu uma atrapalhada em Rafael, mas, até mesmo ele estar envolvido no gol, referenda o fato de que a partida sólida do zagueiro é o que se pode tirar de melhor da estreia. Vitor ganhou pelo alto, por baixo, se antecipou em muitos lances, desarmou, rebateu, cortou, cobriu os companheiros, tentou subir nas bolas paradas ofensivas e até se arriscou em alguns avanços com a bola para tentar iniciar jogadas. Fez jogo muito seguro, saindo quando dava, esticando quando precisava e tudo isso com um tempo de reação muito rápido, ainda mais para seu primeiro jogo como profissional pelo Atlético e com 9 dias de preparação.

Vitor Mendes foi, por esta ótica, o melhor do jogo. Junto de Zaracho e Dylan, mostrou algo que sobressaísse ao esperado para a partida. E não estou me contradizendo, é sim muito cedo e cruel tirar qualquer primeira impressão, mas, no caso de Vitor Mendes, a boa partida de ontem só é primeira impressão para quem não teve impressão alguma do que ele apresentou em um ano inteiro com a camisa do Juventude.

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