A Argentina não se intimidou com o desafio em Calama, venceu com pintura de Di María e dificultou a situação do Chile | OneFootball

A Argentina não se intimidou com o desafio em Calama, venceu com pintura de Di María e dificultou a situação do Chile

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O Chile apostou num mando de campo diferente para receber a Argentina nas Eliminatórias. Em Calama, a Roja poderia se adaptar à altitude antes de encarar a Bolívia, mas também submetia a Albiceleste em condições particulares com o clima seco do deserto. Os argentinos, porém, não se intimidaram e somaram mais três pontos na campanha. A classificação já garantida não impediu que o time de Lionel Scaloni fizesse um bom primeiro tempo e garantisse o triunfo por 2 a 1. Os chilenos não apresentaram muitos recursos, apesar da insistência de Ben Brereton ao longo da noite.

Sem Lionel Messi, a Argentina teve um trio de ataque composto por Ángel Di María, Lautaro Martínez e Nico González. Papu Gómez participava da armação. Do lado chileno, Ben Brereton Díaz era o homem de referência no ataque, municiado por Alexis Sánchez e Eduardo Vargas. O que não funcionaria tanto.

O Chile teve a primeira chance de gol, numa falta cobrada por Eduardo Vargas que cruzou a área e saiu ao lado da meta. Porém, logo aos nove minutos a Argentina já anotou o primeiro gol. Num contra-ataque pela direita, Ángel Di María encarou a marcação tripla e abriu espaço com a pedalada. Então, arriscou o chute de longe e mandou a bola no canto de Claudio Bravo. O duelo seguiu aberto e o Chile empatou aos 20 minutos. Marcelino Núñez cruzou da direita e Ben Brereton saltou mais que a marcação para cabecear. Mesmo com pouco ângulo, o atacante conseguiu encobrir Emiliano Martínez.

Estava claro, ainda assim, que a Argentina tinha mais recursos para buscar a vitória. A Albiceleste era mais segura em suas ações e mais direta no ataque, contra uma defesa exposta do Chile. Di María voltaria a tentar o gol, mas Bravo conseguiu barrá-lo. Já aos 34, o tento sairia. Rodrigo de Paul chutou de longe, Bravo espalmou para frente e Lautaro Martínez guardou no rebote. O goleiro, que já tinha sentido lesão, deu lugar a Brayan Cortés na sequência. No fim da primeira etapa, o Chile tentou apertar no ataque. Alexis Sánchez e Brereton arriscariam sem sucesso, enquanto a melhor chance veio numa batida de Paulo Díaz aos 45, que exigiu uma defesa difícil de Emi Martínez, espalmando para escanteio.

O segundo tempo recomeçou com o Chile tentando se fazer mais presente no campo ofensivo e administrando a posse de bola. Contudo, não era uma apresentação boa da Roja, que dependia bastante das aparições de Brereton. A Argentina se contentava em adotar uma postura mais precavida, recuada na defesa, sem se expor. Desta maneira, o duelo ficou mais picotado e sem tantas chances reais de gol, com um pouco mais de tentativas dos chilenos.

Com o passar dos minutos, os dois times davam sinais de cansaço. O Chile ainda acionou nomes como Mauricio Isla e Joaquín Montecinos no banco. A Argentina também não exibiria tanto com Giovani Lo Celso e Marcos Acuña, antes que Julián Álvarez ganhasse uma chance já aos 33. Os chilenos tiveram uma boa oportunidade aos 36, numa cabeçada em que Brereton não pegou em cheio e a zaga argentina afastou. Pouco depois, Brereton subiu de novo e testou para ótima defesa de Emi Martínez. Os lances fluíam quase sempre pela direita, com Montecinos procurando Brereton. O centroavante pegou de canela aos 43, atrapalhado por um leve desvio de Nahuel Molina. Os últimos suspiros vinham em bolas cruzadas, que não adiantariam tanto aos anfitriões.

A Argentina melhora um pouco mais seu aproveitamento nas Eliminatórias, com 32 pontos em 14 rodadas. O triunfo serve para elevar um pouco mais a confiança do time de Lionel Scaloni. Já o Chile volta a se complicar na tabela. A Roja sofre a segunda derrota seguida e estaciona nos 16 pontos. O time permanece a um ponto da zona de classificação, mas com Colômbia ou Peru podendo se distanciar com o confronto direto desta sexta.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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