Jogada10
·5 aprile 2025
Roberto Assaf: Flamengo estreia na Libertadores. Venceu sem jogar nada

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·5 aprile 2025
A estreia do Flamengo na LIbertadores mostrou um time com futebol lento, de pouca inspiração, e venceu porque é indiscutivelmente superior no aspecto individual, o que, de alguma forma, fez a diferença. Na realidade, o Rubro-Negro confirmou o erro que a mídia e a torcida repetem: há muitas peças de reposição. Não é verdade. Sem dois ou três titulares, a dificuldade é grande, como visto na vitória de 1 a 0 sobre o Tachira, na Venezuela.
Não há desculpa para a atuação modesta: adversário frágil, gramado bom, sem pressão absurda, tão comum em Libertadores, e nenhuma marcação escancaradamente equivocada da arbitragem. Alguém dirá que os compromissos são muitos e a viagem até San Cristobal é exaustiva, e é mesmo, mas seria apelação demais.
O Flamengo fez um primeiro tempo abaixo da crítica, e ainda desperdiçou duas chances, com o fenômeno Luiz Araújo. É provável que o técnico tenha questionado no intervalo: vocês não vão ganhar desses caras, não? Daí houve um mínimo de esforço, nada além, incluindo substituições, até o cruzamento de Éverton Cebolinha, escorado por Bruno Henrique, para o toque de Juninho, que acabara de entrar, e na pequena área, aos 13 minutos.
Com a vantagem, a equipe carioca recuou, deixando o Tachira arriscar, mesmo sem jeito, e não conseguiu criar mais nada de interessante, pois o nível continuou sofrível, embora o time venezuelano apostasse apenas no impossível, que por pouco não deu o ar da graça. Aos 48, José Balza, conseguiu errar de frente para o gol porque é ruim.
Quantos passes o incrível Allan deu para trás? Qual a razão da escalação desse jogador? De onde surgem tantos elogios para o Flamengo? Com esse futebolzinho de hoje, francamente, não vai dar. Se esse time é o europeu da América, coitada da América. E do Flamengo.